12/07/2014

Fofocas, Calúnias, Difamações e Mentiras

“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente.” 1 Pd 3:10 

O sentimento maior que deve existir em nossa vida é o amor a Deus (“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Mt 22.37). Quando O amamos verdadeiramente, somos constrangidos pelo Espírito Santo a uma vida de santidade e pureza, os frutos produzidos são dignos de honra e capaz de revelar ao próximo a comunhão que possuímos com o Eterno, nestas vidas está o prazer do Senhor; são abençoadas e bem-sucedidas, transbordante do poder de Deus, cheias de autoridade e capacitadas a pisarem sobre a cabeça do inimigo; são vitoriosas! De suas bocas procedem as palavras que edificam e abençoam.
Oh Senhor! Quão lamentável é enxergarmos dentro de muitas igrejas, que o amor já se apagou por completo nos corações; e, levados por toda sorte de desejos produzidos pela carne, tornaram-se frios e desprovidos de misericórdia, duros como a pedra. Com as palavras tocam no próximo promovendo a desarmonia. É o velho homem que renasce com muita força, repleto de antigos sentimentos que são comuns aos filhos das trevas. As conseqüências são as brechas abertas nos “muros” que protegem o povo de Deus, possibilitando a ação do inimigo.
Nesta mensagem quero abordar quatro aspectos do uso inconseqüente da língua, são eles:
 1-Fofoca; 2- Calunia; 3- Difamação e 4- Mentira.
Devemos fazer uma profunda reflexão sobre como temos usado a língua, a usamos para bem ou para o mal?  Se o uso não é bênção, necessitamos rever o nosso proceder e nos empenharmos num processo de mudança, com o fim de moldar nosso agir, tomando a forma do Senhor Jesus e imitando-O. A santidade deve envolver todo o ser, inclusive o falar.
1 - Fofoca / Mexerico (intriga, bisbilhotice). 
Quão lamentável, mas este mal está dentro das igrejas, numa freqüência muito maior do que imaginamos. É o “disse que me disse”, que tem levados muitos a servirem aos propósitos maléficos, verdadeiros instrumentos do diabo. Queridos irmãos, vigie o vosso falar, para que não incorram no erro e sejam considerados por todos como fofoqueiros e indignos de confiança. Não fale mal dos irmãos e ou dos líderes. Esta prática é condenada pelo Senhor em Sua palavra, veja os textos abaixo.
Lv 19:16 “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo teu próximo. Eu sou o SENHOR.”Pv 11:13  “O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre.”
Pv 20:19  “O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.”1 Tm 6:20  “E tu... evitando os falatórios inúteis...”2 Tm 2:16  “Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior...”
Tg 1.26  “Alguém está pensando que é religioso? Se não souber controlar a língua, a sua religião não vale nada, e ele está enganando a si mesmo.”
2 - Calúnia (Falsa imputação (a alguém) de um fato definido como crime. Mentira, falsidade, invenção.)
Meu Senhor! Infelizmente esta prática é relativamente comum dentro do arraial, frutificando a desarmonia e uma série de conseqüência, através dasquais o corpo é enfraquecido e o inimigo exaltado. Povo de Deus é tempo de estarem vivendo em Espírito, e não permitam que as más ações encontrem terreno propício e finque raízes. Se tens alguma queixa contra outrem, seja espiritual e procure a pessoa, numa conversa franca e ungida resolva as pendências. Não permita que o diabo use da ocasião para afastá-lo da comunhão com o Eterno.
2Tm 3.1-3  “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas... desafeiçoados... caluniadores...”Tt 3. 2  “Aconselhe que não falem mal de ninguém, mas que sejam calmos e pacíficos e tratem todos com educação.”Sl 50. 20  “Estão sempre acusando os seus irmãos e espalhando calúnias a respeito deles.”
3 - Difamar  (Tirar a boa fama ou o crédito a; desacreditar publicamente; infamar, detrair; Imputar a (alguém) um fato concreto e circunstanciado, ofensivo de sua reputação, conquanto não definido como crime. Falar mal; detrair)
O ato de difamar, lamentavelmente, é visível entre os crentes. A satisfação de muitos é observar a  vida alheia e destacar os erros, é prazeroso para estes falar da vida do próximo. Falam do pastor, dos presbíteros, diáconos, dos irmãos mais simples, bem como, dos que são afortunados; falam também dos políticos, do patrão e muitos mais. Enfim, tudo é motivo para apontar e falar. Estes semeiam a discórdia entre irmãos e são dignos de condenação eterna.
Irmão tens queixa contra o pastor? Converse com ele, em muitos casos o problema está numa má interpretação de alguma ação; haja assim para com todos os irmãos. Pastores amados, não use o púlpito para tocar numa vida, se tens alguma queixa, sente-se com ela e converse como espirituais que devem ser.
2Tm 3.1-5 “Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.”Tg 4.11 “Meus irmãos, não falem mal uns dos outros.”1Pe 2.1 “Portanto, abandonem tudo o que é mau, toda mentira, fingimento, inveja e críticas injustas.”Sl 101.5  “Destruirei aqueles que falam mal dos outros pelas costas...”Pv 16:28  “O homem... difamador separa os maiores amigos.”4 - Mentira (Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade)
O velho pecado da mentira está muito atuante entre os aqueles que se professam crentes em Deus. O diabo tem plantado a idéia que é muito mais fácil falar inverdades, a fazer uso da palavra reta. A sociedade atual tem a mentira como uma necessidade no dia-a-dia, nós como servos jamais devemos compactuar com esta visão distorcida implantada pelo diabo. Nossa palavra deve ser sempre verdadeira, esta condição se aplica em todos os aspectos da vida; seja profissional, pessoal e ou religioso. Há um conceito errôneo que a mentira tem tamanho, mas, para o povo de Deus seja qual for o tamanho, constitui-se em pecado, passível, portanto de condenação.
As advertências deixadas por Deus na Bíblia quanto a este pecado são claríssimas, portanto, injustificável o seu uso, veja:
Sl 34.13  “Então procurem não dizer coisas más e não contem mentiras.”Sl 52:3  “Amas o mal antes que o bem; preferes mentir a falar retamente.”Pv 14:5  “A testemunha verdadeira não mente, mas a falsa se desboca em mentiras.”João 8:44  “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”Ef 4:25  “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.”1Pe 3.10 “Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem quiser gozar a vida e ter dias felizes não fale coisas más e não conte mentiras.”Irmãos amados a finalidade desta mensagem não é acusar e tão pouco julgar, sim, um instrumento usado pelo Espírito Santo para falar a muitos corações que por inobservância dos preceitos bíblicos se deixa levar pelas coisas aparentes desta vida. Afinal, fomos resgatados das trevas para a luz, a fim de sermos servos puros e santos.

