28/05/2012

NOSSO AMOR E NOSSA COMUNHAO

O amor da espécie divina não se acha na natureza, mas no Calvário. O amor da espécie humana retribui amor, mas o amor divino toma a iniciativa. Deus demonstrou o Seu amor por nós ao morrer Cristo em nosso favor quando ainda éramos pecadores (Rm.5:8), a fim de nos dar vida mediante a Sua morte, e esta é a prova do Seu amor. Esse é o tipo de amor a ser revelado em nós, se formos Seus filhos.
Os crentes devem amar uns aos outros com a mesma espécie de amor com que Deus nos ama: não é atração física, nem amor sentimental ou social. É sobrenatural, tornado real apenas pelo Espírito de Deus, e só Ele nos habilita a estender esse amor aos outros irmãos. Não é a espécie de amor que temos para com amigos com quem gostamos de conviver. Existem alguns irmãos pouco amáveis do ponto de vista humano, mas apesar disso, o amor de Deus em nós nos impelirá a preocuparmos com o seu bem-estar.
Quanto ao pecador perdido, o amor cristão nos conduz a orar para que ele venha ao pleno conhecimento do Evangelho do Senhor Jesus, e levar ou providenciar para que seja levado o Evangelho até ele.
O amor cristão é a imagem refletida do amor de Deus por nós. A perseverança em amar é a prova de que uma pessoa é nascida de Deus e conhece a Deus. Caso contrário, a simples afirmativa de que se ama a Deus, acompanhada da falta de amor para com um irmão, é uma mentira (1Jo.2:9-11). A razão é que o amor procede de Deus.
Quando encontramos uma pessoa que se diz crente, e percebemos que ele nos ama e ama outros crentes, então podemos concluir que ele é um filho de Deus nascido de novo. Por outro lado, uma pessoa que não mostra amor por nós e por outros crentes nunca veio a conhecer o amor de Deus, porque Deus é amor.
O amor de Deus foi manifestado em nós (1Jo.4:9 - não “entre nós” ou “para conosco” como em algumas traduções): porque Ele mandou Seu unigênito Filho, para que pudéssemos viver por meio dele; Jesus Cristo é a vida (Jo.14:6), e Ele vive em nós (Gl.2:20). Esta vida começa quando nós O recebemos como nosso Senhor e Salvador.
A comunhão no sentido de ter algo em comum, participar de uma sociedade ou de um relacionamento mútuo, é descrita da seguinte forma nas Escrituras:·
  • COM DEUS - Consiste no conhecimento da Sua vontade (Jó 22:21-26; Jo.17:3); em estar de acordo com os Seus desígnios (Am.3:3); em permanecer em Cristo (Jo.15:4-7); em estar no Espírito (Rm.8:9); na existência de afeição mútua (Rm.8:38,39); no gozo da Sua presença (Sl.4:6); na conformidade com a Sua imagem (1Jo.1:6; 2:6); e na participação com a Sua alegria e a Sua plenitude (1Jo.1:3,4; Ef.3:14-21).
  • DOS SANTOS, UNS COM OS OUTROS - Em deveres (Rm.12:5-8; 1Co.12; 1Ts.5:12-22; Rm.10:24; Hb.13:16); em ordenanças e adoração (Sl.55:14, 119:63; Mt.18:20; At.2:46; Hb.10:25); em graça, amor, alegria, etc. (Ml.3:16; Rm.12:15; 2Co.8:4); em interesses mútuos, espirituais e temporais (Rm.12:13; Hb.13:16); em disposição mental e em parecer (1Co.1:10); em sofrimentos e apoio aos fracos (Rm.12:15, 15:1,2; Gl.6:1,2,10; 1Ts.5:11); e na glória (Ap.4:10,11). Viver em comunhão com Deus, Pai e Filho, significa andar na luz da Palavra de Deus (1Jo.1:7). Não é andar “de acordo” com a luz, o importante é onde andamos, não como andamos. Temos que vir à presença de Deus e permitir que a Sua Palavra brilhe sobre nosso caminho. É possível andar na escuridão do pecado, e ainda pensar que estamos bem porque estamos preenchendo nossas obrigações e mandamentos “religiosos” conforme nós os entendemos.
O pecado interrompe a comunhão do crente com o Pai e o Filho: o crente não perde a salvação, mas a sua comunhão só é restabelecida quando o pecado for lavado. É necessário permitir que a luz da Palavra de Deus revele nosso pecado; o arrependimento e a confissão a Deus restaurarão a comunhão.
Ninguém pode ter comunhão com o povo de Deus se não a tiver primeiro com Deus, em Cristo, e para isso é preciso que esteja andando na luz com Deus. Por outro lado, se andamos na luz, temos comunhão uns com os outros: isto significa que nos reunimos uns com os outros e participamos uns com os outros daquilo que é de Cristo. Falamos juntos sobre o Senhor Jesus Cristo e a Sua Palavra. Este é o tipo de comunhão que surge quando ouvimos e cremos no testemunho da Bíblia, e é uma comunhão impossível de ter com os incrédulos. Nossa alegria se torna completa quando temos comunhão uns com os outros, como conseqüência de termos comunhão com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.
A terceira carta de João contrasta duas atitudes opostas com relação aos “estrangeiros”, ou seja, os crentes que vinham de outra localidade: a hospitalidade e a presunção. A pessoa a quem foi dirigida a carta, Gaio, fielmente praticava o amor para com os irmãos, mesmo quando eram de fora, acolhendo-os e suprindo as suas necessidades, tinha comunhão com eles. Em contraste, um certo Diótrefes exercia a primazia sobre a igreja local, como alguns mesmo hoje, exigia que tudo fosse feito como ele queria e não admitia nada do que não gostasse.
A opinião de Diótrefes era sempre certa no seu pensar, não agüentava oposição, nem conhecia mansidão ou modéstia. Era tão presunçoso que não dava acolhida ao próprio apóstolo João, falando maliciosamente contra ele, recusava acolher os que vinham de fora, impedia os que queriam recebê-los e os expulsava da igreja. João o coloca entre os que jamais viram a Deus, pois praticava o mal ao não estender a comunhão aos crentes de fora.
O amor e a comunhão deveriam ser as características principais das reuniões da igreja, prevalecendo sempre sobre algumas formas de legalismo que são nelas introduzidas e ali permanecem como se fossem mandamentos divinos. Sem dúvida a reunião que se faz mais restrita por causa dessa interferência é aquela em que se celebra a Ceia do Senhor.
Essa reunião deveria estar aberta para a plena direção do Espírito Santo sobre os crentes ali presentes, obedientes às instruções dadas em Sua Palavra apenas (1Co.14:26-40, etc.). Cada participante deve examinar a si mesmo, antes de participar dos elementos (1Co.11:28). Vemos, no entanto, várias restrições sendo impostas pelos que estão na direção da igreja, agindo como pequenos Diótrefes da localidade. Eles darão contas do seu procedimento a Deus.
Embora todos os discípulos de Cristo sejam convidados para participar da sua Ceia, usualmente outras pessoas, que ainda não O confessaram como Senhor e nem foram batizadas em Seu nome, também estão presentes como visitantes. Não é deles ainda o privilégio de participar da adoração ou dos elementos, mas a morte do Senhor é anunciada a eles dessa forma, sendo integrante da mensagem do Evangelho. Embora não tendo comunhão, devemos estender a eles o nosso amor cristão a fim de que cheguem ao pleno conhecimento da Verdade e se convertam.
Por vezes é inevitável que esses que costumeiramente estão presentes à Ceia participem dos cânticos, até mesmo pedindo que seja entoado um determinado hino, apesar de não orarem audivelmente nem participarem dos símbolos. Quando isso ocorre, caberá à liderança local tomar a decisão que convém para que não haja suscetibilidades entre os participantes da Ceia que possam afetar a boa comunhão exigida para essa tão importante reunião, pois isso poderá gerar descortesia por parte de alguns membros para com essas pessoas que, como já dissemos, será uma demonstração de falta de amor cristão. A omissão por parte da liderança será a pior das decisões, tendo em vista que a falta de amor ou a quebra da comunhão na Ceia do Senhor são coisas intoleráveis.

