19/07/2015

OS 5 GIGANTES QUE DAVI NÃO VENCEU

Aqui se encontra um Jovem por nome Davi, que venceu um grande gigante ( Golias ), filisteu que só de olhar para ele dava medo (17 : 4-7). 

Sua altura era de 3 metros e 22 cm ; sua couraça de 60 quilos, mais ou menos; a ponta era de ferro e pesava, mais ou menos,7 quilos.

• ANTES DE ENFRENTAR O GIGANTE GOLIAS, DAVI PRECISOU ENFRENTAR "ALGUNS OUTROS GIGANTES":

1 . V, 28 = Davi enfrentou o ciúme de seus irmãos. Eliabe, o irmão mais velho, acusava Davi de "presunção" e maldade. A seus olhos, o jovem "queria aparecer" . Mas, o ciúme e o desprezo de seus irmãos foram superados por seu coração sincero.

2 . V, 33 = Davi enfrentou a objeção do rei, por sua compleição física. "Não poderás... pois tu ainda és moço" Ler agora a resposta de Davi o V, 37.

3 . Vs 38-39 = Davi enfrentou a inexperiência nas artes bélicas: Havendo o rei mandado que vestissem ao jovem com as armas de um guerreiro, este concluiu: "Não posso andar com isto, pois não estou acostumado, se não estava acostumado não poderia vestir .

DAVI PREVALECEU CONTRA O FILISTEU. A vitória de Davi sobre Golias resultou da sua fé em DEUS; fé esta já testada e comprovada na sua vida. Podemos identificar cinco fatores específicos conducentes ao seu triunfo:

(1) Davi tinha seu coração entregue a DEUS (16.7), e assim buscava continuamente a DEUS e a sua face ( 1 Cr 16.10,11; Sl 27.8).

(2) Davi tinha um carinhoso e profundo zelo pela honra e reputação do Senhor DEUS de Israel (vv. 26,36,46). Ele percebeu que Golias estava afrontando não somente os exércitos de Israel, mas o próprio Senhor DEUS.

(3) A confiança de Davi no poder do Senhor foi fortalecida pela sua lembrança das ocasiões anteriores em que ele clamara a DEUS por livramento e o recebera (vv. 34-37; cf. Sl 29.3,4).

(4) Davi confiava, não em si mesmo, mas em DEUS, para obter a vitória sobre Golias e os filisteus (vv. 37,45-47; cf. Sl 33.16,17; 44.6,7; Os 1.7).

(5) O ESPÍRITO do Senhor veio poderosamente sobre ele (16.13; cf. Zc 4.6).

Sempre que os filhos de DEUS enfrentarem problemas e situações parecendo intransponíveis, esses gigantes podem ser derrotados, se exercermos fé como Davi, e se dependermos do poder do ESPÍRITO SANTO (Ef 3.20,21; Fp 4.13).

Porém, os piores “gigantes” são os que residem dentro do próprio homem. Existem ainda, e muitos perigosos os “gigantes espirituais” que procuram nos escravizar no pecado e também desviar o crente dos caminhos do Senhor.

Mas quero destacar neste estudo os Golias que Davi o homem segundo o coração de Deus não conseguiu vencer.

Os “gigantes” que o rei Davi não conseguiu vencer, pois eram na verdade, desejos e pecados que residiam no seu íntimo, esses “gigantes” se instalam no coração do homem, é porque ele já não ouve mais a voz de Deus, e sim a voz do nosso pior adversário! Neste caso o que predomina é a investida do diabo para derrubar os servos e servas do Senhor: _ o orgulho – egoísmo – a rebeldia, levando-os a inevitável queda. 

•  Vejamos agora os 5 gigantes que levaram ao REI DAVI À QUEDA.

I. A TENTAÇÃO:


As principais fontes usadas pelo maligno para tentar-nos são:

a) Concupiscência (Desejo intenso de bens ou gozos materiais e/ou Apetite sexual):

“...cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.” Tg 1.14

Ao meditarmos nas palavras de Tiago, logo entendemos a fonte de tanta violência, de tantos males que atinge o homem. Levados pelo diabo, o homem no anseio de ver realizado o desejo de possuir algo, procedem cegamente e sem medir as conseqüências, sejam espirituais ou físicas partem para a prática de planos terríveis.

Amado do Senhor, quando nascer em tua mente (coração) o desejo intenso por alguma coisa, não se deixe levar pelo impulso, antes, analise a situação e veja como o Senhor será honrado e glorificado em teus atos.

b) Cobiça (Desejo sôfrego, veemente, de possuir bens materiais; avidez, cupidez e/ou Ambição desmedida de riquezas): 

“Ora os que querem ficar ricos caem em tentação e ciladas... porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males...” 1Tm 6.9,10 (veja mais: Pv 28.20)

Quantos levados pela cobiça partem para a prática de males terríveis. Roubam aos homens e tentam enganar a Deus, quando se aproximam de uma igreja, visando o enriquecimento ou a prosperidade alardeada por muitos pastores.

É preciso estar atentos para que não venhamos a pecar, cultivando em nosso coração, mesmo que veladamente a cobiça ou o desejo insano pelos bens matérias. Bom lembrar-nos, servos santos, faltos de bens matérias sempre existirão sobre a face da terra (Jo 12.8). 

O diabo dissimuladamente tem plantado nos corações a semente da tentação da cobiça, não permita que cresça.

C) Más companhias:

“Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas.” Pv 1.10 (Veja mais: Pv 7.6; 16.29)

Outra forma esplendida que é usada pelo diabo para tentar o homem, está nas amizades que ele faz nascer entre os servos e os filhos das trevas. Estas amizades têm corrompido a vida espiritual do filho de Deus, quando induzidos, partem para a prática de atos que não condizem com o procedimento que deve ser observado e vivido.

Em Salmos primeiro há uma advertência séria sobre o convívio com pessoas indignas, está escrito: “...não anda no conselho do ímpio, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1.1)

Infelizmente, muitos tentados teimam em prosseguirem contrariamente a estas ordenanças e o fim destes é a condenação.