1Jo 3:8  “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.”

O CASAMENTO


Em relação ao casamento, tenho sido movido pelo Espírito Santo a acreditar que esta relação deve nascer primeiro no coração de Deus, em seguida é manifesta na vida dos homens santos e sensíveis à Sua voz. Sei que este conceito entra em choque direto com várias correntes, dispostas a divinizar e abençoar toda e qualquer relação que surge; em geral impuras e pecaminosas.
A conseqüência, uma vida conjugal sem vida! Confusões; inimizades; filhos rebeldes e uma série de males que culminam com o divórcio.
O Senhor Jesus proferindo sobre o casamento afirmou:
“Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mc 10.9)
É comum pegar-se as palavras do Senhor Jesus e aplicá-las a todos os casamentos indistintamente; casou é porque Deus uniu! Esquecendo-se o caráter profundamente espiritual e a quem foi direcionada esta palavra;   o Mestre falava para o seus escolhidos, as verdades de Deus aplica-seexclusivamente àqueles que procuram viver segundo os seus princípios (santidade, pureza, confiança, temor, amor, frutos do Espírito Santo), é impraticável querermos generalizar o que é espiritual, afinal:
“... palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”(1Co 2.13,14)
:: O Casamento segundo o coração do Pai, tem o seu inicio no relacionamento revelado e abençoado; é preciso ser espiritual, cheios do Espírito Santo e sensível ao seu falar, que não haja ansiedade; e no tempo oportuno serão agraciados com a companheira (o), com o qual unirás, debaixo do consentimento Divino.
É preciso que as idéias anti-espirituais disseminadas largamente pelo diabo sejam quebradas! O namoro deve existir sim, mas, segundo a vontade de Deus. O conceito de ficar à procura da (o) esposa (o) envolvendo-se em muitos namoros é errado, é contrária à fé que afirmamos possuir. Cremos num Senhor que nos ampara em todos os aspectos e que é nosso dever sermos concordantes com a Sua vontade, porque então a procura desenfreada e carnal por uma (um) esposa (o)?  Os planos do Senhor para muitos servos, não incluem o casamento ou a formação de família, veja:
 “Pois há razões diferentes que tornam alguns homens incapazes para o casamento: uns, porque nasceram assim... e outros ainda não casam por causa do Reino do Céu. Quem puder, que aceite este ensinamento.”(Mt 19:12) 
Casando-se, estão excluindo do viver os propósitos para os quais fora criado. Queres casar? Ouça primeiro à vontade de Deus!  Sejam santos, puros, amorosos a Deus, este amor nos constrange a sermos fieis e tementes. Agindo assim, com certeza serás feliz, casado (a) ou não!
:: O casamento segundo o coração do homem, é oriundo de interesses diversos, por exemplo: ela engravidou; paixão; amor; romantismo; dinheiro; sexo; beleza; bem-estar; status; etc. os motivos são os mais diversos possíveis, no entanto, longe destes a manifestação e o direcionamento Divino.  
Todas estas uniões são generalizadas e encaixadas pelos religiosos na afirmação: “O que Deus ajuntou não separe o homem.”
Não consigo ver em tais situações onde está a mão do Eterno, na realidade vejo a ação do diabo, que planta nos corações os mais estranhos objetivos e levados pela ilusão, culminam com o pecado e carregam sobre si o fato inevitável de uma vida conjugal péssima.
Pergunto: Como abençoar um casamento que nasceu no pecado? Há muitos pastores (sacerdotes) que se acham numa situação superior a do próprio Criador; e saem distribuindo bênçãos e endossando uniões pecaminosas. E completam:
“O que Deus uniu, não separe o homem!”
:: O Casamento nos tempos da ignorância espiritual; geralmente são aceitos pelo Senhor, por ocasião da restauração das vidas. As muitas misericórdias de Deus apagam definitivamente o  pecado, fazendo nova a criatura.
“Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.” (Rm 6:22)
Entre os que foram libertos do pecado e transformados em servos, inúmeros serão agraciados com a manifestação misericordiosa de Deus e abençoados em vossos casamentos.
É preciso, no entanto, que sejam desfeitas todas as maldições proferidas sobre esta união por cultos e religiões contrárias à Santa Palavra; o que eles chamam de bênçãos na realidade são condenações e correntes que aprisionam as pessoas, abrindo canais de acesso para a ação maligna. Após serem restaurados e lavados no sangue precioso de Jesus e aconselhável levantar a voz e declarar ao mundo espiritual a renuncia a tais costumes e práticas. É o momento de tomar a posse da bênção sobre a união!
:: O casamento para ser santo e duradouro, necessita  que Deus seja o centro, Ele estabeleceu a união com um objetivo único, receber toda a honra e glória!  É inquestionável, portanto, a observação de todos os princípios e regras definidas na Bíblia para o bom andamento da união conjugal.  O lar deve ser consagrado a Deus; a leitura da Bíblia necessita ser em conjunto; a oração deve subir como aroma agradável; o sacrificar com jejuns de comum acordo; o culto familiar é indispensável; o ensino bíblico aos filhos um dever.
“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.” (Dt 6.5-9)
A Bíblia ensina como deve o proceder entre o marido e mulher, pais e filhos, a família e Deus, a família e o mundo e todas as demais relações humanas.
Só é possível possuir um lar feliz, entronizando o Senhor Deus no centro  e por conseqüência observar os ensinamentos bíblicos.
:: O casamento bem-sucedido requer que o Senhor seja o centro, que a atenção do casal esteja nEle. Por melhor que seja o esposo (a) sempre haverá imperfeições, afinal, somos humanos e  sujeitos ao pecado. É relativamente normal surgirem algumas desavenças e mal-estar no relacionamento. São duaspessoas com personalidades próprias, que unidas estão pelo Senhor e pelo amor que sentem mutuamente, mas, as divergências surgem. Como contornar estas situações?  É o momento da auto-negação, do sentar e conversar como santos, abertamente e na unção do Espírito Santo.  Lembrem-se: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.” (1Pe 4.8) Uns para com os outros, inclui a (o) esposa (o). Cada cônjuge precisa pagar o preço para o relacionamento fluir; reconhecendo os pontos fracos, as tendências, as imperfeições e as submeta à vontade de Deus.
“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef 4.32) Os corações precisam ser humildes, compassivo, benigno e perdoar à semelhança do Senhor Jesus para com a nossa vida.  O ensinamento é claro: “Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva.” (Ef 4.26) Ouçam o Senhor e serão bem-sucedidos na vida conjugal.