24/05/2012

Ter Fé, Acreditar e Confiar

Texto-chave: "Em Ti, Senhor, confio, nunca me deixes confundido, livra-me pela Tua justiça". Salmo 31:1
Como é difícil ter fé, acreditar e confiar; diante de tantos obstáculos, que aos nossos olhos parecem indestrutíveis, nossa luta se torna mais difícil. O que nos anima é saber que, mesmo diante de tudo, Deus nos dará a vitória. Para isso devemos ser fiéis a Ele. Sl. 31:14
Nos dias de hoje quem não tem problemas? Provações? Lutas? Dificuldades? Todos nós temos, e ninguém consegue passar por atalhos ou por outros caminhos para chegar a Deus. Todos passamos por um deserto, onde somos lapidados, para nos tornar parecidos com o Pai.
Sabemos que nada é fácil, e que precisamos estar muito firmes para não cairmos, ter entendimento suficiente para não desistir e aceitar as demoras de Deus. Sl. 31:24
Quando os problemas aumentam, a fé "esfria"; continuamos acreditando, "mais ou menos" e a confiança "cai". É mais fácil confiar no que vemos, do que naquilo que não vemos. Por isso devemos enxergar pela Fé, fé sobrenatural, devemos buscar a Deus diariamente, de maneira tal que possamos nos sentir fortes, mesmo sendo fracos. Deus quer que clamemos a Ele, pois Ele nos ouvirá. Sl. 31:2-3
Sabemos que somos fracos; ora lutamos, ora esfriamos; ora sorrimos, ora choramos; ora confiamos, ora deixamos de confiar. Mas temos que estar firmes na Palavra, não podemos deixar Deus de lado e achar que o mundo vai resolver nossos problemas. Se confiarmos no mundo, cairemos num precipício e, muitas vezes, sem volta.
Só teremos força se estivermos em CRISTO; pois "quem está em Cristo nova criatura é". Se ainda não somos, devemos ser.
Deus só pode mudar nossa vida se tivermos fé sobrenatural, acreditar no impossível e confiar o suficiente, para não desistir.
Oremos para que possamos estar firmes na fé, acreditando e confiando no poder de Deus.

19/05/2012

A ADVERSIDADE

A adversidade, ou infortúnio, ocorre a todos nós, em maior ou menor intensidade, em épocas várias. Às vezes são contrariedades triviais, e dizemos "que azar!" ou "que falta de sorte". Quando são de natureza mais séria, procuramos saber a causa. A Bíblia nos diz muito sobre isto, e a seguir temos alguns exemplos.

SUAS CAUSAS

O PECADO: Gênesis 3:16-19. A causa fundamental do desgosto, das tristezas, das calamidades e das catástrofes que sofremos é o pecado. Todos pecamos, e por causa do pecado Deus amaldiçoou a terra em que vivemos.
A DESOBEDIÊNCIA À LEI DE DEUS: Levítico 26:14-20. O povo de Israel, por exemplo, após ter sido libertado da escravidão no Egito, recebeu de Deus a sua Lei, para ser obedecida em sua nação, agora instituída. Se assim não fizesse, sofreria grande adversidade na forma de enfermidades, esterilidade da terra, derrotas e invasões por parte dos seus inimigos, etc.

O SEU PROPÓSITO

CASTIGO DO PECADO: 2 Samuel 12:9-12. Embora o rei Davi tivesse grandes virtudes e fosse muito abençoado por Deus por causa da sua fidelidade, Deus não deixou de puni-lo severamente por causa do seu adultério com Bate-Seba, e o virtual assassínio do seu marido, Urías.
HUMILHAÇÃO: 2 Crônicas 33:11-13. O rei Manassés fez a nação de Israel voltar à idolatria, a tal ponto que queimou seus próprios filhos como oferta a Moloque, praticou adivinhação, agouros, feitiçaria e necromancia. Deus o castigou mediante o exército da Assíria, que assolou o país e levou Manassés cativo para a Babilônia. Por causa disto, Manassés se humilhou diante de Deus mostrando seu arrependimento e reconhecimento que o SENHOR era Deus. Deus teve misericórdia dele e o restaurou como rei; Manassés provou depois que sua conversão foi sincera, restabelecendo o culto ao SENHOR e afastando os ídolos.
CONDUZIR À PALAVRA DE DEUS: Deuteronômio 8:2-3. O povo de Israel passou fome no deserto, e ficou dependente de Deus para o fornecimento de um alimento especial, o maná; o maná era uma figura da Palavra de Deus, concretizada no envio de seu Filho ao mundo.
DISCIPLINA E CORREÇÃO: Hebreus 12:5-11. O SENHOR faz uso da adversidade para corrigir aos seus filhos, assim como a punição é necessária na educação dos filhos. É prova de que realmente somos Seus filhos.
PROVAR A FÉ: 1 Pedro 1:5-8. Assim como o ouro é purificado com o fogo, também nossa fé é provada e é fortalecida mediante as várias provações que nos entristecem enquanto passamos por elas.
LEVAR AO DESCANSO: Salmo 94:12-13. O descanso, na Bíblia, geralmente significa cessar de sofrer e labutar. Como após a tempestade vem a bonança, após a adversidade vem a bem-aventurança. É necessário passarmos pela primeira para compreendermos e apreciarmos melhor a segunda.

REAÇÕES

REBELIÃO: Êxodo 14:4-8, Jó 2:9. Faraó e seu povo sofreram terrivelmente porque recusaram livrar o povo de Israel. Ao invés de se humilharem diante do SENHOR, que provara a eles ser o verdadeiro Deus Todo-Poderoso, eles se rebelaram contra Ele, sofrendo conseqüências desastrosas. A mulher de Jó (que sofreu com ele a perda de todos os seus bens e a de seus filhos) aconselhou a ele que amaldiçoasse a Deus pelo que lhes acontecera; Jó, porém, provou a sua fé submetendo-se a Deus e chamando-a de doida.
DESCONFIANÇA: Êxodo 6:8-9. Quando Moisés voltou ao Egito, incumbido de libertar o povo de Israel, ele deu essa boa notícia ao povo. Mas o povo não lhe deu atenção por causa do sofrimento pelo qual estava passando: eles já não criam que Deus iria libertá-los.
RECLAMAÇÃO: Rute 1:20-21. Noemi carregava grande amargura consigo por causa das aflições que havia sofrido depois de ter saído de sua terra.
INDAGAÇÃO: Jeremias 20:7-10. Lê-se nas entrelinhas que Jeremias estava perplexo: o SENHOR o havia nomeado profeta à nação de Judá, mas ao invés de ser respeitado por isso, ele era desprezado, insultado e castigado não só pelo rei e principais do povo, mas pelos próprios principais dos sacerdotes. Mas sua fé estava firme, como vemos nos versículos que se seguem.
DESÂNIMO: Provérbios 24:10. Em linguagem moderna, entende-se assim "se você mostrar desânimo no dia da dificuldade, sua força será limitada". Muitos de nós nos inclinamos a desanimar quando a adversidade parece demais: isto nos enfraquece e limita o poder que recebemos de Cristo para vencer.
ARROGÂNCIA: Salmo 10:6. É a atitude do ímpio, ateu, que prospera em sua injustiça e confia em si próprio.
ESPERANÇA: Lamentações 3:31-40. O crente diz "acaso não procede do Altíssimo assim o mal como o bem?"; Deus não tem prazer em afligir ou entristecer ninguém, mas queixe-se cada um dos seus próprios pecados; Deus não rejeitará para sempre.
SUBMISSÃO: Jó 5:17-22. Ser disciplinado por Deus é um privilégio que não deve ser desprezado. Bem aventurado é aquele de quem Deus cuida e que sabe se submeter à vontade divina.
ALEGRIA: Tiago 1:2-4. Àquele que conhece bem a Deus, as várias provações por que passa lhe dão muita alegria, pois lhe dão perseverança a fim de atingir a perfeição, ou maturidade, e a integridade de caráter, "em nada deficientes".

A INTERVENÇÃO DIVINA

USADA CONTRA AS NAÇÕES: 2 Crônicas 15:5-6. As guerras e perturbações que vieram sobre as nações no tempo dos reis de Judá eram, segundo o Espírito de Deus, de origem divina. O reino de Judá havia se afastado de Deus e foi também castigado, mas quando se voltou para Ele e O buscou, Deus se compadeceu dele.
DEUS CONHECE ...: Salmo 31:7. Deus é onisciente, e tem cuidado especial daqueles que são seus: conhecendo suas angústias ele se mostra benigno e se compadece deles.
... SALVA ...: 1 Samuel 10:19. Deus livrou o povo de Israel de todos os seus males e tribulações, mas eles decidiram que era melhor ter um homem como rei à testa do seu governo e de suas guerras.
...E REDIME O ATRIBULADO: 2 Samuel 4:9. Davi foi muito perseguido e sofreu muito por causa da inveja do rei Saul, mas quando este morreu em batalha, Davi reconheceu que havia sido redimido pelo SENHOR.