Não há um grupo social que seja mais propício a ser tentado pelo diabo, vemos na Bíblia que todos estão sujeitos à tentação. Claro, que os cristãos são o alvo principal dele, afinal, os que andam nas trevas, já lhe pertencem.

Os homens são alcançados pelas tentações no desenrolar de suas vidas diárias, veja:

a) Em meio à pobreza:

“...empobrecido, não venha a furtar, e profane o nome de Deus.” Pv 30.9

Fica claro que o pobre em meio às muitas dificuldades que lhe sobrevém é alvo das tentações e precisa vigiar constantemente para não cair nas ciladas do diabo. A murmuração, descontentamento, inveja, infelicidade, etc. são instrumentos usados pelo inimigo para tentar-nos.

b) Em meio à riqueza:

“...estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor?.” Pv 30.9

A prosperidade em muitos casos é a desgraça do homem, levado pela sensação que tudo pode, esquecem-se do Senhor, negando-lhe no dia-a-dia. Consumando o pecado sugestionado pelo diabo. Soberba, orgulho, indiferença, altivez, etc. estão sujeitas a nascerem nos corações mais abastado.

c) Em busca do sucesso:

“...chegaram a Balaão, e lhe disseram... grandemente te honrarei... amaldiçoa-me este povo.” Nm 22.16,17 (veja mais: Dn 4.30; 5.2; Mt 4.8)

O diabo tem tentado a muitos com tesouros e honras, a exemplo do que fez com Balaão, mas, este soube dizer não à tentação e perseverou firme na comunhão com Deus. 

Este é o nosso procedimento. Quando as portas se abrem com muita facilidade para o sucesso, é necessário averiguarmos o que está por trás e sabiamente ouvirmos a voz do Espírito de Deus e optarmos a sermos fieis. O diabo tem tentado a muitos oferecendo a fama, e sagra-se vencedor.

Entristeço-me ao ver o fracasso espiritual das “estrelas gospel”, que levados por toda sorte de influências, se entregam à aparência do mundo; com direito a fã clube, distribuição de autógrafos e o absurdo de cobrarem valores elevadíssimos para “louvarem ao Senhor!”.

As tentações são uma permissão de Deus na vida do cristão, não acontecem por acaso é um voto de confiança que nos é dado. O Senhor permite que o diabo invista contra a nossa vida, pois, antecipadamente já nos concedeu meios e revestiu-nos de poder e autoridade para nos levantar contra o maligno e sobrepormos a ele.

É bom recordar-nos que uma vida pura e santa, da qual derrama águas de amor, é o desejo do Amado Mestre para todos os homens.

O Senhor é a nossa força!

Ele sabe das limitações do ser humano, conhece suas fraquezas e a incapacidade de sozinhos conseguirem vencer o inimigo. Mas, o Senhor é bom! Providenciou meios eficazes que capacita o homem a lutar com superioridade e em nome de Jesus, pisar sobre a cabeça do maligno (Mt 22.44).

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, de sorte que poderás suportar.” 1Co 10.13

Oh graças! Louvo a Deus pela afirmação tão especial que nos é feita, somos fortalecidos e capacitados a vencermos todas as tentações e armadilhas que o diabo tem colocado em nosso caminho. Amados do Senhor, não se deixem enganar, o Senhor não mente, se Ele afirma que é possível vencer “todas”, com certeza é verdade.

O Senhor tem ensinado que devemos “orar e vigiar” sempre. A parte que se refere à vigilância é negligenciada por uma porcentagem elevada do povo de Deus. O estar atento, nos resguarda de cairmos nas ciladas do maligno.

É necessário que o servo por meio da fé, tome posse da autoridade concedida pelo Pai Celeste e a use diariamente. Antes de iniciar suas atividades, deve-se reservar um momento para achegar-se diante de Deus e falar com ele (É preciso termos consciência que comunhão com Deus é na verdade laços profundos de amizade e companheirismo!). 

E na autoridade que temos como filhos, é preciso proibir o diabo de agir contra nossa vida, família, bens, etc., e isto é feito levantando a voz e declarando, por exemplo: “diabo eu o proíbo de tocar em minha vida, em minha família, em meu trabalho, em tudo que é de minha propriedade, etc. em nome do Senhor Jesus.” 

É pela fé que se toma posição! Acompanhada de uma vida pura, santa e segundo à vontade do Senhor; caso contrário é perder tempo e serás ridicularizado pelos seres espirituais das trevas.

“Sem fé é impossível agradar a Deus” Hb 11.6

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então e ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” 2 Cr 7.14

“Todavia o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do maligno.” 2Ts 3.3

“Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas cousas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Combate o bom combate dá fé.

Toma posse da vida eterna para a qual também foste chamado, e de que fizeste a boa confissão, perante muitas testemunhas.

” 1Tm 6.11,12É o sentimento que alguém tem quando deseja tomar uma atitude que contraria seus valores e crenças.

Provérbios 27.20 diz que “os olhos do homem nunca se satisfazem” Nosso rei em questão cobiça Bate-Seba, mesmo tendo mais de seis esposas e quem sabe quantas concubinas.
A tentação pode ser considerada como um teste difícil, uma provocação ou uma prova que se tem de transpor e sair vitorioso. 

No aspecto espiritual, é uma tentativa satânica a fim de levar o homem a cometer atos que desagradem a Deus, e em seguida aprisioná-lo nas malhas diabólicas. 

II. O ADULTÉRIO

Quando uma pessoa se entrega à tentação, pode se encontrar numa situação praticamente impossível, onde não tem força para resistir.

É essencial aprender como evitar essas situações difíceis. O exemplo de Davi sugere algumas coisas que vão nos ajudar.

(1) Devemos nos dedicar ao papel que Deus nos deu. Davi não se ocupou com seus próprios deveres.

2 Samuel 8 e 10 mostram que Davi era um guerreiro bem-sucedido.

De fato, seu papel como um dos primeiros reis era de comandante do exército de Israel. Ele corajosamente conduziu suas tropas a vitória após vitória.