Sejam abençoados!

09/07/2014

FILHOS, HERANÇA DO SENHOR


O Que Diz A Bíblia Sobre:

Os Filhos do Lar

Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de “o lar”. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cadaser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.
Tal lar, tal mundo
Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos oslares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com osquais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia de que atingiremos o alvo o que Deus tem para nós na relação de família.
Filhos - Herança do SENHOR
I. Os Filhos - Uma Bênção
De acordo com a Bíblia, filhos são uma benção que vem do Senhor, “o fruto do ventre o seu galardão.” (Sal 127:3). Não são só os filhos que são uma benção, mas também os filhos dos filhos são “a coroa dos velhos” (Prov. 17:6). Tanto mais os filhos quanto mais as bênçãos parecem ser o que a Bíblia relata sobre os filhos (Sal 127:3-5). O fato de não ter filhosera uma vergonha (Gên. 30:22,23) e opróbrio (Lucas 1:25). Quando Deus queria abençoar um casal Ele dava filhos (Abraão e Sara - Gên. 17:20; Ana - I Sam 1:3-27; Elizabete - Luc 1). Se vamos ter a mesma atitude que Deus tem deste assunto devemos já nos dobrar à idéia que filhos, em qualquer época, não são menos que uma bênção. Para um estudo desta atitude, estude Gên. 30:1-24 e veja as reações das esposas de Jacó em terem filhos.
Muitas vezes, quando os filhos são menos que uma bênção para os pais, os pais reclamam que são um peso. É fato que “o filho insensato é a tristeza de sua mãe” (Prov. 10:1), mas a maioria destes casos foram os pais quem deram causa a tal insensatez pelo descuido no treinamento do filho. Examine Provérbios 22:15; 29:15, 17 em relação a este aspecto. Pais, não culpem os seus filhos pela vossa desatenção. Assume a responsabilidade e procure a graça de Deus para por a casa em ordem seguindo os princípios da Palavra de Deus tão claramente estipulados e por muito tempo ignorados.
II. Os Filhos - Obediência é a sua única virtude.
Examine a Bíblia toda e irá concluir que “obediência aos pais não é só uma virtude; é a única virtude da criança.
A obediência inclui tudo que é bom que pode ser exigido ou esperado dele.” (The Christian Family, p.61). É chamada a ‘única virtude’ porque é o único mandamento para as crianças guardarem (Êx 20:12; Efés. 6:1-3; Col 3:20). Há o princípio de I Tim 5:4, “recompensar seus pais” mas isso não é nada menos que o cumprimento de Êx 20:12, “Honra a teu pai e a tua mãe.” Jesus recebeu os meninos e disse, “dos tais é o reino de Deus.” (Mar 10:14). Se a obediência completa é a única virtude da criança, então pode saber que qualquer que queira ver o reino de Deus deve ter prontidão de espirito de obedecer em amor tudo que Deus mandou. Temos estudado já que o homem do lar tem responsabilidade de ensinar, ser exemplo, ser o cabeça, ter a iniciativa, e treinar os filhos. Temos estudado já que a mulher do lar tem a sua responsabilidade no lar de submeter-se à cabeça do lar e ser uma ajudadora idônea para ele. Os filhos do lar tem a única responsabilidade de obedecer os pais. Isso em si fornecerá para os filhos um ambiente no qual eles tenham o mínimo de estresse para que eles possam desenvolver bem em todos os sentidos. O filho que sai desta posição de bênção, quer dizer o rebelde ou a criança de natureza obstinada, traz para si uma multiplicidade de problemas à sua vida e às vidas ao redor dele.
A obediência aos pais pressupõe outras qualidades boas tanto quanto a desobediência pressupõe qualidades más. Comparando obediência e desobediência na Bíblia podemos ver que tipo de companhia filhos obedientes ou filhos desobedientes têm e quais as expectativas podemos esperar de cada um.
          OBEDIÊNCIA
           DESOBEDIÊNCIA
  • Fé e salvação - Gên. 7:7 (Noé e família)
  • Prontidão em ouvir O Senhor - I Sam 3:4
  • Tenro - Prov. 4:3
  • Apreender a verdade - Prov. 31:1
  • Amor - João 14:15
  • Sujeição, submissão, bom testemunho - I Tim 3:4,12
  • Humildade, fidelidade - Fil. 2:8
  • Pronto para agradar, abençoado - Efés 5:1
  • Vá bem, vida longa - Efés 6:3
  • Tolice - Juízes 14;2
  • Morte, “a glória se foi” - I Sam 4:11
  • Ódio, morte, fuga, desperdiço, dissolução - II Sam 13:22,28,34; 15:13
  • Desrespeito, morte - II Reis 2:23,24
  • Romanos 1:29- Iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade, inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade,
  • Romanos 1:30 - sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males
  • Romanos 1:31 - néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia
  • II Tim 3:2 - homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos
  • II Tim 3:3 - sem afeto natural, irreconciliávies, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons
  • II Tim 3:4 - tridores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus
  • II Tim 3:5 - têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela
Obediência - O Caminho Abençoado
Obediência traz consigo muitas outras bênçãos pois submissão aos pais é submissão a Deus, quem mandou aos filhos obedecerem os pais. Quando uma criança aprende submissão (e tem que ser aprendida, o mais cedo possível - Prov. 22:15) ela aprende submeter-se a uma vontade mais altaque a sua. Sabendo submeter-se a uma autoridade mais alta pode treinar o filho pequeno a responder até ao chamado de Deus à salvação pois salvação é uma resposta em obediência a chamado de Deus pela Palavra dEle (Prov. 23:13,14; Veja o exemplo de Noé - Gên. 7:1-7). O filho que sabe submeter-se aos pais sabe obedecer os mandamentos de Deus “não de uma força externa mas de uma consciência e impulso interno” (The Christian Family, p. 62).
III. Os Filhos e os Velhos
O mandamento de Êxodo 20:12, “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.” , e repetidos em Deuteronômio 5:16 e Efésios 6:2 não são só para a criança enquanto esteja no lar mas estão em efeito enquanto ela tenha pais.