DEUS AINDA AJUDA O ATRIBULADO MEDIANTE:

A ORAÇÃO: Jonas 2:1-7. Jonas havia desobedecido a Deus e em conseqüência estava em perigo de vida dentro do estômago de um grande peixe. Daquele lugar ele fez uma oração a Deus, citando vários versículos de Salmos, e declarando sua confiança em que Deus o livraria. Deus assim o fez.
O CONHECIMENTO DO PROPÓSITO DIVINO: Lamentações 3:31-42 e Romanos 5:3. Nada acontece sem que seja permitido por Deus. Cabe-nos reconhecer isto, e recorrermos a Deus, arrependidos, após compararmos nosso comportamento com o padrão que Deus estabelece em sua Palavra, a fim de que Ele nos socorra. Por outro lado, se somos obedientes a Ele, sabemos que as tribulações são boas para melhorar o nosso caráter, logo devemos ter prazer em passar por elas.

16/05/2012

A FÉ EVANGÉLICA

Continuando com o tema FÉ


Filipenses 1:27-30


A fé "é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem", conforme lemos em Hebreus 11:1.
Os que ensinam heresias se aproveitam da capacidade de credulidade das pessoas que não estão firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando pelo evangelho de Cristo. A fé evangélica consiste em um conjunto de ensinos que recebemos através dos profetas, de Jesus Cristo e dos seus apóstolos, todos contidos na Bíblia, a Palavra de Deus.
Sobre a fé evangélica como um conjunto de doutrinas, lemos que:
  • Estava oculta durante o período da lei, sendo revelada por Jesus Cristo (Gálatas 3:23-24).
  • Era obedecida por muitíssimos sacerdotes, que se converteram a Cristo no início da igreja de Jerusalém (Atos 6:7).
  • Nela eram fortalecidas as igrejas, que aumentavam em número dia a dia, ao receberem as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém (Atos 16:4-5).
  • Era guardada, pregada e promovida pelo apóstolo Paulo, e é comum a todos os eleitos de Deus (Gálatas 1:23, 2 Timóteo 4:7, Tito 1:1-4).
  • Ela era a única base em que a igreja de Corinto, que enfrentava sérias heresias surgindo dentro dela, deveria se firmar e fortalecer (1 Coríntios 16:13).
  • Deve ser conservada com a consciência limpa (1 Timóteo 3:9).
  • Compete-nos ser sadios nela (Tito 1:13-14).
  • É necessário continuar lutando por ela, porque os adversários procuram intimidar os que a seguem (Filipenses 1:27-28).
  • Os crentes em Cristo fazem parte da família da fé (Gálatas 6:10).
A fé evangélica é um dom de Deus, fruto do Espírito Santo, dando-nos a convicção sincera daquilo que não podemos ver (João 6:29, Romanos 10:9-10, Gálatas 5:22,23, Efésios 2:8, Hebreus 11:1), como resultado da leitura da Bíblia, e da pregação do Evangelho (João 17:20, 20:30-31, Atos 15:7).
Os efeitos da fé evangélica são:
  • A remissão dos pecados (Atos 10:43).
  • A justificação do pecador (Atos 13:39).
  • Livramento da condenação (João 3:18).
  • Salvação (da pena, do poder e da presença do pecado) (Marcos 16:6).
  • Santificação (Atos 15:9).
  • Livramento da morte espiritual (João 3:18) .
  • Luz espiritual (João 12:36,46).
  • Vida espiritual (João 20:31).
  • Vida eterna (João 3:15-16).
  • Adoção (João 1:12).
  • Acesso direto a Deus (Efésios 3:12).
  • Edificação (1 Timóteo 1:4).
  • Preservação (João 10:26-29).
  • Herança (Atos 26:18).
  • Paz e descanso (Romanos 5:1).

13/05/2012

BENÇÃO DE SER MÃE

“Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se elas permanecerem em fé e amor e santificação, com bom senso.” I Timóteo 2:15
Mãe é a expressão do Amor de Deus. Ser mãe é uma dádiva de Deus. Ser mãe é receber de Deus um sublime dom. (Gera posteridade)
Ser mãe é receber um singelo dom. (Pois não existe outra forma de gerar o homem a não ser do ventre de uma mãe)
Ser mãe é receber um perpétuo dom. (Ela concebe um ser que nasce para ser eterno, nunca morrerá)
Dizem que cada criança que nasce é um telegrama de Deus anunciando que ainda ama o homem.

A MISSÃO DE SER MÃE

“Talvez um dos papéis mais preponderantes da mulher destacado na bíblia, seja o de mãe, embora todos os papéis sejam igualmente reconhecidos. Esse papel de mãe era tão importante nos tempos bíblicos que a esterilidade feminina chegava a ser considerada uma maldição divina, porquanto furtava a mulher de uma de suas funções mais importante na vida. Há casos destacados com especialidade como o de Sara( Gn 17:15), Raquel (Gn30), e Ana (I Sm 1:2). R. C.
Quanto ao caráter negativo:
Muitas noites acordadas, cansaços físicos, frustrações, renúncias, ingratidões, uma tarefa difícil, árdua.
Ser mãe não é simplesmente colocar uma criança no mundo. Ser mãe não é eximir-se de sua responsabilidade e repassá-la a outrem, como empregadas, babás, parentes, amigos e creches.
Ninguém substitui o amor e o cuidado de uma mãe.
Quanto ao caráter positivo:
É gratificante para a mãe ver o filho que ela amamentou crescido, criado, formado, bem encaminhado na vida.
É honroso para a mãe ver em seus filhos suas próprias virtudes. É alentador para a mãe ser reconhecida por seus filhos como aquela que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, educando, corrigindo, formando, protegendo, consolando, animando.
Todo e qualquer investimento, afim de que seja próspero tem que ter uma boa mão de que o cuida. Assim é a mãe, para que seu filho seja prospero durante sua vida.
As Ás várias funções da Mãe:
G Gerar (conceber). Alimentar. Consolar. Dar amor. Proteção. Educar. (ensinar, edificar, exortar, corrigir, repreender). “ Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele” Pv 22:6 “ Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagrada letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Jesus Cristo.” II Tm 3:14,15

AS VÁRIAS MÃES DA BÍBLIA

Ana (mãe de Samuel) a dor da esterilidade, não a faz desistir, mas clama a Deus que lhe responde dando-lhe o primeiro dos grandes profetas de Deus: Samuel, I Sm 1. Depois teve outros cinco filhos como bênção do Deus Altíssimo.
Rispa, a mãe modelo, mãe amorosa, não abandonou seus filhos nem quando morreram; passando aproximadamente seis meses enxotando as aves de rapina para que não comessem os corpos de seus dois filhos expostos na terra. Foi honrada por rei Davi, enterrando seus filhos nas sepulturas dos reis de Israel. (2 Sm. 21:8-14).
Quantas mães já abandonaram seus filhos, mesmo vivos? Uma tristeza.
Rispa, foi uma mãe virtuosa que entendeu e aceitou a missão de ser mãe. Uma mãe verdadeiramente convertida aos seus filhos. ( Malaquias 4:6) Mesmo em face ao sofrimento, e morte, não abandonou seus filhos nem de dia e noite ficava perto de seus corpos não deixando as aves devorar seus corpos.
Quantas mães já desistiram de seus filhos deixando que as aves das drogas, dos traficantes, prostituições, más compainhas, os pecados diversos, filmes e revistas pornográficas, namoros fornicares, namorados dormirem na casa.
Enxote essas aves de seus filhos, mande embora, mas não perca seus filhos.
Maria, mãe de Jesus, o acompanhava em todos os momentos até na hora do sofrimento da Cruz.
Mãe da filha possessa. Saiu da sua cidade Grécia de origem Siro-Fenícia levou sua filha possessa a Jesus para ser liberta. Mc 7:24-30

AS BÊNCÃOS DA MÃE VIRTUOSA

Será sempre lembrada em suas virtudes ( “Como dizia minha mãe”). Não é abandonada na velhice. Não será esquecida nem quando morrer. Será sempre amada. Seu caráter estará evidente em seus filhos e na sua posteridade. Deus a honrará como honrou a Rispa.
O amor de Deus representado simbolicamente pelo amor de mãe: “ Mas Sião diz: O Senhor me desamparou, o Senhor se esqueceu de mim. Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que se compadece do filho do seu ventre? Mas ainda que essa viesse esquecer-se dele, eu, todavia , não me esqueceria de ti” Is 49:14,15
“ Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho… Todavia eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos meus braços, mas não atinaram que eu os curava. Atrai-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui para com eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas, e me inclinei para dar-lhes de comer.” Os 11:1,3,4
Deus abençoe cada dia as mães. Para que compreendendo a sua missão na terra, nunca desfaleça, nunca desista, nunca desanime, pois estará plantando uma semente, regando com amor, paciência e oração.
Com certeza mãe você verá um dia o fruto de teu trabalho, da noite mal dormida, das lágrimas escorridas, daquele filho que se foi sem dar noticia; Deus te mostrará os frutos de tuas orações, dizendo: “filha bendita nem tudo está perdido vi tuas lágrimas e acolhi tuas orações, vede os frutos de tuas orações e de teu labor.”