Mas, num determinado ano, Davi ficou para trás e mandou Joabe e seus servos à batalha (2 Samuel 11:1). 

Enquanto muitos dos homens de Israel arriscaram a vida na guerra, ele ficou na casa do rei em Jerusalém. Hoje, um dos fatores que contribui ao pecado é falta de ocupação e dedicação em nosso trabalho.

Homens desempregados mostram uma tendência maior de se envolver numa série de pecados, incluindo adultério, abuso de álcool e outras drogas, etc. Jovens ociosos tendem a se envolver em coisas erradas, por ter muito tempo livre. Mulheres sem responsabilidade participam mais das coisas do Adversário (1 Timóteo 5:13-15). 

(2) Não devemos alimentar pensamentos errados.

Uma vez que Davi se colocou no lugar errado, ele foi tentado. Ele viu Bate-Seba, uma mulher bonita, tomando banho (2 Samuel 11:2).

Neste momento, ele deveria ter virado os olhos para outra coisa, procurando não pensar mais na imagem do corpo da mulher de outro. Nós não devemos hospedar pensamentos maus, porque levam às conseqüências graves (Jeremias 4:14; 6:19). 

O domínio próprio, uma das características fundamentais do servo de Deus, inclui a disciplina para controlar nossos próprios pensamentos (Gálatas 5:22-23; 2 Pedro 1:6; Fp 4:8-9; 2 Coríntios 10:4-6). É bom lembrar que um passarinho pode passar por cima da nossa cabeça, mas não temos que o convidar a fazer ninho em nossos cabelos. 

(3) Devemos respeitar as advertências sobre o pecado.

Davi ignorou, pelo menos, três advertências contra seu pecado, antes de ter relações com Bate-Seba. Primeiro, como conhecedor da palavra de Deus, ele sabia que sua cobiça e o ato de adultério são pecados contra Deus.

Mesmo entre dois solteiros, tais relações são erradas. Segundo, ele já era casado, e o compromisso de casamento deveria ter sido mais um impedimento. 

Quantos homens têm evitado o pecado de adultério por causa de uma aliança ou fotografia da esposa, os lembrando do compromisso matrimonial na hora de tentação? Terceiro, ele sabia, antes de convidá-la para casa, que Bate-Seba era mulher casada (2 Sm 11:3). 

Nós devemos sempre respeitar as advertências sobre o pecado e suas conseqüências, antes de cometê-lo. 

(4) Não devemos procurar circunstâncias que facilitam o pecado. Davi estava no lugar errado e pensou nas coisas erradas. Cada passo o levou mais perto do relacionamento pecaminoso que ia piorar a vida dele e de outras pessoas. Quando ele perguntou sobre Bate-Seba e a convidou para a casa dele, ele se colocou numa situação onde a tentação seria mais forte ainda. 

Ele já sentiu atração de longe, como resistiria quando estava a sós com ela? Há muitas lições aqui. A pessoa que sente a tentação de usar drogas deve ficar longe dos lugares onde as tem, e das pessoas que as usam.

A pessoa tentada a beber deve evitar bares e festas onde servem bebidas alcoólicas. Um casal de namorados deve evitar lugares escuros e isolados, e jamais deve usar roupas sensuais ou participar de atividades que enfatizam o sexo. 

•  Como Davi multiplicou o seu pecado 

Uma série de erros e pecados mentais levou Davi ao ato de adultério. A Bíblia não oferece nenhuma cena romântica para justificar o erro. Simplesmente diz: “Então, enviou Davi mensageiros que a trouxessem; ela veio, e ele se deitou com ela” (2 Samuel 11:4).

Muitos filmes e novelas de hoje procuram colocar o pecado no contexto de romantismo e “amor” inegável.

Procura fazer do pecado alguma coisa bonita e agradável. Mas, as Escrituras relatam os fatos. Ela veio, e eles pecaram.

Neste momento, Davi deveria ter sentido remorso profundo e tristeza sincera. Mas, ele não virou para Deus naquela hora.

Achou que o pecado poderia ser escondido, e as conseqüências evitadas. Foi o começo de uma série de pecados que parecem tão estranhos na vida de um homem escolhido por Deus. 

Ao adultério, Davi acrescentou mentiras. Quando soube que Bate-Seba estava grávida, ele chamou Urias para descansar em casa com a esposa.

Ele achou possível esconder seu pecado, enganando o próprio marido traído.

Mas Urias não facilitou o plano de Davi. Um soldado dedicado, ele recusou tirar férias quando os colegas estavam na batalha.

Frustrado, Davi avançou das mentiras ao homicídio. O próprio Urias levou a carta que selou a morte dele e de mais alguns soldados. 

Neste plano sinistro, o rei envolveu mais uma pessoa. Joabe, o comandante do exército, serviu de cúmplice sem saber os motivos de Davi. 

As tentativas de esconder o pecado geralmente levam o pecador ao fundo do poço. Davi, cujo coração costumava ser dedicado ao Senhor, se entregou ao pecado e à vontade do diabo.

•  Não escondeu nada de Deus 

Talvez Davi conseguisse enganar os vizinhos, e até o próprio coração. Mas, ninguém é capaz de esconder de Deus.

“E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13).

Deus mandou Natã, um profeta, para confrontar Davi com seu pecado (2 Samuel 12:1-14). Ele contou a história de um homem pobre que perdeu sua única ovelha por causa da maldade do vizinho rico.

Davi ficou bravo, e demandou o castigo duro do ladrão. Falou que este homem teria que pagar quatro vezes o valor da ovelha, e que seria morto pelo crime. Natã disse a Davi: “Tu és o homem.” Ele o acusou de pecados contra Deus, contra Urias, e contra Bate-Seba. Davi confessou o pecado, e Deus lhe poupou a vida. 

•  Conseqüências do pecado perdoado 

Deus não tirou a vida de Davi. Ele foi perdoado, mas ainda tinha que sofrer muitas conseqüências graves. Ele foi humilhado quando um dos próprios filhos tomou algumas de suas mulheres.