Para que a igreja não tenha a responsabilidade de cuidar financeira, medica, emocional ou literalmente é constatado por Paulo que “os filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.” (I Tim 5:4). Isto relata que os filhos têm uma obrigação para com os pais e até outros parentes como avós (I Tim 5:8,16). Como os pais ministraram incansavelmente, dia e noite, na conveniência e na inconveniência, no suor e no labor para com os filhos, os filhos devem “recompensar” os pais. Pode chegar o dia em que o filho, por um tempo indeterminado, precise ministrar incansavelmente, dia e noite, na conveniência e na inconveniência, no suor e no labor para com os pais. O filho retribuindo esta atenção e cuidado é “bom e agradável diante de Deus” e há de honrar os seus pais pois ele “está mostrando respeito em consideração à sua excelência e superioridade” (Matthew Henry). Quando os pais têm mais que um filho, esta responsabilidade pode ser distribuída entre todos os filhos sem que o peso total seja levado por só um ou dois. Mas, mesmo não tendo outros que levam a responsabilidade, o filho único, tendo recebido toda a atenção dos pais quando era criança, deve agora incansavelmente dar tudo que pode aos pais.
Como os Pais aos Filhos - Os Filhos aos Pais
IV. Os Filhos e a geração futura
A continuidade das instruções de Deus para futuras gerações cabem aos filhos. Salmos 78:4-7. Os filhos são os elos que fazem a ligação de agora para com o futuro. Os pais devem criai-os “na doutrina e admoestação do Senhor” (Efés. 6:4), e os filhos criados assim tenham uma responsabilidade também, “Para que a geração vindoura a soubesse” sim, “os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos” (Sal 78:6; 48:13; 71:18; 102:4; Deut 6:2).
Os filhos que guardam as instruções dos pais para as obedecerem levam uma prática e exemplo para as suas famílias futuras que influenciarão a sociedade que ainda virá. Não pode ser dada ênfase demais a importância dos filhos atentarem para os conselhos dos pais. É aqui que se pode ver o significado do ditado: como vai o lar, vai o mundo, pois os filhos levam as qualidades adquiridas no lar para sucessivas gerações (Mal 2:15).
V. Filhos e os Pais
Que filhos necessitam de pais é evidente pela criação de Deus. Só os filhos de seres humanos têm longo período de amadurecimento. Durante este tempo é necessário o cuidado, correção, exemplo e amor dos pais. Não sejam enganados, filhos, vocês precisam de pais, e pais que usam a autoridade para marcar os limites. Que filhos precisam de pais é evidente pelos versículos seguintes:
  • Provérbios 22:6, “Educa a criança no caminho em que deve andar; ...”
  • Provérbios 22:15, “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.”
  • Provérbios 29:15, “... a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.”
  • I Cor 13:11, “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”
  • Efés 4:14, “para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina”
  • (Veja também Provérbios 31:1; II João 4)
Os filhos, no nascimento, e pelos primeiros anos até que sejam adultos, não estão completos física, experiência ou mentalmente. Não estão capacitados a exercerem todas as responsabilidades necessárias para lidar com uma vida adulta e equilibrada até que sejam de fato adultos. A vida verdadeira e real opera com princípios realísticos que são altamente desenvolvidos. Só quando a capacidade racional, lógica, emocional, experiência e física dos filhos está madura ao nível de desenvoltura da vida verdadeira é quando a responsabilidade da vida adulta deve mesmo tornar-se uma realidade.
Até aquele ponto em que os filhos podem andar responsáveis com os princípios que dirigem a vida, precisam de pais amorosos, cuidadosos, sábios e firmes. Por causa dos limites que uma vida ainda não completamente madura requer, os pais precisam fixar os limites dos filhos. Estes limites dependem tanto da capacidade dos filhos quanto dos objetivos dos pais. Qualquer limite deve ser fixado amorosamente e explicado em primeira instância. Depois que estejam fixados, os limites devem ser mantidos com sentimentos de firmeza e consideração para o bem dos que estão sendo treinados. Um sistema de fixar e manter limites que realmente merece consideração é a própria maneira que Deus nos ensina. Veja como a Bíblia inspirada é proveitosa para todos que a ela se submetem. Em II Tim 3:16,17 a Escritura é proveitosa para 1) ensinar, 2) redargüir, 3) corrigir e 4) instruir em justiça. Veja esta ordem cuidadosamente:
  • ensinar - instrução; a função dela ou a informação dada. (Strong’s #1319). - Isso é de levar o filho a ser ciente do que é certo ou errado. É a atividade de comunicar fatos. Note que a comunicação dos fatos vem primeiro. É necessário ensinar a criança do que é certo e errado antes de reprovar ou corrigir ela por fazer qualquer erro.
  • redargüir - prova ou convicção (Strong’s #1650). - Uma vez que a instrução tenha sido dada é necessário dar provas dela. Quando a criança começa a afastar-se da obediência, da instrução já dada, os pais precisam chamar a atenção ao delito. É necessário que a criança entenda de que tal ação ou atitude está em conflito com a instrução dada.
  • corrigir - colocar em dia; retificar; reformar (Strong’s #1882). - Se a ação ou atitude estiver repetida depois de chamar a atenção ao delito, é preciso que uma ação da parte dos pais seja exercitada que modifique o comportamento do filho. O objetivo da correção é de tornar retas as ações dos filhos e não de descaracterizar ninguém. Deve ser aplicado numa maneira firme e amorosa no mesmo tempo e nunca com cólera ou sentimentos de vingança.
  • instruir - tutorar, como em educar ou treinar (Strong’s #3809). - Essa palavra é traduzida “doutrina” em Efésios 6:4.Quando há insistência na parte dos filhos a fazerem contrário aos limites fixados pela autoridade, mesmo depois da prova do delito e da tentativa de colocar em dia as ações deles, é necessário usar uma correção disciplinadora outra vez. Esta correção precisa de ser repetida tantas vezes quantas as ações não desejadas estejam repetidas até que tudo esteja em conformidade ao que foi ensinado.
A opção de usar um sistema firme como o da Bíblia é de aplicar filosofias humanas ou técnicas de persuasão emocional. Esta persuasão emocional vai de manipulação mental em um extremo, à de força brutal no outro extremo. Uma observação conservadora dos filhos que têm sido submetidos a estas idéias humanas deixa um comentário convincente que a maneira Bíblica é demasiadamente a melhor.
A opção de fixar limites para uma criança é de deixar a criança entregue às suas próprias forças imaturas. Isso certamente trará vergonha à sua mãe. Não só o coração do filho é ligado à estultícia mas as capacidades dele não são ainda desenvolvidas ao ponto de equilibrar-se com o alto desenvolvimento dos princípios da vida real.
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe; Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida”Provérbios 6:20-23