12/05/2012

Religião Sem Deus

“Do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça… Pois os Seus atributos invisíveis, o Seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não O glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.”

Romanos 1:18-22

No primeiro capítulo de sua carta aos Romanos, Paulo relata a ira de Deus contra a impiedade e a injustiça dos homens que, com a injustiça, bloqueiam a verdade.
A “ira” é a tradução de uma palavra grega que significa inchar-se de indignação, e é reação de Deus ao pecado, não uma emoção humana de ódio ou rancor, mas a justa e vigorosa condenação pela razão daquilo que é ilícito. “Impiedade” é a falta de amor ou reverência a Deus e o desprezo pela Sua palavra, e a “injustiça” é a falta de equidade em decisões e julgamentos. A injustiça é consequência natural da impiedade, pois o fundamento da equidade, a boa ética, nos vem da própria natureza de Deus e da nossa atitude para com Ele.
O salmista Davi exclamou “Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem” (Salmo 14:1). Em nossos dias, feitas grandes descobertas com a ajuda de engenhosos instrumentos que permitem ver desde coisas quase que infinitamente pequenas até as coisas imensas que se encontram no espaço, dando ainda maiores provas indiscutíveis da criação inteligente do mundo, ainda a grande maioria da humanidade, cega pela sua impiedade e insensatez, resiste e procura impedir o ensino da verdade. Prevalecem os néscios!
Em substituição à verdade, fazem especulações: mitos fantasiosos, falsos sacerdócios, rituais insensatos, superstições assustadoras, falsas filosofias e sociedades secretas vindas do gnosticismo e do seu oposto, o agnosticismo, ou mesmo um ateísmo absoluto que não deixa de ser uma forma de fé muito semelhante à religiosidade à qual diz se opor. O ateísmo recebeu uma injeção poderosa dois séculos atrás com as teorias evolucionistas elaboradas por Charles Darwin, agora abraçadas por grande parte do mundo científico, sem que tenham sido encontradas até hoje as mínimas provas conclusivas. É uma religião sem Deus, falsa, nociva e preponderante pois é ensinada aos escolares desde tenra idade e usam-se quase universalmente medidas de tempo a partir dessas teorias para afirmar a veracidade de uma falsa “ciência”.
Muita gente não percebe que o ensino da evolução propaga uma religião antibíblica. Um filósofo de ciências evolucionista canadense, Dr Michael Ruse, admitiu que “a teoria da evolução, assim como a religião, envolve assumir antecipadamente certos princípios, que não podem ser provados empiricamente”, e afirmou, em outras palavras, que basicamente a evolução como teoria científica se subordina a uma espécie de humanismo, pois necessita excluir o sobrenatural, seja qual for a evidência. Como a religião, a teoria da evolução requer fé em certos princípios que não podem ser provados pela experiência, mas, como o humanismo, rejeita tudo o que é sobrenatural. A teoria da evolução tem os seus próprios dogmas, mas é uma religião sem Deus, não admitindo a verdade bíblica por ser sobrenatural.
Entende-se como “humanismo”, de uma maneira geral, qualquer sistema ou modo de pensar ou agir em que os interesses, valores ou dignidade humanos predominam. Ninguém que crê em Deus como a Fonte e o Criador do universo pode ser um humanista pois o humanismo sustenta que foram os seres humanos, usando a sua imaginação, que criaram os deuses. Isso é certo com relação aos ídolos e deuses que foram inventados, mas é falso com relação ao verdadeiro Deus que conhecemos e sabemos ser o Criador dos céus e da terra (Gênesis 1:1, etc.).
Do humanismo deriva outra religião sem Deus, paralela à evolução, composta de um conjunto de crenças através do qual se contempla, como se fosse um par de óculos, toda a realidade. Conhecida como o Humanismo Secular, ela se declara ser “um ponto de vista filosófico, religioso e moral” (Manifestos Humanistas I e II) e que as afirmações (nos Manifestos) não são “uma declaração de fé, ou dogma, definitiva mas a expressão de uma fé viva e crescente”.
Junto com os evolucionistas, os humanistas seculares crêem que somente existe o mundo material, não havendo Deus ou uma dimensão espiritual, e a vida após a morte. Segue-se que, não existindo o sobrenatural, toda a vida, inclusive a vida humana, tem que ser o resultado de um fenômeno todo natural. Logo, abraçam as teorias evolucionistas porque fornecem, ao seu ver, uma explicação desse fenômeno.
O ateísmo dessas duas religiões conduzem ao relativismo ético, a crença que não existe nenhum código moral absoluto. Segundo essa crença, o homem deve ajustar seus padrões éticos a cada situação conforme seu próprio julgamento, sendo a moralidade uma criação humana. Sem Deus, não existem padrões divinos universais para serem obedecidos.
Em seu tempo, o apóstolo Paulo teve que enfrentar inicialmente as falsas religiões dos gregos e romanos, e mais tarde os gnósticos, que procuravam introduzir nas igrejas uma “ciência superior” firmada numa filosofia em que os gregos e romanos haviam se refugiado com o descrédito e abandono de suas próprias religiões, que incluía não somente filosofias gregas, mas também da Pérsia e da Índia.
Não satisfeitos com a simplicidade do Evangelho, alguns membros das igrejas daquele tempo foram tentados a “progredir” para uma “esfera mais alta”, inserindo no Evangelho as especulações dos gnósticos. Temos vestígios da vigorosa oposição de Paulo em várias das suas epístolas, especialmente aos colossenses e nas cartas pastorais. Também há referências nas epístolas de Pedro, Judas e João.
Hoje as duas principais “religiões sem Deus” ameaçam as igrejas que não se mantêm muito firmes em sua fé, especialmente no que diz respeito á veracidade absoluta da Palavra de Deus. São tentadas, como foram as do tempo daqueles apóstolos, a modificar o ensino bíblico para incorporar também os preceitos dessa moderna “ciência superior”. É ensinada nas escolas como sendo a realidade, e as novas gerações são impregnadas com as suas incoerências como se fossem fatos reais.
O apóstolo Paulo declarou que estava pronto a anunciar o Evangelho aos que se encontravam em Roma, que não se envergonhava do Evangelho, sendo ele o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, e no Evangelho está revelada, de fé em fé, a justiça de Deus. Estejamos também, como ele, prontos a anunciar o Evangelho que revela a justiça do maravilhoso Deus criador “de fé em fé”, pois tem o fundamento do Senhor Jesus Cristo e sobre ele a Palavra que nos veio pelos santos apóstolos e profetas.
Os pais devem velar pelas almas dos seus filhos, apontando as incoerências das teorias da falsa ciência e a comprovada veracidade da Bíblia. Sem dúvida vão sofrer por lutar contra a corrente prevalecente, mas estarão no caminho apertado que conduz à vida (Mateus 7:14).
A ruína moral e espiritual do mundo sem Deus é descrita na segunda parte do capítulo 1 de Romanos, do versículo 22 ao fim. Ela se via no tempo do apóstolo Paulo, e estamos vendo tudo aquilo novamente em nossos dias, a começar pela América do Norte e Europa. O abandono dos valores morais, o crescimento da criminalidade impune ou sujeita a penas leves e de curta duração, o egoísmo geral, a promiscuidade sexual e a legitimação do homossexualismo, são fatos incontestáveis que resultam principalmente das “religiões sem Deus” que agora prevalecem.

"O homem néscio não sabe, nem o insensato entende isto: quando os ímpios brotam como a erva, e florescem todos os que praticam a iniqüidade, é para serem destruídos para sempre" (Salmo 92:6,7).

07/05/2012

PRATICANDO A NOSSA FÉ

Olá amados, hoje vou começar a falar sobre o tema FÉ, e espero que este assunto o ajude em sua vida espiritual.

 

 

Tiago 2.14-26

A verdadeira fé salvadora em Cristo mostrar-se-á inevitavelmente no caráter e na conduta do crente, produzindo obras de obediência e de amor - isto é, de obediência a Deus e de amor para o próximo. Sem essas obras, a "fé" professada será somente de boca ou da mente.

Na verdade, nenhum descrente pode trazer tanto descrédito ao ministério do Evangelho como um "crente" que tem mau testemunho - cujas obras não correspondem à sua profissão de fé.

A FÉ MORTA 14-17

Eis uma espécie de fé que é somente teórica ou intelectual, mas sem contato real com Deus. A pessoa crê que a Bíblia é certa, que o Evangelho a respeito de Jesus e a salvação (ou a perdição) é a verdade, pode dizer-se "crente" e ser membro de uma igreja - porém não se vê na sua conduta evidência alguma do senhorio e do amor de Cristo. Tal pessoa "crê" tudo, como doutrina, mas não permite que a sua "crença" guie a sua vida; não "nasceu de novo" - a sua fé é tão inútil como a "caridade" que se condói, em palavras do necessitado, mas embora podendo, nada faz para aliviá-lo.