E, como Davi falou que o ladrão do cordeirinho deve pagar quatro vezes, ele mesmo pagou quatro vezes.

Tirou a vida de Urias, e pagou com a vida de quatro de seus filhos. O filho de Bate-Seba nasceu, e morreu logo depois (2 Samuel 12:15-25). Depois, Amnom foi morto pela espada de Absalão (2 Samuel 13:23-36). Joabe matou o rebelde Absalão (2 Samuel 18:9-18). Depois da morte de Davi, Salomão mandou que Adonias fosse morto (1 Reis 2:13-25). 

As conseqüências do pecado de Davi mostram um fato importante. Deus pode perdoar o pecador, sem tirar todas as conseqüências do pecado. Há muitas pessoas arrependidas de seus pecados que ainda vão ficar muitos anos encarceradas. Há famílias destruídas por causa de pecados já confessados e perdoados por Deus.

Deus pode perdoar um assassino, mas este perdão não ressuscita a vítima.

Ele pode perdoar a mãe que abusou álcool ou outras drogas durante sua gravidez, mas a criança que nasceu com defeitos físicos ou mentais por causa desses vícios continua sofrendo. 

Deus é capaz de perdoar as mulheres e médicos que fazem abortos, mas as crianças já mortas nunca nascerão vivas. 

Muitos outros exemplos provam que o pecador perdoado, ou suas vítimas, podem continuar sofrendo depois do perdão. Através da fé, arrependimento e batismo, Deus lava os pecados e nos purifica. Assim, escapamos das conseqüências eternas do pecado.

Mas, às vezes, continuamos sofrendo as conseqüências temporâneas dos erros do passado. 

III. A MALÍCIA

É a Tendência para o mal. Malignidade. Astúcia; esperteza.

A malícia é uma tendência para o mal que não se expressa à primeira vista. A malícia, inicialmente, fica encoberta e passa despercebida. A pessoa maliciosa maquina o mal em seu coração e suas ações são sutis, como se fossem uma teia para envolver a pessoa que se encontra em sua mira. È obra da carne (Gl. 5.19.20), assim sendo é contraditória à vontade de Deus.

A malícia representa uma tendência vigorosa para o mal, má índole, esperteza, astúcia, habilidade para enganar, artimanhas, falsidade, intenção maldosa, e fingimento.

A Bíblia registra casos de várias pessoas que, usando de má fé, malícia ou astúcia conseguiram concretizar seus desejos. Mas para todos os casos, o resultado foi a reprovação de Deus e conseqüentemente o Seu juízo. 

A fraqueza é própria da natureza humana. Citemos o caso do rei Davi que era um homem segundo o coração de Deus (I Sm. 13.13-14). O pecado cauteriza a mente do homem!

Davi planeja o homicídio de Urias o astuto, Davi agiu como se estivesse enviando o guerreiro de volta ao campo de batalha, o próprio Urias (inocente, fiel) levava ao general Joabe uma carta do rei que ordenava a própria e injusta execução. 

Em I Jo. 3.12-15 lemos assim a palavra de Deus: ”Qualquer que aborrecer a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna”. Davi poderia ter restaurado a sua comunhão com o Senhor através do arrependimento sincero, de todo o coração, mas não teve forças para isso (Sl. 51).

IV. O ORGULHO

É um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal vaidade, ostentação .

O orgulho em algumas situações pode ser considerado como um sentimento de dignidade, de autoconfiança pessoal, brio, altivez, principalmente quando é vivido em um grau de satisfação e felicidade por algo conquistado. O orgulho é considerado pecaminoso pela Bíblia, ou melhor, pelo próprio Deus.

Traduz o conceito elevado ou exagerado de si próprio; o amor próprio exacerbado que leva à soberba, isto é, um orgulho exagerado; também considerado como arrogância, insolência e brutalidade.

Davi comete um erro O CENSO pensou que fazendo o censo de toda a nação, Deus aprovaria a sua atitude. Deus permitiu que Satanás tentasse Davi, após ter realizado muitos feitos e obtido grandes vitórias (2 Sm. 24.1).

Davi caiu no laço do engano, é bom observarmos que foi depois de grandes vitórias e realizações de Davi, que o diabo conseguiu essa brecha na vida do rei.

No capítulo 21.7 diz assim: ”E esse negócio também pareceu mal aos olhos de Deus, pelo que feriu a Israel”. É provável que o povo aprovasse o desejo pecaminoso de Davi, de recensear o povo. 

O orgulho, visto como erro foi visto até pelo insensível Joabe que percebera que esse censo do povo era um grande pecado que envolveria todo o Israel na culpa. E aconteceu o inevitável: o povo ficou tomado de um espírito de orgulho nacional, e acabaram também participando do pecado de Davi, ficando todo o povo sujeito também ao castigo.

Ao numerar o povo, ele estava procurando exaltar a sua própria pessoa e o poderio militar da nação de Israel, e de depender unicamente desse poderio. 

Tal presunção inevitavelmente torna a pessoa autoconfiante, tomada de superioridade e vivendo sem fé e sem humildade. 

Davi deveria se lembrar de que todas as vitórias de Israel vieram pela mão do Senhor. 

De igual modo, o crente nunca deve se gloriar em sua própria grandeza no reino de Deus, mas nas suas próprias fraquezas.

V. A TRAIÇÃO

É uma ruptura completa da decisão anteriormente tomada ou das normas presumidas pelas outros. (É o rompimento ou violação da verdade ou da confiança)

A traição é baseada na mentira. É um dos piores, senão o pior golpe que alguém pode receber de um amigo ou de uma pessoa que se considera ou que se ama. 

Traição pode ser entendido como deslealdade, desapontamento da expectativa de alguém: é desvendar os segredos de outrem, entregar um amigo aos seus inimigos; é também decepcionar um amigo além de ser contada como engano, infidelidade, perfídia e desonestidade.