VI. Os Filhos e a morte prematura
Mesmo que a Bíblia nos diz que “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos” (Salmos 90:10) a Bíblia também nos ensina que o Senhor pode dar e também pode tomar (Jó 1:21). Há os casos na Bíblia que os filhos pequenos dos filhos de Israel eram mortos várias vezes (Faraó mandou isso em Êx 1:22 e Herodes mandou isso em Mat. 2:16). Mesmo que o desejo é de viver, às vezes o desejo não é realizado. Não há garantia do dia de amanhã pois a nossa vida, de qualquer numero de anos, “é um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tiago 4:14).
A. O que acontece quando um filho morre pequeno?
A Bíblia não fala diretamente para onde vão os filhos que morrem. Pela comparação de um versículo com um outro e procurando ser fiel com toda a verdade apresentada na Bíblia podemos achar algumas respostas desta pergunta. Os filhos que morrerem prematuros, antes da idade da razão, podem ir para o céu. Quando Davi perdeu a sua criança de poucos dias ele pronunciou, “Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.” (II Sam 12:23). Davi dizendo, “irei a ela” nos dá uma razão de crer que as crianças vão ao céu onde Davi foi depois de morto. Que a criança “não voltará para mim” nos ensina que não há reencarnação ou uma outra chance de vida nem uma outra vida em qualquer forma na terra para as crianças que morrerem pequenas.
B. Há um céu só para nenê?
A Bíblia nos revela tudo que Deus quer revelar para o homem. Só o que é revelado é necessário para o homem saber para dar glória a Deus. Existem perguntas que não têm respostas. Geralmente pode concluir que se a Bíblia é silenciosa sobre um fato, o homem deve ficar silencioso também. Homem qualquer não tem nenhuma liberdade de criar nenhuma crença se a Bíblia não a ensina. A Bíblia só relata um céu (Apoc 21,22). A Bíblia é silenciosa sobre qualquer afirmação de fato para onde as criancinhas vão quando morrem mas há razão pensar que vão para o céu..
C. Qual é a idade de razão?
A Bíblia não conclui qual é a idade da razão. Os estudiosos acham que quando a criança pode entender o certo e o errado ela já chegou ao ponto de ser responsável diante de Deus pelas suas próprias ações. Deus tem compaixão dos que “não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda” (Jonas 4:11). Deus cuida dos pequeninos, dos quais Jesus disse “seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus” (Mat. 18:10; Zac 13:7). É fato que ninguém pode afirmar se a idade da razão é de três anos, dez anos, mais anos ou menos, pois a Bíblia não dá casos para consultarmos. Podemos saber que os pais devem criai-os “na doutrina e admoestação do Senhor.” (Efés 6:4) desde o berço para que quando vier o tempo de partirem, estarão preparados. Também a Bíblia alerta que os pais devem ter cuidado de nunca impedirem qualquer criança de ir a Cristo (Mat. 19:13-15).
D. Qual deve ser a atitude sobre aborto?
Quando os filhos são abortados eles morrem prematuros. Os que concedem ao aborto ou praticam o aborto já são culpados de assassinato. Disso, a Bíblia não resta dúvidas.
Se o caso de Onã trouxe a repreensão do Senhor (Gên. 38:8-10), tanto mais os que desfazem o “fruto do ventre”(Salmos 127:3). Bênçãos eram para as parteiras Egípcias que “conservavam os meninos com vida” que Faraó mandava matar. As parteiras agiram com uma atitude de temor a Deus (Êx 1:15-21). Todos que cuidam da vida que o SENHOR dá estão operando com o temor de Deus. De outra maneira é homicídio.
Do momento que há concepção, há vida (Mat. 1:18, “concebido”, Mat. 1:20, “gerado”). Quando “no oculto”, dentre do ventre, o corpo existia “ainda informe” Deus notava e dava consideração como se fosse uma pessoa completa. Davi disse pela inspiração, “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” (Salmos 139:14-17). Se a criança, “ainda informe”, levava a atenção notável de Deus, os que temem a Deus darão atenção adequada a ela também.
VII. Filhos e a Educação Sexual
Sendo muitas vezes um assunto constrangedor tanto para filhos quanto para os pais todos podem ficar sabendo que não é tão acadêmico quanto acham. Desde o fato que os pais passarem a terem filhos já tem iniciada a educação sexual para seus filhos. Desde que os filhos chegaram a ter consciência de si mesmos também já têm iniciado as lições da sua sexualidade. O assunto é honroso (Heb 13:4), desde que esteja entre os contextos nos quais Deus o deu.
Como o lar é o berço de caráter, costumes, morais e hábitos podemos entender que o lar é uma sala de aula também. Todos as atitudes de amor e respeito de um e outro no lar dão uma educação imperceptível nas atitudes que os filhos terão sobre sexo. As atitudes que os filhos desenvolvem sobre o assunto eles são vista primeiramente nas vidas dos pais. O pai que é feliz de ser pai e que ama a sua esposa, já está dando aos filhos uma lição de sexualidade masculina. A mãe que é feliz nas suas tarefas de mãe e uma mulher que está em paz com a sua posição no lar já está dando às filhas uma aula particular de sexualidade feminina. Os pais que amam um ao outro e não têm medo de viver o seu amor publicamente dão aos filhos o alicerce de atitudes saudáveis. E tudo isso, sem nenhuma palavra dada “oficialmente” sobre o assunto.
Mesmo que a vida dos pais dão lições inesquecíveis aos filhos, palavras mais cedo ou tarde também devem ser dadas para os treinar mais particularmente. Provérbios 5 é um exemplo de um pai cuidadosamente ensinando seu filho sobre os caminhos da vida. Que Rebeca tinhatreinamento por exemplo e por palavra, é evidente quando ela encontrou o servo de Abraão, que buscava uma mulher para seu filho Isaque (Gên. 24). Há detalhes que devem ser dados sobre as características distintivas que Deus fez nas pessoas. O alvo de toda a instrução, seja pelo exemplo, seja pela palavra, é que “que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (I Tess 4;1-5; ver também II Tim 2:19-22 junto com o aviso de Rom 12:1 e I Cor 6:18-20). A hora certa de falar dos papéis expressos de cada filho é determinado pelos pais. Só deve ser enfatizado que este esclarecimento esteja feito mesmo pelos pais e antes que os filhos necessitem das informações.
Informado antes preparados estão. Preparado antes é ser maduro. Ser maduro é ser sábio quando a informação certa é necessária para dirigir a vida. Mas, mesmo assim, há um certo mistério saudável sobre o assunto que só a realização de uma vida casada realmente desvendará (Provérbios 30:18,19).