A FÉ INOPERANTE 18-20

A fé que é somente intelectual, aceitando a existência de Deus e a verdade da Escritura, não é melhor do que a crença dos demônios; eles sabem que Deus existe e que a Sua Palavra é a verdade - mas não são por isso salvos e tremem na contemplação do seu destino horrível.

Os "pagãos" têm muitos "deuses", aos quais servem por medo. A Escritura diz que estes "deuses" são realmente demônios (1a. Coríntios 10.19-20); todavia, há "cristãos" que dizem, indignados que "não são pagãos", porém a sua fé não vai além da dos demônios: crêem em Deus, mas não O amam, nem a Ele obedecem.

A fé que não se mostra por meio de uma vida convertida, por meio de um amor que obedeça à vontade de Cristo - tal fé é inoperante para a salvação, pois o seu possuidor nunca recebeu a Jesus Cristo como SENHOR da sua vida (Tomanos 10.9). Cristo não vive nele (Gálatas 2.20).


A FÉ JUSTIFICADORA 21-26

Neste trecho, Tiago mostra dois exemplos, tirados do Velho Testamento, de pessoas cuja fé em Deus foi claramente demonstrada pelas obras que fizeram como crentes - não para se salvarem, mas como resultado de já serem salvas. Tanto Abraão como Raabe eram crentes em Deus antes de fazerem as obras mencionadas aqui por Tiago - veja Gênesis 15.16; Josué 2.9-11. Esta sua fé salvadora, já conhecida por Deus, foi revelada aos homens pelas obras que ela produziu neles em certas circunstâncias - pela prontidão de Abraão em preparar-se para oferecer a seu filho Isaque em holocausto a Deus e pela ajuda que Raabe deu aos espias israelitas, arriscando assim a própria vida dela.

Estas "obras" não salvaram a Raabe nem a Abraão, pois "pelas obras ninguém se salva" (Romanos 3.20) - mas eram a prova ou o fruto da fé por meio da qual já tinham sido salvos; eram as "boas obras" que achamos na exortação de Mateus 5.16 - "brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" e em 1a Pedro 2.12 - "mantendo o vosso procedimento no meio dos gentios para que naquilo que falam contra vós como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação".

Assim, Pedro, Tiago, Paulo e João estão de acordo neste assunto:

  • "Somos feitura dEle (de Deus) criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2.10).

  • "Nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro" (1a. João 4.19).

  • "Observando-vos em vossas boas obras" ( 1a. Pedro 2.12).

  • "Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta" (Tiago 2.26).

Que a nossa fé seja viva e operante, produzindo os frutos que serão para a glória de Deus.


("Vigiai e Orai" - No.59 - março de 1983)

03/05/2012

PEDI E DAR-SE-VOS-Á

Amados,  como estive falando nestas últimas semanas sobre o tema oração hoje chego no ultimo tema, que Deus os abençoe grandemente.

(Mateus 7:7a)

Este é um dos muitos mandamentos que o Senhor Jesus deu aos Seus discípulos no chamado Sermão do Monte, introduzindo o Seu reino. É notável que, embora uma grande multidão O seguisse naquela ocasião, Ele primeiro subiu uma montanha onde se assentou e dele se aproximaram os seus discípulos. O sermão foi dirigido aos discípulos, que já Lhe pertenciam, e não às multidões.
O Sermão do Monte contém normas de comportamento que serão impostas e praticadas quando Cristo voltar para reinar em perfeita justiça no mundo. Mas todo aquele que O recebe como seu Senhor, agora, precisa conhecê-las para colocá-las já em prática em submissão a Ele. Para isso o crente conta com o poder do Espírito Santo, sem o qual ninguém pode alcançar estes altos padrões.
É impossível conseguir impor essas normas sobre os rebeldes incrédulos. A lei de Moisés fora dada ao povo de Israel para educá-lo nos padrões da justiça de Deus, e, convicto do seu pecado, conduzi-lo ao Filho de Deus que viria trazer o conhecimento da Sua perfeita justiça, que vem pela fé (Gálatas 3:24). O Sermão do Monte evidencia o mais alto padrão de justiça requerido dos cidadãos do Reino de Deus, e só o Evangelho da graça de Deus pode trazer a justificação necessária para que alguém se habilite a obedecer ao Messias.
Entre os assuntos abrangidos pelo Sermão do Monte está a oração pessoal (Mateus 6:5-14). Esta deve ser feita com a mesma discrição de um filho que fala em particular com o seu Pai, ou seja, em nosso quarto, com a porta fechada, para estarmos a sós com Deus sem exibirmos nossa piedade aos outros. Deus pode nos ver, e ouvir, e Ele nos recompensará pela nossa atitude.
Não usemos repetições constantes como para exigir a Sua atenção. Nosso Pai sabe o que nos é necessário antes de o pedirmos. Somos, no entanto, instruídos a orar porque assim reconhecemos a nossa necessidade e a nossa dependência do suprimento que vem do Pai. Essa é a base da nossa comunicação com o Pai, mas também Ele nos dá coisas em resposta à nossa oração que Ele de outra forma não nos daria (Tiago 4:2).
Pacientemente o Senhor Jesus nos diz como devemos orar, dando-nos um modelo básico para ser seguido em nossas orações, nunca para ser pronunciado como uma fórmula mágica ou repetido vez após vez como castigo ou penitência. Também não foi dado para que se memorizem as palavras e depois sejam repetidas em um ritual, pois com isto as frases se tornam apenas formais e sem aplicação pessoal. Uma vã repetição.
Neste modelo, bem conhecido por todos nós, começando com as palavras: "Pai nosso, que estás nos céus", seguindo-se a adoração e louvor, e a expressão do nosso desejo pela vinda do reino de Deus na terra, passamos a orar pelas nossas próprias necessidades. O pedido "o pão nosso de cada dia dá-nos hoje" manifesta o nosso reconhecimento que dependemos de Deus para as nossas necessidades, tanto físicas como espirituais.
O ensino que começa por "pedi e dar-se-vos-á" complementa este pedido. O Senhor Jesus está ensinando que devemos ativamente pedir, buscar e bater à porta de nosso Pai, que está nos céus, a fim de obter o que precisamos. Estas são as ações de quem sabe do que precisa, sabe quem o pode conceder, e se sente livre para "incomodá-lo" com o seu pedido. Vejamos cada um destes itens:
  • Sabe do que precisa: existem necessidades imediatas, práticas e materiais, incluindo curas de enfermidades, do tipo do "pão nosso de cada dia": destas não costumamos esquecer. Mas convém também avaliarmos nossas necessidades em outras áreas, como deficiências que podemos perceber em nosso próprio caráter, as tentações que sentimos e das quais queremos nos livrar, o poder do Maligno que nos cerca, as oportunidades de servirmos ao Senhor proclamando e anunciando o Evangelho sem temor, a sabedoria e a revelação da vontade Deus em nossas vidas, o controle da nossa língua, a nossa completa santificação, as condições permitidas pelas autoridades para que tenhamos uma vida quieta e sossegada em toda a piedade e honestidade, e outras do gênero. Pensemos também nos outros, e façamos intercessão por eles: nossos irmãos na fé, os missionários e evangelistas, os novos convertidos, os nossos inimigos, as autoridades.
  • Sabe quem o pode conceder: invariavelmente é Deus, o Pai. Este é o ensino uniforme em toda a Bíblia. Existe apenas um versículo, João 14:14, em que foi inserido o pronome "me" em algumas versões, dando a entender que se deve pedir ao Senhor Jesus. Isto se deve ao fato que essas versões são traduções feitas da Vulgata Siríaca Peshita Aleph B33 onde consta esse pronome, em contradição com os demais textos bíblicos. O Senhor Jesus mesmo ensinou aos Seus discípulos que "naquele dia (depois da Sua ascensão) nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, Ele vo-lo há de dar. Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra." (João 16:23,24). Deus tudo opera através do Filho, "para que o Pai seja glorificado no Filho". Mas se pedirmos ao Filho, em Seu próprio nome (um contra-senso) onde fica o Pai, para receber a glória se Ele nos der o que pedimos?
  • Sente-se livre para "incomodá-lo" com o seu pedido: essa liberdade nos é garantida em Sua Palavra (p.ex. Filipenses 4:6) e, não só temos a liberdade para vir à Sua presença com nossos pedidos, mas somos encorajados e incentivados a fazê-lo (1 Timóteo 2:1). Lembremos que, segundo o modelo do "Pai Nosso", devemos pedir perdão pelos nossos pecados (infrações e omissões da perfeição requerida da nossa posição de filhos de Deus), tendo também já perdoado aos que nos prejudicaram de alguma forma, tornando-se assim nossos devedores. Convém sempre lembrar que a dívida que Deus já nos perdoou, que custou o precioso sangue de Cristo, é sempre maior do que qualquer uma que alguém tenha para conosco. É difícil mantermos nossa comunhão com Deus se não perdoarmos aqueles que nos ofendem, obedecendo ao Seu mandamento.
"Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?" (Mateus 7:11). Quando pedimos, nosso Pai nos dará bens: sabendo melhor do que nós aquilo que precisamos, a Sua resposta poderá ser surpreendente, talvez bem diferente daquilo que estamos esperando. Mas será para nosso bem.
Concluindo, lembremos as sábias palavras que um autor desconhecido nos deixou:

Pedi força e vigor
e Deus me mandou dificuldades para me fazer forte.