A traição fere muito porque vem sempre de alguém em quem se deposita confiança. Parece que, em conseqüência desse fato, torna-se mais difícil perdoar uma traição do que outra qualquer afronta.

Um fato que ilustra muito bem está registrado no Salmo 55. Davi orava pedindo ao Senhor socorro e fazia um relatório da situação em que se encontrava a cidade de Jerusalém.

Mesmo vivendo aquela situação de tortura, crimes e maldades sem limites, o que mais feria Davi e abalou o seu estado emocional, foi à traição de seu filho mais querido: Absalão (Sl.55.12-15).

A traição foi deveras um golpe muito forte para Davi. Homem acostumado a enfrentar inimigos valentes e sempre sair vencedor, agora se depara com outra espécie bem diferente de inimigo. Seu próprio filho o traia!

•  Vencendo os Gigantes nos Dias Atuais.

Os gigantes espirituais estão por toda parte, sempre afrontando os servos de Deus e desafiando-os a uma luta espiritual. A Bíblia nos apresenta alguns destes gigantes, os quais estão sempre diante de nós, tentado nos destruir. (2Co 12.8). Vamos analisá-los à luz da Palavra de Deus. (Sl1 19.130).

1) Vencendo o Gigante da Carne. A carne está ligada a nossa própria natureza, que quando não é vencida se torna um poderoso gigante contra o Espírito. “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes se opõem um ao outro; para que não façais o que quereis.” (Gl 5.17). Como?

Revestindo o Senhor Jesus Cristo. (Rm13. 14). 

- “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.”

Revestindo do Poder de Deus. (Lc 24.49).

- “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”

Andando segundo o Espírito. (Rm 8. 4,14).
- “… que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (v.4).

- “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus.”(v.14).

2) Vencendo o Gigante do Mundo. O mundo se apresenta como um gigante diante de nós. “Não ameis o mundo, nem o que há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele.” (1Jo 2.15). Como?:

Pela fé. (1Jo 5.4).

- “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”

Com bom ânimo, como Jesus. (Jo16. 33).

- “… no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

Não se conformando com o mundo. Conselho de Paulo. (Rm 12.2).

- “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” 

Não o amando. Exortação de João. (1Jo 2.15-17).

- “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele.”

“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne. A concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”

“E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” 

3) Vencendo o Gigante Satanás. Após sua queda (Is 14.12), Satanás tem se apresentado como um gigante para as pessoas, rugindo como leão. (1Pe 5.8).Como?:

Revestindo. (Ef 6.11).

- “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.”

Resistindo. (Tg 4.7).

- “… resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”

Vigiando. (1Pe 5.8).

- “Sede sóbrios e vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.”

Com armas espirituais: Fé, Palavra e Oração. (Ef 6.11-18; 2Co 10.4). 

- “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo;”

“porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nas regiões celestiais.”

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.”

“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça,”

“e calçados os pés na preparação do evangelho da paz;”

“tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.”

“tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus,”

“orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos.” (Ef 6.11-18).

- “Porque as armas da nossa milícia não carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.” (2Co 10.4).

Resistindo-lhe com Fé, Palavra e Oração você vencerá na vida.

Resumo: Á vida é uma constante batalha. Durante nossa caminhada neste mundo encontraremos diversos gigantes com os quais teremos que lutar. 

Nossa vitória está em saber que o que está em nós é maior do que o que está no mundo. (1Jo 4.4). 

O Espírito Santo que habita conosco, estará em nós. (Jo 14.17), dando nos poder e as armas (1Co 10.4), para vencermos em nome de Jesus, amém!

12/07/2015

A HORA NONA PARA JESUS

Texto: Mateus 27: 45-50 

Introdução: 
A. A hora nona é a hora de sofrimento, escuridão e morte.
B. Precisamos saber que Jesus suportou estas coisas para que pudéssemos também vencer.
1. Leia: Mateus 27: 45-50
2. Sobre o texto:
a. Marcos 15:25 "E era a hora terceira quando o crucificaram", a crucificação de Jesus foi as 9:00 hrs da manhã.
De acordo com os teólogos ele ficou pendurado até as 15:00 hrs, que foi a hora nona. 
b. Jesus ficou pendurado na cruz durante seis horas.
c. Quando chegou hora nona, Jesus morreu.
d. O que podemos aprender da "hora nona?"

A hora nona é a hora de.. .
I. Sofrimento.
1. Jesus veio a este momento sofrer ofensas, injúrias, blasfêmias, humilhação, e tortura.
2. Porque ele fez isso?
3. Hebreus 12:2 diz que "pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha...." 
4. A alegria de Jesus foi a nossa salvação.
5. Ele suportou para que nós pudéssemos ter a vida eterna. 
II. Trevas
1. Mateus 27:45 diz: "Desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra até à hora nona." 
2. Houve não só uma escuridão literal, mas uma simbólica na morte de Jesus.
3. Em Lucas 22:53 Jesus disse a seus juízes, “mas esta é a vossa hora e o poder das trevas". 
4. Mas Jesus venceu a escuridão, para que não tivesse que estar sujeito a ela.
5. Colossenses 1:13 "Quem nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho amado" 
III. Morte
1. Mateus 27:50 "E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito." 
2. Por que Jesus teve que morrer?
3. Hebreus 2:9 "Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos".
4. Ele morreu para que pudéssemos viver.
5. Hebreus 2:14-15 "Portanto, visto como os filhos participam da carne e sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que por sua morte, destruísse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão". 

Conclusão: 

A. A nona hora foi a hora que. . .
1. Jesus suportou a dor.
2. Jesus venceu as trevas.
3. Jesus venceu a morte.
B. Que horas são para você?
1. Você está em um momento de dor e sofrimento?
2. Você foi afetado pela escuridão e maldade deste mundo?
3. Talvez você tenha sido recentemente tocado pela morte ou esteja preocupado com a morte.
C. A mensagem de Jesus na hora nona é que...
1. Você não tem que suportar a dor sozinho.
2. Que você não precisa se entregar à escuridão.
3. Que há esperança para a vida após a morte.