Deus abençoe sua família

02/07/2014

ORAÇÃO COMO PRÁTICA DIÁRIA


Texto: “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e,
 em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três 
vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como
 costumava fazer” (Dn 6.10).

Introdução: Quando da instituição da igreja primitiva, os apóstolos definiram como 

deveriam exercer os seus ministérios. Isto fica claro em Atos 6.4: “e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra”. E a oração era uma das marcas 
indeléveis daquela comunidade, deixando para os nossos dias o exemplo a ser seguido. Veja abaixo:

1. Os crentes oravam em horários determinados. 
“Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona” (At 3.1).
“No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado,

 por volta da hora sexta, a fim de orar” (10.9).
Isto significa compromisso, disciplina e visão espiritual.

2. Perseveravam na oração. 
“E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.4).
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas

 orações” (2.42).
A perseverança é uma das marcas das pessoas cheias do Espírito Santo, pois creem no que

 estão fazendo, são pessoas dotadas de inteligência espiritual, conforme vemos em Cl 1.9-12.

3. Oravam unanimemente. 
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações
”
 (At 4.24).
A concordância é a garantia de sermos ouvidos por Deus e obter sucesso na empreitada. 
Veja Mt 18.19, 20.

4. Oravam esperando serem atendidos. 
“Agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com

 toda a intrepidez a tua palavra, 30 enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e
 prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus. 31 Tendo eles orado, tremeu
 o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.29-31).
Eles tinham um foco e sabiam que seriam atendidos pelo Pai, pois a motivação estava

 alinhada com a vontade de Deus, era uma oração profética.

5. Oravam e também jejuavam.
“Respondeu-lhe Cornélio: Faz, hoje, quatro dias que, por volta desta hora, estava eu

 observando em minha casa a hora nona de oração, e eis que se apresentou diante de mim 
um varão de vestes resplandecentes” (At 10.30)
“E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os

 encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (14.23).
Oravam e jejuavam, pois necessitavam da direção clara de Deus, com relação aos obreiros

 que estavam sendo levantados para o exercício do ministério. Foram abençoados através 
da oração e jejuns, pois a igreja se tornou um exemplo para nós dois mil anos depois.

6. Oravam quando se despediam. 
“Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” (At 13.3)
“Tendo dito estas coisas, ajoelhando-se, orou com todos eles” (20.36)
“Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos,

 cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos” (21.5).
A oração era uma prática em todos os momentos, pois sabiam que seriam bem sucedidos se assim o fizessem.

Conclusão: Isaias 55.6 nos ensina como deve ser o nosso viver diário: “Buscai o Senhor

 enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”

14/06/2014

QUALIDADES DE UM LIDER




Os líderes nascem no seio da igreja, e não necessariamente, necessitam de uma formação acadêmica. O que importa realmente é a vida reta, santa e digna de ser imitada pelos demais da congregação. São levantados com duas missões principais, são elas:
a) Preparar os eleitos para uma vida segundo a vontade de Deus, produzindo frutos dignos de arrependimento.
“Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja. Ele fez isso para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo”
. Ef 4.11,12
b) Pregar a verdade da salvação a todos.
“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”
. 2Tm 2.2

Os que ocupam cargos de liderança (em qualquer área da igreja), precisam viver a verdade do evangelho, na autoridade e poder do Senhor. Que sejam pessoas que creiam incondicionalmente na Bíblia e aceite o mover do Espírito Santo em toda a sua amplitude, que jamais queiram limitar o Senhor à Palavra, mas, que tenha consciência que Ele é o Senhor da Palavra e que vai além da revelação já existente. 

Qualidades presentes na vida dos verdadeiros líderes:

1- Chamados por Deus:
”O SENHOR disse a Moisés: —Mande chamar o seu irmão Arão e os filhos dele, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Separe-os do povo de Israel para que me sirvam como sacerdotes.” Ex 28.1
”Em nós não há nada que nos permita afirmar que somos capazes de fazer esse trabalho, pois a nossa capacidade vem de Deus.” 2Co 3.5
O Chamado vem do Senhor, que capacita os Seus servos a desempenharem as funções para as quais foram comissionados. A preocupação do escolhido do Senhor deve restringir-se apenas em santificar-se e buscar a sensibilidade para ouvir o Espírito.

2- Comissionados por Cristo:
“Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.  Mt 28.19,20

Os escolhidos para a manifestação do evangelho do Senhor precisam receber a autoridade que é dada pelo Senhor. É ouvir o Ide!

3 – Enviados pelo Espírito Santo:
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.  Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.” At 13.2-4

Sem a confirmação e a direção do Espírito Santo, o líder não tem autoridade para tomar decisões próprias. É preciso ser sensível à voz do Espírito e esperar o momento certo para agir.

4 – Sensíveis à voz de Deus:
“Jesus afirmou: —Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu”. Mt 13.17
“Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi”. At 8.26
A habilidade de liderar não está na sabedoria humana, mas, na capacidade de ouvir e obedecer à orientação que vem dos céus. É totalmente possível a uma pessoa simples ser poderosamente usada pelo Senhor na manifestação do seu poder. O compromisso com o Senhor deve ser vista por todos.

5- Cheio de Fé:
“Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” Rm 1.17

A perseverança na fé é uma virtude do líder segundo o coração de Deus. Pois, no curso da caminhada, dificuldades surgirão e é preciso está alicerçados, plena confiança para vencer as adversidades. Veja o exemplo de Abraão:     Gn 12.1-20; 17.1-27; 22.1-19

6- Exemplos vivos de Cristo:
“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” 1Co 11.1

Os líderes precisam refletir a imagem do Senhor, para que seus liderados o veja como exemplo digno de imitação. É preciso um comportamento digno, palavras sábias e ações santas. Paulo declarou-se como digno de ser imitado.

7- Homens e mulheres de caráter:
“O bispo deve ser um homem que ninguém possa culpar de nada... É preciso que o bispo seja respeitado pelos de fora da Igreja, para que não fique desmoralizado e não caia na armadilha do Diabo. Do mesmo modo, os diáconos devem ser homens de palavra e sérios...  Primeiro devem ser provados e depois, se forem aprovados, que sirvam a Igreja. A esposa do diácono também deve ser respeitável e não deve ser faladeira. Ela precisa ser moderada e fiel em tudo.” 1Tm 3.1-13

Paulo faz uma descrição das qualidades que devem estar presentes na vida do líder. É preciso que seja maduro e demonstrar um caráter ético e aprovado por todos.

8- Cheios de humildade:
“Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha:  Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano,  ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte—morte de cruz.”  Fp 2.5-8

O maior exemplo de humildade que temos, é o de Cristo Jesus. Ele, obedeceu, fez a obra e pagou um alto preço.