Pedi sabedoria
e Deus me deu problemas para resolver.

Pedi prosperidade
e Deus me deu energia e cérebro para trabalhar.

Pedi coragem
e Deus me mandou situações perigosas para superar.

Pedi amor
e Deus me mandou pessoas com problemas para eu ajudar.

Pedi favores
e Deus me deu oportunidades.

Não recebi nada do que queria.
Recebi tudo o que precisava.
A minha oração foi atendida.

25/04/2012

ORAÇÃO PARTICULAR

"Tu, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto te recompensará" Mateus 6.6
"Graças a Deus, agora tenho um quartinho que é realmente meu" – disse um crente – "um quartinho onde posso entrar, fechar a porta e passar um tempinho a sós com Deus!" Ele falou como se tivesse herdado um palacete, mas era somente um pequeníssimo quarto de sótão. Porém, bastava – pois ali podia afastar-se do mundo e reunir-se tranqüilamente com Deus.
Como filhos de Deus, e sacerdotes para Deus, podemos exercer os nossos direitos de acesso a Deus em oração particular, por Jesus Cristo nosso Senhor. Todos os crentes concordam sobre a necessidade e a importância da oração, mas quantas vezes acontece que as nossas reuniões de oração, tanto na freqüência como no poder, são as mais fracas de todas? Qual será a razão disto?
Creio que a resposta será, que há entre os crentes uma grande falta de oração particular, oração a sós com Deus. É na negligencia da falta de oração secreta que começa todo o relaxamento espiritual. Não é verdade que gastamos mais tempo lendo o jornal diário e as revistas mundanas do que passamos em oração com Deus? Disse um grande escritor cristão: "A oração secreta é a obra mais puramente espiritual de todas as obras humanas". Infelizmente, para muitos este tipo de oração é um dever penoso que se pratica somente em tempos de dificuldade ou aperto especial. Porém não deve ser assim, para uma alma sadia.
A oração não consiste em obtermos de Deus coisas que Ele parece sem vontade de dar-nos; não é uma espécie de encantamento para dirigir as ações de Deus. A oração é comunhão COM Deus; por ela entenderemos melhor os Seus caminhos, e seremos feitos mais semelhantes a Ele; os outros verão em nós os frutos dessa comunhão – o rosto de Moisés brilhou!…
Dediquemos uma hora e um lugar para a oração particular. Deus mesmo junto conosco, esperará com prazer aquela hora. Custar-nos-á tempo, pois a intimidade com Deus não se faz por cinco minutos apressados de manhã ou de noite. Na verdade, podemos orar rapidamente a Deus em qualquer hora ou emergência, como Neemias na presença do imperador persa (Neemias 2.4); mas a capacidade de orar efetivamente assim, numa emergência, só vem pela prática constante da oração particular em secreto; isto nos mantém no espírito de oração o qual é o verdadeiro "orar sem cessar" de 1ª Tessalonicenses 5.17.
Deve haver também a perseverança, pois "os homens deviam orar sempre e nunca esmorecer" (Lucas 18.1). Aguardemos as respostas, pois "aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele se torna galardoador dos que O buscam" (Hebreus 11.6). Tomemos contudo, cuidado – "Se eu guardar iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá" (Salmo 66.18); outrossim, se eu mantiver um espírito duro e irreconciliável contra um irmão ofendido, eu não me sentirei muito bem na presença do meu Deus – "Vai reconciliar-te primeiro com teu irmão" (Mateus 5.24).
"Um quartinho, realmente para mim e Deus!"… Um oratório onde Ele pode "ouvir a minha voz" e eu ouvir a Sua (Cantares 2.14). Outras coisas podem nos chamar, mas devem esperar; o encontro com o Pai, em secreto, tem que se realizar primeiro.

("Vigiai e Orai" - No.48 - maio de 1978)

20/04/2012

OBSTÁCULOS À ORAÇÃO

O maior privilégio do cristão é a oração – o falarmos publica ou particularmente com Deus, em adoração, confissão, petição, ação de graças ou intercessão. É privilégio que pertence a todo verdadeiro filho de Deus. Muitos por várias razões, não podem pregar, ensinar, cantar, escrever, viajar ou trabalhar no serviço do Senhor, porém todos – mesmo cegos, paralíticos e mudos! – podem orar.
Deus, "bendito e único Soberano, o Rei dos reis, e Senhor dos senhores, habita em luz inacessível" (1ª Tm 6.16), na incompreensível glória e majestade do Seu trono celestial. Nós estamos na terra – criaturas pecaminosas e mortais; mas em Cristo pela Sua graça temos recebido a vida, estamos "assentados nos lugares celestiais" Ef 2.5-6 e como filhos podemos falar ao Pai, a qualquer hora e em qualquer lugar (Ef 6.18; 1ª Tm 2.8).
A oração não é somente privilégio; é também um mandamento (Lc 18.1; 1ª Ts 5.17). As epístolas exortam constantemente os crentes a que orem, pois a oração é essencial à vida espiritual, tanto do indivíduo quanto da igreja.
Porém, será que todos oram?… Sempre?… ou de vez em quando?… ou nunca? O rei Davi orava pelo menos três vezes por dia Sl 55.17 e o primeiro ministro Daniel sentia a mesma necessidade Dn 6.10. Qual é o nosso costume? Temos o culto doméstico cada dia? Oramos particularmente em casa, pelo menos três vezes por dia, sem falhar? Tomamos parte nas orações da igreja – ou raras vezes freqüentamos esta reunião?
"Mas há sempre obstáculos!" - diz alguém, desculpando-se. Sim, existem obstáculos, impedindo-nos de orar, ou, se orarmos, de sermos atendidos. A Bíblia menciona diversos; eis alguns deles: -
  1. "Se eu atender a iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá" (Sl 66.18). Também – "As vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus; os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.2). Atos e costumes pecaminosos, permitidos na vida do crente, impossibilitam a eficácia das suas orações. A consciência lhe ferirá, tirando-lhe a tranqüilidade na presença de Deus; afinal, terá de deixar o pecado ou cessar de orar. Isto se refere ao crente sincero; o hipócrita fará orações longas e bonitas para esconder o seu pecado, mas não terão valor algum (Mt 6.5, 23.14).
  2. "O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável" (Pv 28.9). Há os que não querem aprender o ensino das Escrituras, especialmente em certos pontos que não querem obedecer; por isso negligenciam o estudo da Bíblia e recusam o ministério que os condena. As orações dos tais são "abomináveis" a Deus!
  3. "Estes homens levantaram os seus ídolos dentro de seu coração; …acaso permitirei que eles Me interroguem?" (Ez 14.3). Certos anciãos em Israel vieram ao profeta, para com ele orarem a Deus em tempos difíceis. Mas eram idólatras "em seus corações" – e Deus não permitiu que orassem. Há qualquer tipo de idolatria em nós crentes, que impede a oração eficaz? – a avareza (Ef 5.5; Cl 3.5), ou o amor do mundo (1ª Jo 2.15; Tg 4.4)? É possível ausentar-se da reunião de oração, e negligenciar as orações particulares, por causa de negócios materiais, ou de diversões, que ocupam o nosso coração mais do que os interesses espirituais. Somos idólatras!…
  4. "Quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas" (Mc 11.24). Estas palavras devem ser tomadas junto com o ensino de 1ª Jo 1.9. Conheço casos de crentes que recusaram perdoar irmãos que os ofenderam, mesmo quando estes se confessaram desejosos de reconciliação. Pedimos a Deus (e quão facilmente!) que nos perdoe as nossas ofensas, porém a condição é clara e inexorável: que perdoemos ao que peca contra nós.
  5. "Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites" (Tg 4.3). Alguns não recebem bênçãos porque não as pedem v.2 , mas há outros que pedem, porém não recebem, por causa do seu egoísmo; são carnais, procurando prosperidade, conforto, saúde e outras bênçãos materiais, unicamente para seu próprio prazer, para ter uma vida sossegada, cômoda e folgada; não consagram as suas bênçãos para o serviço de Deus e Seu povo. As nossas orações quando as fazemos, consistem somente em petições egoístas com o intuito de facilitar os nossos interesses materiais? Consagremo-nos de novo!…
  6. " Se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus.... e ser-lhe-á concedida; peça-a porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante a onda do mar… não suponha esse homem que receberá do Senhor alguma coisa - homem de animo dobre, inconstante em todos os seus caminhos" (Tg 1.5-8). Eis um obstáculo terrível à oração eficaz – a insinceridade. O crente pede a sabedoria, a direção divina em certa perplexidade ou dúvida no seu caminho. Porém ele não tem um verdadeiro desejo de acertar e seguir a direção do Senhor; ele quer tomar certo caminho seu, e resolveu tomá-lo, e embora pedindo a direção divina, realmente ele quer que Deus confirme o que já resolveu fazer! Um exemplo deste "animo dobre" é Balaão; vacilava ente a obediência a Deus (pois era profeta) e o desejo de receber o galardão prometido pelo rei Balaque (Nm 22). Sejamos sinceros em buscarmos a direção divina!
  7. Finalmente, temos em 1ª Pe 3.7 uma palavra ao marido crente, exortando-o a viver "a vida comum do lar" com consideração pela esposa, "para que não sejam impedidas as vossas orações". Marido e esposa são "co-herdeiros da graça da vida", e deviam orar juntos sobre a vida familiar e outros interesses comuns; mas como podem fazer isso, se o marido é arrogante, briguento e egoísta?
Eis aí então, algumas coisas que a Bíblia considera como obstáculos à oração. Há mais! Porém, não temos mencionado como obstáculos as circunstâncias adversas – a assim chamada "força maior" – que alguns crentes alegam como desculpa por não orarem. Creio que há poucas circunstâncias que podem realmente impedir a oração. Daniel estava em perigo de morte horrível se orasse - porém orou "como costumava fazer" (Dn 6.10); Jonas achava-se em "circunstâncias adversas" dentro do grande peixe – porém orou! Paulo, embora na prisão, orava – não pedindo que fosse libertado, mas que os crentes fossem fortificados na fé (Ef 1.17; 3.14; Fp 1.4; 2ª Tm 1.3, etc).
Se as Escrituras nos condenam a respeito deste assunto tão importante, vamos trazer tudo diante do Senhor (1ª Jo 1.9), para assim entrarmos no gozo e no poder de 1ª Jo 3.20-22.