19/11/2014

SENTADO DEBAIXO DO PÉ DE ZIMBRO, QUEM NUNCA ESTEVE LÁ

1 Reis 19:1-8

INTRODUÇÃO:
O profeta Elias depois de ter desafiado e vencido os profetas de Baal, sofre uma frustração imensa, por ver que a rainha Jezabel e o Rei Acabe não havia se rendido ao Deus de Israel e nem reconhecido seu ministério, pelo contrario, ele sofreu uma ameaça de morte.
Com isso o profeta Elias sai para o deserto e lá ele entra em uma terrivel depressão, debaixo de um pé de zimbro.
O zimbro é uma espécie de pinheiro e atinge de 3 à 5mts de altura, seus frutos  nascem e seu amadurecimento dura em torno de 3 anos,  suas folhas servem como aromatizantes e é exatamente debaixo desta árvore que o profeta Elias se encontra.
Mas quais os tipos de problemas que nos leva pra debaixo do pé de zimbro?
I – TIPOS DE PROBLEMAS QUE NOS LEVA PARA DEBAIXO DO PÉ DE ZIMBRO:
1-    Preguiça
2-    A frustração 
3-    O desânimo
4-    Depressão
5-    Angustia
II – A POSTURA NEGATIVA DOS QUE ESTÃO DEBAIXO DO PÉ DE ZIMBRO
1-Assenta-se, postura de cansaço – v4
2-Já basta – O verbo está no presente, próprio de quem só esta vivendo aquele momento. – v4
3-Não sou melhor que meus pais – Baixa auto-estima – v4
4-Deitou-se, dormiu – v5
6-Pediu para sí a morte – mas um passo de quem só pensa em sí mesmo
III – AÇÃO DE DEUS PARA NOS TIRAR DEBAIXO DO PÉ DE ZIMBRO
1-Envia um agente do céu – um anjo lhe tocou – v5
2-Ele nos alimenta – pão cozido em brasas – v6
3-Ele nos sacia – uma botija de água – v6
4-Insiste em nos ajudar – e o anjo tornou pela segunda vez –v7
5-Aciona-nos – levanta-te
6-Nos incentiva – não acabou – muito longo é teu caminho – v7
IV – ATITUDES DE QUEM SAI DE DEBAIXO DO PÉ DE ZIMBRO
1-Levantar – levantou-se – v8
2-Alimentar-se – e comeu e bebeu
3-Caminha – com a força daquela caminhou
4-Chega ao lugar certo – chegou ao Horebe, o monte de Deus.
CONCLUSAO:

Hoje é dia de você sair de debaixo do zimbro da sua existência e chegar ao lugar em que Deus quer que você chegue.
Deus abençoe a todos.

20/09/2014

AMOR X GOSTAR


Existem dias que dizer te amo é muito dificil.
Amor versus Gostar. 
O Senhor disse: "Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros? " (v. 15)
Estes quem? 
Bem, se ele amava talvez mais do que os outros discípulos.
Ou talvez o Senhor estivesse perguntando a Pedro se ele amava as coisas: - o barco, os peixes, as redes, o mar, todo o negócio da pesca.  
Em certa ocasião Pedro havia declarado que era mais fiel do que os discípulos.
"Pedro, você realmente me ama? Você me ama muito? 0 Senhor usou a palavra agapào, que significa a espécie mais alta de amor, amor supremo.
O tempo que Pedro demorou para responder, não sabemos. Mas finalmente ele disse: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo". Só que usou outra palavra -philèo - que significa "gosto muito de ti".

Creio que Pedro sentisse que seu amor era grande, mas que ele era incapaz de falar disso em razão de sua desobediência. Seria ridículo dizer: "Senhor, eu te amo supremamente, mas não faço o que Tu mandas".
Se fizesse uma pergunta a uma criança de cinco anos: Como ela poderia mostrar a seus pais que ela os amava? Ela responderia: "Eu poderia obedecê-los". Não se pode declarar amor supremo se na vida não houver obediência. Por isso Pedro não o declarou. Lembre-se, Pedro havia negado ao Senhor três vezes, daí Cristo ter-lhe dado três oportunidades de redimir-se. Jesus perguntou-lhe uma segunda vez: "Simão, filho de Jonas (usou o nome antigo porque ele estava agindo como o antigo Pedro), amas-me muito? (v.16).
"Sim Senhor, Tu sabes que gosto muito de Ti."
Pela terceira vez Jesus perguntou, só que desta vez, usou a mesma  palavra que Pedro usara por amar philè. "Simão, gostas realmente muito de mim? " (v.17) A Bíblia diz que Pedro se entristeceu. Mais será que ele entristeceu por Jesus ter perguntado três vezes?Não, mas porque Jesus questionava o testemunho de Pedro, o nível do amor de Pedro.
"Senhor, Tu sabes todas as coisas. Sabes que eu gosto de Ti." Pedro estava pensando:"Não escuta Senhor o que eu digo - olha para o meu coração".
Quando eu era menino, pensava na doutrina da onis-ciéncia de Deus - o fato de que Deus sabe tudo a respeito de todas as coisas - como um problema terrível. Meu pai advertia: "Mesmo que nós não saibamos, Deus sabe. Ele vê tudo que você faz". Eu pensava, por que será que Deus passaria o dia vigiando o que eu fazia?
À medida em que amadureci na minha compreensão e cresci, percebi que sou como Pedro em muitas maneiras. E há dias em que a única forma possível para Deus saber que eu O amo é pela Sua onisciência. Percebi que essa doutrina tem o seu lado positivo. Como é bom saber que mesmo em dias em que sua vida não dá testemunho claro você pode dizer:"Senhor, sinto muito pela minha maneira de agir. Oh, Senhor leia meu coração e saiba que eu O amo". Foi isso que Pedro fez.