9- O líder ouve os liderados e aprende com eles:
“Encontrei em Davi, filho de Jessé, o tipo de pessoa que eu quero e que vai fazer tudo o que eu desejo.” At 13.22

Davi foi um rei sensível a Deus, líder humilde que aceitava as repreensões e os conselhos que procediam dos profetas. É sábio ouvir as pessoas, mesmo que as sugestões não sejam as melhores.

10- Segundo o coração de Deus:
“Então, os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu como teu filho e o filho de teu filho, porque nos livraste do poder dos midianitas. Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o SENHOR vos dominará.” Jz 8.22,23

Alguns são líderes natos; mas, o líder sábio deposita nas mãos do Senhor as suas tarefas e sensíveis ao Espírito Santo, age segundo a Sua orientação.

11- Vida de orações e jejuns:
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.” At 13.2-4

A vida de oração e jejum possibilita ao líder comunhão íntima com o Senhor e a possibilidade de ouvir e ser orientado literalmente pelo Espírito de Deus. É um governo “teocrático”.

12- Sonhos, visões, profecias, revelações, etc:
“Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.”      1Co 12.4-10

Crer e viver o sobrenatural do Senhor é uma condição na vida de um líder segundo o coração de Deus.

13- Milagres, sinais e maravilhas:
“Homens de Israel, escutem o que eu vou dizer. Deus mostrou a vocês que Jesus de Nazaré era um homem aprovado por ele. Pois, por meio de Jesus, Deus fez milagres, maravilhas e coisas extraordinárias no meio de vocês, como vocês sabem muito bem.” At 2.22

Os milagres e sinais são para nossos dias, devemos encará-los como a manifestação do poder de Deus, indispensável para a edificação de vidas.

14- Unidade dos liderados:
“Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” At 1.14

Uma das qualidades do líder é reunir os irmãos num só pensamento, numa só direção e isto só é possível, quando há o mover do Espírito Santo da vida.

15- Intrepidez, coragem:
“Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus.” At 4.13

A nossa coragem e sabedoria nas ações precisam demonstrar que andamos com Cristo.

Mas, a maior qualidade do líder, não importa qual a classe de liderança (seja: pastor, presbítero, diácono, professor, diretor de associações, etc.), inquestionavelmente é a condição de cheios do Espírito Santo. As ações e atitudes serão bênção.

Sejas um líder segundo o coração de Deus

40 ANOS DE PEREGRINAÇÃO

As peregrinações que os filhos de Israel realizaram, marchando desde o Egito até à terra de Canaã, foram uma escola importante para sua instrução.

Foi em Ramessés que iniciou a marcha dos israelitas. O caminho direto deste lugar para Canaã teria sido pela terra dos filisteus, ao norte dos lagos Amargos, e ao longo da orla setentrional do deserto de Sur. Todavia, essa direção foi-lhes proibida (Ex 13.17,18); e por isso, depois de por certo tempo tomarem o rumo oriental, prosseguiram para o sul, exultando certamente com isso o Faraó, porque julgava assim em seu poder.
Acamparam a primeira noite em Sucote, que não devia ter sido longe de Ramessés. Pela segunda tarde chegaram à orla do deserto, em Etã. Provavelmente agora deviam ter seguido para o Oriente, mas foi-lhes ordenado que "retrocedam e que acampem defronte de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baat-Zefom" (Ex 14.2); era um estreito desfiladeiro, perto da costa ocidental do Golfo, entre os montes que guarnecem o mar e uma pequena baia ao sul. Ficavam deste modo "desorientados na terra".
Esse movimento teve o efeito  de atrair o Faraó, para junto deles; e o desígnio de alterar desta forma a linha da sua marcha foi revelada a Moisés (Ex 14.17). Os egípcios aproximaram-se dos israelitas quando estes estavam acampados diante do braço ocidental do mar Vermelho. Como, quer na extensão, quer na profundidade do golfo de Suez, se operou uma notável mudança  no decorrer destes últimos trezentos anos, em virtude de uma grande acumulação de areia, é por esta razão impossível determinar o lugar onde os israelitas atravessaram. Eles passaram pelo mar  em seco para o lado oriental, perto do sítio agora chamado Ayun Musa (poços de Moisés), principiando aqui o deserto de Sur (Ex 15.22), ou o deserto de Etã (Nm 33.8). Estas duas expressões de aplicam à parte superior do deserto; este deserto estende-se desde o Egito até à praia oriental do mar Vermelho, e alarga-se para o Norte até à Palestina.

O caminho que os israelitas tomaram é uma larga vereda pedregosa, entre as montanhas e a costa, na qual correm no inverno vários ribeiros, que nascem nos montes. Nesta ocasião tudo devia estar seco. O lugar onde primeiramente estacionaram foi Mara (amargo), onde foi operado o  milagre de se tornar doce a água amarga (Ex 15.23-25). O sítio onde isto aconteceu é, provavelmente, Ain Hawara, perto do riacho, chamado Wady Amarah, que tem a mesma significação de Mara.
A seguinte estação foi Elim, "onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras" (Ex 15.27); este sítio fixado por Niebhr e Burckhardt no vale onde corre  Ghurundel, que é a maior de todas as correntes, no lado ocidental da península. Este vale contém agora tamareiras, tamargueiras, e acácias de diferentes espécies. Obtém-se aqui água em abundância, cavando poços; há, também, uma copiosa nascente, com um pequeno regato.
Chegaram depois os israelitas ao deserto de Sim, "entre Elim e Sinai" (Ex 16.1), no sopé da escarpada cumeeira de et-Tih,  um nome que significa "divagação"; é "um deserto medonho, quase inteiramente destituído de vegetação". Foi logo depois de terem entrado neste deserto que os israelitas obtiveram miraculosa provisão de codornizes e de maná. Os estudiosos supõe que eles tomaram em seguida a direção do sueste, marchando para a cordilheira do Sinai. Neste caso, a sua passagem teria sido pelo extenso vale, a que os árabes chamam Wady Feiran. Passaram depois por Dofca e Alus. O vale Feiran é o sítio mais fértil de toda a região; e é aqui que devemos procurar Refidim, onde pela primeira vez foram atacados (Ex 17.8-13). Jetro, sogro de Moisés, também o visitou em Refidim; e pelo seu conselho foram nomeados juízes para ajudar o chefe israelita na ação judicial (Ex 18). E aqui, entre elevados picos, estava a rocha que, por mandado de Deus, foi ferida por Moisés, saindo dela depois abundância de água.
Em seguida fizeram seu acampamento no ermo do Sinai, onde o Todo-Poderoso revelou à multidão a Sua vontade por meio de Moisés; foi dado o Decálogo (dez mandamentos) ao homem, e foi estabelecido o Pacto (Ex 20.1-17; 24.7,8). Neste deserto também se deu o caso do culto prestado ao bezerro de ouro, e a enumeração do povo, e a construção do Tabernáculo; além disso, Arão e seus filhos foram consagrados, celebrou-se a segunda Páscoa, e morreram Nadabe e Abiú por terem oferecido fogo estranho ao Senhor.
O monte, onde a Lei foi dada, chama-se Horebe no Deuteronômio, e Sinai nos outros livros do Pentateuco (5 livros: Gn, Ex, Lv, Nm e Dt). Provavelmente o primeiro nome designa todo o território, e o outro simplesmente a montanha, onde foi revelada a Lei.