14/04/2012

EM SEU NOME

Amados, vamos estar falando por algumas semanas sobre ORAÇÃO, e espero que este tema sirva para edificar sua vida.


Colocar as palavras "em nome do Senhor Jesus Cristo" e semelhantes, ao fim das orações, tem sido a praxe por tempos imemoriais. Para muitos são apenas as palavras finais de qualquer prece, vindo depois, automaticamente, o Amém. Parece que a prece fica incompleta sem estas palavras. É fácil aprender a terminar as orações com elas, sem refletir e entender o verdadeiro significado que elas têm.
Regra geral, a expressão "em nome de …" , é usada para denotar a representação de uma pessoa por outra. Por exemplo, freqüentemente um assistente ou secretário assina uma carta ditada ou redigida pelo seu chefe, após as letras "p.p." (por procuração) indicando assim que embora ele próprio esteja assinando, ele o faz com autorização do chefe, cujo nome aparece logo embaixo. O chefe assume toda a responsabilidade, embora a assinatura não seja dele, desde que o assinante realmente tenha a sua autorização e com as letras p.p. ou de outra forma ateste que assina em seu nome.
O Senhor Jesus disse aos seus discípulos: "… eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" (João 14:13-14). Observemos bem a clareza com que Ele determina a Quem o pedido deve ser feito (ao Pai), Quem vai atender ao pedido (o Filho), quem faz o pedido (os discípulos), em nome de Quem (do Filho) e a finalidade (para que o Pai seja glorificado no Filho). Segundo a regra acima, Ele estava ensinando que tudo o que fosse pedido pelos discípulos ao Pai com a autorização e sob a responsabilidade dEle, Ele o faria.
Não só os discípulos a quem o Senhor Jesus falava adquiriram a Sua autorização para orar em Seu Nome. O apóstolo Paulo esclareceu aos crentes da igreja de Corinto: "… haveis sido lavados, haveis sido santificados, haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus" (1 Coríntios 6:11). E, aos crentes colossenses: "quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai" (Colossenses 3:17). Como os membros da igreja em Corinto, todo aquele que foi lavado, santificado e justificado em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito Santo, tem por obrigação só falar e agir com a autorização e sob a responsabilidade do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai por Ele. Isso inclui as orações feitas a Deus Pai.
Este é o padrão elevado para a vida de todo o crente, como o apóstolo Paulo escreveu aos crentes da Galácia: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim". A chamada "regra de ouro" para o crente é ter sempre em mente a pergunta: "O Senhor Jesus faria - ou diria - isto?" antes de qualquer ação ou palavra, pois estamos agindo em Seu nome.
Todavia, mesmo depois de sermos salvos pela nossa fé em Cristo, e de sermos selados pelo Espírito de Deus, temos em nós ainda nossa velha natureza, que batalha com a nova que recebemos de Deus. "O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade" (2 Timóteo 2:19).
Se usamos o nome de Cristo diante do mundo, tenhamos cuidado com o nosso testemunho: não devemos estar vivendo em pecado. Infelizmente existem aqueles que declaram veementemente que seguem fielmente a boa doutrina apostólica, mas não suportam nem mostram qualquer amor, paciência, longanimidade, pelos seus irmãos em Cristo, ou são apanhados em outros pecados igualmente graves. O Senhor vê o coração e conhece aqueles que são Seus, mas o mundo só vê o exterior.
Não haveria necessidade da exortação para nos apartarmos da iniqüidade se automaticamente todos os nossos atos e palavras proviessem do Senhor Jesus. Temos portanto que admitir que, infelizmente, nem sempre estamos agindo ou falando com a autorização e sob a responsabilidade de Cristo. Nem quando oramos.
Dizer formalmente "em nome do Senhor Jesus Cristo" não dá autenticidade a nenhuma oração. É necessário que quem a faz, e o seu teor, tenham sido autorizados por Ele: somente têm a Sua autorização os Seus discípulos e aqueles que O receberam como Senhor e Salvador, e Ele só se responsabiliza pelos pedidos feitos por eles segundo a Sua vontade.
Orar em nome do Senhor Jesus Cristo significa estar no lugar dEle, identificado com Ele, em comunhão com Ele. Nenhum pecador pode se aproximar de Deus em seu próprio nome, e Ele só vai ouvir as orações que forem feitas pelo Seu Filho, através dos Seus servos: os que O receberam como Senhor das suas vidas. Deus vai responder à oração que permite que Ele seja glorificado em Seu Filho.
Assim, quando oramos em nome do Senhor Jesus, não estaremos orando por algo que desejamos de forma egoísta para nós próprios, mas por Ele, por Sua obra, por aquilo que sabemos ser da Sua vontade. Estaremos também vivendo em obediência ao Senhor Jesus, pois a promessa de atendimento é feita aos que O amam, e a evidência de que O amamos está em obedecermos aos Seus mandamentos, dos quais amarmos uns aos outros é o primeiro.
Finalmente, seria então uma redundância terminarmos uma oração com as palavras "em nome do Senhor Jesus"? Mesmo assumindo que somos Seus servos obedientes, e que o que pedimos está em conformidade com a Sua vontade, nunca é demais, ou redundante, declararmos claramente, para que todos possam ouvir, que não estamos pedindo em nosso próprio nome, o que seria inaceitável, mas unicamente pelos méritos e em nome do nosso Senhor e Salvador.
É verdade que Deus conhece os nossos corações, e sabe se assim é, mas ao pronunciarmos essas palavras estamos dizendo que obedecemos ao Seu mandado, e nos recordamos dEle. Também dessa forma O anunciamos a todos os que nos ouvem, com o propósito de que o Pai seja glorificado no Filho, como é o desejo dEle. Como poderá isto ser feito se Ele nem sequer for mencionado?
Mas há que se ter cuidado com as dissimulações! O uso dessas palavras por quem não está autorizado, ou pedindo algo que não está de conformidade com a vontade do Senhor Jesus Cristo, não fará com que seu pedido seja aceito.

09/04/2012

Estaremos Perdendo a Reverência?

Como se expressa a reverência a Deus dentro de uma igreja?