03/09/2014

NOSSA INSIGNIFICÂNCIA

O autor do livro de Hebreus citou Salmo 8 quando perguntou: “Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites?” (Hebreus 2:6). Na nossa arrogância, percebendo a primazia dos seres humanos sobre as plantas e os animais que habitam este planeta, é fácil esquecer da nossa pequenez. Mas qualquer pessoa que acredita que somos criaturas precisa refletir sobre a grandeza do Criador. Só pensar nisso deve nos humilhar!
O homem pode até pensar que acima dos insignificantes encontraria alguns importantes. Os ricos e poderosos não chamariam a atenção de Deus, mesmo se o resto da população humana não tivesse importância? O rei do Egito desafiou Moisés com estas palavras: “Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel” (Êxodo 5:2). Mais de 800 anos depois, o rei da Babilônia mostrou a mesma atitude quando ameaçou três jovens hebreus: “E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (Daniel 3:15).
A habilidade do homem, inclusive a capacidade de conquistar dinheiro e poder, não impressiona o Senhor. Tanto o pobre como o rico são insignificantes diante do Criador: “Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade” (Salmo 62:9). A vaidade, um vazio total, não pesa nada. E todos os homens juntos são mais leves ainda! Em épocas de eleições, candidatos e seus partidários gastam bilhões na concorrência para exercer poder temporário sobre algumas outras pessoas. Mas diante do Senhor, estas nações inteiras e seus líderes não são nada! “Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo” (Isaías 40:17).
Uma vez que entendemos esta diferença enorme entre Criador e suas criaturas, percebemos melhor o tamanho do amor de Deus e de sua graça para conosco. Ele se importa conosco tanto que mandou seu Filho para nos resgatar (João 3:16). Ele dá tanta importância ao homem que fez questão de revelar as Escrituras para nos guiar à comunhão com ele. Deus valoriza pessoas comuns e insignificantes tanto que preparou um descanso celestial e eterno para todos que lhe obedecem (Hebreus 4:11; 5:9).
Não sou nada. Todos nós juntos não somos nada. Mas Deus se importa conosco! Graças a Deus por sua bondade e seu amor!

30/07/2014

DEFINIÇÕES DE FÉ



  
I- Definição da Palavra
A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a  fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém,  alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.
A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

II- A Fé no ATA atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra "temor". O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança. Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não es está longe da verdade, quando se sugere que o "temor do Senhor" contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT. As palavras "confiar" e "confiança" ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática.

III- A Fé, nos EvangelhosFé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está  em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a palavra  de Deus. Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava nos discípulos a confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-24 a fé em Deus é a designada. Mas a fé tem, no NT, uma significação muito mais larga e mais importante, um sentido que, na realidade, não está fora dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.2; Lc 7.50): é a fé salvadora que significa salvação. Mas esta idéia geralmente sobressai no quarto evangelho, embora seja admirável que o nome "fé" não se veja em parte alguma deste livro, sendo muito comum o verbo "crer". Neste Evangelho acha-se representada a fé, como gerada em nós pela obra de Deus (Jo 6.44), como sendo uma determinada confiança na obra e poder de Jesus Cristo, e também um instrumento que, operando em nossos corações, nos leva para a vida e para a luz (Jo 3.15-18; 4.41-53; 19.35; 20.31, etc). Em cada um dos evangelhos, Jesus proclama-Se a Si mesmo Salvador, e requer a nossa fé, como uma atitude mental que devemos possuir, como instrumento que devemos usar, e por meio do qual possamos alcançar a salvação que Ele nos oferece. A tese é mais clara em João do que nos evangelhos sinóticos, mas é bastante clara no último (Mt 18.6; Lc 8.12; 22.32).

IV- A Fé, nas Cartas de Paulo
Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (3 a 8), e o da epístola aos Gálatas. Nos realmente estamos sendo justificados, somos santificados ela constante operação e influência  do Santo Espírito de Deus, esse grande dom concedido à igreja e a nós pelo Pai por meio de Jesus. E ainda nesta consideração a fé tem uma função a desempenhar, a de meio pelo qual nos submetemos à operação do E. Santo (Ef 3.16-19).

V- Fé e Obras

Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21).
Fazendo uma comparação cuidadosa entre os dois autores, acharemos depressa que Tiago, pela palavra fé, quer significar uma estéril e especulativa crença, uma simples ortodoxia, sem sinal de vida espiritual. E pelas obras quer ele dizer as que são provenientes da fé. Nós já vimos o que Paulo ensina a respeito sa fé. É ela a obra e dom de Deus na sua origem, e não meramente na cabeça; é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo, por uma inteira confiança Nele; e deste modo a fé é umafonte natural e certa de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6).
Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprias; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que são a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras, agradáveis a Deus, pode ser conhecida naquela frase já citada: "a fé que atua pelo amor".

Dicionário Bíblico Universal

16/07/2014

O CASAMENTO PARTE 2



Amós 3:3 - "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo"? Eclesiastes 4:9ª
 "Melhor é serem dois do que um...". Algum tempo atrás assisti uma reportagem pela tv onde o foco maior foi o relacionamento de casais que conseguiram vencer a barreira do tempo e se sentiam felizes por ainda estarem casados. Estes casais estavam felizes e se sentido abençoados por Deus justamente numa época em que o divórcio está tanto em evidência. Será que existem alguns métodos ou princípios que ao aplicá-los em uma vida a dois podem fazer com que este relacionamento tenha durabilidade, tenha consistência e dinamismo? Eu creio que sim. Existem com certeza muitos princípios que quando levados a sério numa relação podem dar dividendos satisfatórios e prazerosos por dentro do casamento.
Nesta oportunidade eu quero destacar apenas três, destes princípios para a manutenção da instituição criada por Deus chamada casamento. O primeiro princípio para o qual quero chamar a sua preciosa atenção chama-se