Permaneceram os israelitas no deserto do Sinai um ano  aproximadamente, aparecendo de novo o sinal para a partida. Desde então as suas marchas e acampamentos foram sempre dirigidos pelo Senhor. Uma nuvem, que manifestava a Sua presença, cobria o tabernáculo de dia, e à tarde estava sobre o tabernáculo uma aparência de fogo até à manhã" (Nm 9.15). O levantar da nuvem era sinal de avançar, caminhando eles após ela; e, quando parava a nuvem sobre o tabernáculo, queria isso dizer que deviam acampar de novo. As suposições, são que eles passaram para o norte, ao longo do Wady esh-Sheikh, entrando numa grande planície chamada el-Hadharah, na qual estava Taberá, nome que significa "incêndio", e que lhe foi dado em virtude de ser ali destruído pelo fogo, que caiu do céu, num certo número de israelitas insurgentes (Nm 11.1-3).
A estação seguinte foi Quibrote-Taavá, ou os "sepulcros da concupiscência" (Nm 11.34; 33.16). De Quibrote marcharam para Hazerote onde ocorreu a sedição de Miriã e Arão (Nm 12). As estações nesta parte do deserto foram Ritmá, Rimom-Perez, Libna e Cades-Barneia, sendo alcançado provavelmente este último lugar pelo mês de junho mais ou menos.

Quando se aproximava da Terra Prometida, foram mandados alguns espias (espiões) para a examinarem; mas, quando voltaram, as suas informações foram de tal modo aterrorizadores que o povo se revoltou; e por esta razão os hebreus tiveram de errar no deserto pelo espaço de quarenta anos. Saindo os israelitas de Cades-Barneia, depois da sua segunda visita, em que houve a provocação ao Senhor nas águas de Meribá, vieram eles até ao monte de Hor, perto de Petra, onde morreu Arão.

Esse monte, verdadeiro trono de desolação, consta de quebradas, de ruínas e de escuras profundidades. Os árabes chamam-lhe Jebel Neby Hayran, que quer dizer: o "monte do profeta Arão"; e ainda hoje, quando uma caravana oriental avista seu cume, sacrifica um cordeiro em memória daquele grande sacerdote. Passando pelo Wadi Arabah (provavelmente o "deserto de Zin") para Eziom-Geber (da segunda vez) e Elate, o povo chegou ao golfo oriental do mar Vermelho, e voltou para o norte pelo deserto oriental da Arábia. Neste lugar existe um grande desfiladeiro, vindo do nordeste através das montanhas, constituindo a principal passagem no Wadi Arabá para o deserto. A ascensão dos israelitas foi, sem dúvida por esta estreita passagem, quando de desviaram do mar Vermelho, e voltaram aos territórios de Edom. Nesta ocasião o povo estava muito desanimado por causa do caminho, e murmurou conta Deus e contra Moisés. As suas murmurações foram castigadas, aparecendo entre eles umas serpentes ardentes, cujas mordeduras produziam a morte; mas, por mandado do Senhor, foi levantada uma serpente de bronze, sendo curados os que para ela olhavam com fé. Prosseguiram  depois a sua viagem pelas faldas orientais das montanhas de Seir.

Os edomitas que primeiramente lhes haviam recusado a passagem pela sua terra, agora consentiam, fornecendo-lhes também alimentos para o seu caminho (Dt 2.3-6). Nada se sabe  das suas passagens até que chegaram a Zerede, um pequeno ribeiro que corre pelas montanhas até à extremidade ocidental do mar Morto. E partindo daquele Sítio "acamparam-se na outra margem de Arnom, que... é o termo de Moabe, entre Moabre e os Amorreus" (Nm 21.13). E dali se dirigiram para Beer, ou Beer-Elim, o poço dos nobres do povo, onde vendo que estavam quase chegados ao fim do deserto, e na perspectiva duma rápida entrada na Terra Prometida, entoaram o "cântico do poço" (Nm 21.17,18).

Os israelitas, após este acontecimento, desbarataram o seu terrível inimigo Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e cujos territórios se estendiam ao longo das praias do mar Morto, e pelo vale oriental do Jordão até ao rio Jaboque. Saindo vitoriosos na guerra contra Ogue, que ganhara os territórios ao oriente do mar da Galiléia, os israelitas apoderaram-se da parte oriental do vale do Jordão. Estas terras conquistadas, sendo boas para pastagens, foram cedidas às tribos de rúben e Gade, e à meia tribo de Manassés, que tinha muito gado; mas foi com a condição de auxiliarem as outras tribos na sua conquista de Canaã, ao ocidente do Jordão (Nm 32; Dt 3.8-20; Js 1.12-18). E por este motivo a seguinte estação foi chamada Dibom-gade, para distinguir de outra Dibom pertencente aos rubenitas (Js 13.17). As ruínas desta povoação, com o nome de Dibom, vêem-se cerca de seis quilômetros ao norte do rio Arnom. Deste lugar caminharam para Almom-Diblatain ou Diblataim, de onde seguiram para as serras de Abarim, em frente do monte Nebo. Finalmente acamparam perto do Jordão, desde Bete-Jesimote até Bete-Sitim, em frente de Jericó (Nm 33.49).

E assim terminou uma jornada de quarenta anos, atravessando principalmente lugares desertos, viagem que podia ter-se efetuado em algumas semanas.

DE LUGAR NENHUM, PARA O LUGAR ONDE DEUS VAI TE USAR

DE LUGAR NEMHUM PARA O LUGAR QUE DEUS VAI TE USAR 13/05/2020 1 Samuel 16, 17, 18 e 19 Certa vez ouvi um missionário testemunhando qu...