I - RESPONSABILIDADE

 Fica difícil manter um relacionamento de um homem e uma mulher quando este princípio é desconsiderado. Responsabilidade implica em compromisso, aceitação de obrigações que são novas, diferentes e desafiadoras no casamento.
Novas - porque de uma hora para outra, hábitos antigos precisam ser ajustados à nova realidade. Diferentes - porque é o começo de algo que até então ambos nunca experimentaram.
Desafiadoras - porque a cada dia no casamento vão existir muitos desafios que ambos terão de enfrentar. O princípio da responsabilidade na realidade não é algo pronto que se leva para o casamento. É um aprendizado constanteencarado de um modo sério tanto pelo marido quanto pela esposa. São trocas de informações, de obrigações, de idéias que se traduzem em companheirismo, em diálogo, em entendimento. Ser responsável é algo que precisa ser aprimorado na medida que os anos avançam. Quantos casamentos estão falidos, tudo porque este princípio em algum momento no relacionamento foi violado. Eu creio que muitos já começam uma vida a dois desconhecendo o principio da responsabilidade. O problema do sexo antes do casamento é um forte exemplo, quando ambos com suas irresponsabilidades não enxergam o futuro e as suas ciladas.
Hoje é tremendamente comum vermos pais educando seus netos. Tudo porque o princípio da responsabilidade foi desconsiderado por seus filhos. Os jovens hoje não pensam muito em se estabilizarem financeiramente antes de assumir um relacionamento mais sério que é o casamento. No afã das emoções epaixões carnais se entregam e sofrem com o passar dos anos fazendo com que o relacionamento que deveria ser prazeroso se torne com o tempo em fracasso, em separação. A responsabilidade é um aspecto que precisa ser levado a sério antes e durante os anos de vida conjugal. O Segundo princípio que eu quero destacar é o princípio da:
II. FIDELIDADE
Fidelidade é outro aspecto importantíssimo em um relacionamento a dois. Têm tudo a ver com cumplicidade, ou o respeito que ambos devem nutrir ao longo dos anos. Sem dúvida um dos maiores motivos para o divórcio é a falta de fidelidade. Para um vida a dois ser bem sucedida este princípio precisa ser cultivado à partir de pequenas coisas, pequenos detalhes, tais como a constante apreciação pelo cônjuge, a demonstração de carinho, de afeto. Na realidade é um constante vigiar para se manter integro, correto, autêntico. Reconhecer que o presente que Deus lhe deu que foi a (o) sua (seu) amada (o) deve ser valorizada (a) respeitada (o). Esta pessoa é parte de você. É parte de sua carne e não deve ser tratada (o) com desdém. Fidelidade é manter-se na linha, nos trilhos da vida. É ser transparente, comedido em suas ações. Mesmo nos pensamentos, a lascívia, a imoralidade precisa ser atacada de frente com a ajuda de Deus. O respeito de um para com o outro deve ser cultivado. Os filhos devem crescer neste ambiente de paz onde podem aprender pelo exemplo genuíno de seus pais e com isto serem pessoas maduras e seguras no seu proceder futuro na área sentimental. O terceiro e último aspecto que eu gostaria de destacar, é o:
III. AMOR
O amor é tudo em um relacionamento. Quem ama se dá.Quem ama perdoa. Quem ama pede perdão. É Cortez, é gentil. O amor é abrangente. Ele é capaz de integrar, de unir, de envolver, de resolver muitas questões de situações de conflito. Quando se ama se respeita. Quando se ama se é fiel, responsável. Em uma época onde a palavra de ordem é a globalização, eis aí a extensão e o fascino do amor. Só o genuíno amor pode fazer com que a durabilidade exista de fato em uma família. Só o amor pode enfrentar os maiores problemas, os maiores obstáculos que a vida nos apresenta. Sem ele não se respira, não se move neste mundo. Não se vive. Eu não me refiro somente a um amor paixão que está ligado constantemente a sexo. Estou me referindo a um amor de envolvimento, a um amor de amizade, de companheirismo, de compartilhamento. É um amor que sofre com o outro, que aprende com o outro. É o amor que se deixa conquistar, que não é vulnerável, que é permanente, que é bom e saudável. Portanto aí estão três princípios que se forem praticados no dia a dia no relacionamento conjugal fará diferença na soma dos anos.
Agora não podemos nos esquecer que estas conquistas destes desafios que temos concernentes a responsabilidade, a fidelidade e ao amor, só terá validade, só terá o selo de qualidade se forem administrados por Deus diretamente. Deus é amor, é responsável e fiel. São alguns dos seus mais notáveis atributos. Somos a xerox de Deus. Somos a essência de Deus. Somos feitos a sua imagem e semelhança e fomos criados para vivermosexclusivamente para a sua glória e louvor. O que eu estou querendo dizer e passar pra você é que se o seu casamento não for fundamentado, alicerçado em Deus, dificilmente ele poderá subsistir. Deus precisa ser parte integrante dos relacionamentos. Uma família onde Deus não é Senhor, cada componente do mesmo estará em constante perigo, sem nenhuma proteção Espiritual.
Serão pessoas egoístas, sem comprometimento com o genuíno amor, com comportamentos e hábitos duvidosos. Amado (a) internauta. Você quer ter um relacionamento estável e duradouro em seu casamento? Pense um pouco e reflita: Esses princípios que destacamos hoje estão presentes diariamente em sua família? Deus é o principal motivador em seu lar? Você o tem convidado para fazer parte de suas vida? Você teria respostas coerentes a estas perguntas? Lembre-se: Nunca é tarde para colocar estes princípios em evidência em sua vida. Você pode começar a partir de hoje a desenvolver o seu relacionamento conjugal através de suas ações, pensamentos, através do diálogo praticando a responsabilidade, a fidelidade e o amor. Deus, neste dia está presente para abençoá-la (o) e ensiná-la (o) na medida que você o convidar para ser Senhor de sua vida. Deus os abençoe tremendamente a sua vida em família...

DE LUGAR NENHUM, PARA O LUGAR ONDE DEUS VAI TE USAR

DE LUGAR NEMHUM PARA O LUGAR QUE DEUS VAI TE USAR 13/05/2020 1 Samuel 16, 17, 18 e 19 Certa vez ouvi um missionário testemunhando qu...