O santuário ou templo de Deus hoje é o corpo de Cristo. Ainda em Seu corpo físico, Ele o chamou figurativamente de templo (João 2:19 e 21). O corpo de Cristo é a Sua igreja, ou seja, a congregação dos crentes em qualquer lugar (1 Coríntios 3:16 e 17); este é como “um edifício que está sendo construído sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; este é o santuário dedicado ao Senhor para habitação de Deus no Espírito” (Efésios 2:20-22).
A igreja de Cristo conseqüentemente não tem, como tinham os israelitas, um tabernáculo ou templo físico para a habitação visível de Deus entre o Seu povo. Cada congregação de crentes que se reúne em nome de Cristo, é um templo de Deus. Não é o prédio onde eles se reúnem, seja ele uma residência, um galpão, uma casa, etc., mas as pessoas.
O templo israelita, mesmo quando ainda em forma de tabernáculo (1 Samuel 1:9), era um objeto visível, concreto, palpável; ele continha o santuário, o lugar santo, símbolo da presença de Deus entre o povo de Israel, Sua “Glória”. Nele havia um grande número de características que claramente tipificam a igreja de Cristo. Vou apenas citar três, que poderão nos ajudar a responder a pergunta em foco.
1. SANTIDADE: Tudo, que se encontrava dentro do tabernáculo, era separado exclusivamente para o serviço do Senhor. Por sua vez, a igreja de Cristo é composta de santos: todo aquele que nela ingressa pela graça de Deus mediante o novo nascimento em Cristo é santificado pelo Seu sangue - separado exclusivamente para o serviço do Senhor. Como disse Paulo “Não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim”. Mas a igreja local está sujeita à infiltração de pessoas não santificadas: os que se declaram cristãos, mas continuam incrédulos. Só Deus conhece o coração, mas se a igreja for zelosa na doutrina, o perigo poderá ser reduzido consideravelmente.
2. OBEDIÊNCIA: Todos os objetos e decorações, bem como os sacerdotes que ali serviam a Deus, seguiam uma prescrição divina detalhada dada através de Moisés. Todos os santos são chamados à obediência aos mandamentos de Deus. Estes são encontrados no Velho Testamento, e fazem parte da lei de Moisés, junto com muitas leis e regulamentos que dizem respeito apenas ao povo de Israel. Os que concernem à igreja são destacados no Novo Testamento, nos ensinos de Cristo e dos Seus apóstolos. Em 1 Coríntios 3:17, encontramos uma advertência séria a quem introduzir o pecado, que é desobediência, dentro da igreja: “se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado”. A destruição é conseqüência da entrada do pecado, e se faz por meio da corrupção ou depravação da igreja local. Se for permitido permanecer, o pecado a contamina toda, assim como o fermento da parábola (Mateus 13:33).
3. RESPEITO: É bem conhecida a ocasião em que Moisés, curioso, se aproximou de um arbusto em chamas que não se consumia, no monte Horebe, e o Senhor o chamou do meio da sarça e mandou que tirasse as sandálias dos pés, porque o lugar em que estava era terra santa (Êxodo 3:5). Da mesma forma o sucessor de Moisés, Josué, também recebeu a ordem de descalçar as sandálias dos pés na presença de Deus (Josué 5:15). Nas duas ocasiões o “lugar” em si não era um santuário ou um templo, mas a sua “santidade” consistia na presença de Deus nele. Para que o povo de Israel se conscientizasse da santidade da Sua presença, ele foi proibido, bem como seus animais, de até mesmo tocar no sopé do monte Sinai quando Moisés subisse para receber a Sua lei. Os sacerdotes israelitas oficiavam descalços dentro do tabernáculo e do templo, pois calçados traziam a imundície de fora. Em respeito à santidade do templo, os judeus não permitiam a entrada nele de gentios incircuncisos (Mateus 24:15, Atos 6:13, 21:28). Em relação à igreja, encontramos em 1 Coríntios ainda outra advertência, desta vez aos que desrespeitam os demais membros da igreja: “menosprezais a igreja de Deus (11:22) e quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si” (11:29). É o desrespeito aos demais membros da igreja, esquecendo-se que todos fazem parte do corpo de Cristo, que é o santuário ou templo de Deus. Para Deus, isto consiste em falta de respeito para Ele próprio; as conseqüências serão graves porque quem isso faz “come e bebe juízo para si”.
Santidade, obediência e respeito são os fatores que integram a reverência a Deus, que é refletida no conceito que temos pela Sua igreja.
  • Comecemos por nós próprios, “porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados”. Vamos refletir sobre o que fazemos com nossos corpos: “não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? … Glorificai a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6:19,20). A glorificação a Deus no nosso corpo consiste na pureza da nossa conduta, conforme os versículos precedentes. Mas nossos corpos devem ser oferecidos “em sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor, que é o nosso culto racional” (Romanos 12:1). Portanto, tudo o que fazemos com nossos corpos deve ser santificado ao Senhor, para Lhe ser agradável. Estamos constantemente na presença de Deus, através do “santuário” dos nossos corpos. Sejamos, portanto, reverentes.
  • Assim como nosso amor a Deus é provado pelo amor com que tratamos nossos irmãos, a nossa reverência a Deus é provada pela maneira com que agimos dentro da Sua igreja. Não se trata apenas da nossa atuação quando estamos em reunião para a Ceia do Senhor, mas em todo o nosso relacionamento com os demais irmãos, seja nas reuniões formais ou em qualquer outra atividade.
  • Nossa apresentação exterior diz muito sobre a reverência que temos: nossa postura, nosso linguajar, nossa maneira de vestir. Mesmo que não nos prostremos em terra, como faziam os antigos, nossa postura deve ser condizente com a reverência que devemos a Deus, no ambiente da Sua igreja reunida. Estejamos sempre atentos ao que ministra a Palavra, e evitemos perturbar aos nossos irmãos com atitudes de pouco caso nas reuniões (principalmente as solenes como a Ceia do Senhor), por exemplo constante senta/levanta, cochichos, leituras inadequadas para o momento, mesmo um cochilo.
  • O uso da palavra deve ser comedido, lembrando o que nos ensina o Pregador no livro de Eclesiastes: “Guarda o teu pé quando entrares na casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus e tu na terra; portanto sejam poucas as tuas palavras. Porque dos muitos trabalhos vêm os sonhos, e do muito falar, palavras néscias” (5:1-3).
  • Nossa maneira de vestir deve ser modesta, moldada com o ambiente de forma a não atrair a atenção, pois é uma maneira de externar a mansidão, humildade e pureza de caráter que almejamos.
A primeira epístola aos coríntios é rica em exemplos e conselhos, pois aquela igreja parecia possuir toda a espécie de problemas que podem aparecer na vida de uma congregação de crentes. É muito atual, porque o nível moral e religioso daquele tempo não é muito diferente daquele que nos rodeia, feitas algumas adaptações.
“Tirar as sandálias dos pés” demonstrava reverência na presença de Deus, mas tanto Moisés como Josué sinceramente tinham um profundo respeito por Ele, e foram além do que lhes fora requerido: Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus e Josué prostrou-se em adoração. Devemos reverentemente obedecer a Deus em nosso comportamento mas, se O amamos e tememos como aqueles dois servos, nós O adoraremos e serviremos com todo o entusiasmo, não só cumprindo aquilo que nos é requerido, mas procurando oportunidades de ação em que possamos glorificá-Lo ainda mais em nossas vidas.

04/04/2012

PÁSCOA E RESSURREIÇÃO

João 2: 13 a 25

Notamos que a festa em Jerusalém, para a qual o Senhor Jesus subiu nessa ocasião, é chamada aqui de “Páscoa dos Judeus”. Não é mais a Páscoa do Senhor (Êxodo 12:27). Após a Sua morte ela foi reduzida a uma festividade religiosa judaica, um ritual somente. Aquele que a Páscoa representava já veio: "Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado" (1 Coríntios 5:7).
Naquele tempo a celebração da páscoa acontecia anualmente no templo em Jerusalém. Era uma das três festas anuais que exigiam o comparecimento de todos os homens, sendo as outras a festa de Pentecostes e a dos Tabernáculos. A festa da Páscoa comemorava o livramento dos judeus da escravidão no Egito (Êxodo 12:1-13) e começava aproximadamente no décimo quarto dia de abril em nosso calendário, durando sete dias ao todo. A Páscoa propriamente era celebrada no dia inicial, seguindo--se depois a festa dos Pães Asmos.
Muitas famílias judias viajavam do mundo inteiro para Jerusalém durante essas festas. Assim, durante a Páscoa, a área do templo ficava sempre abarrotada com milhares de visitantes além dos seus habitantes.
Todo israelita de vinte anos para cima tinha que pagar anualmente na tesouraria sagrada do templo meio siclo como um oferecimento ao Senhor (Êxodo 30:13-15), e isto com a tradicional e antiga moeda hebraica deste valor exato. O povo também era obrigado a oferecer animais como sacrifício pelos pecados. Muitos não podiam trazer consigo seus animais porque vinham de longe, ou porque não dispunham de animais nas perfeitas condições exigidas.
Havia, portanto, grande procura de moedas de meio siclo assim como de animais próprios para os sacrifícios e holocaustos na festa da Páscoa. Para facilitar o comércio, os líderes religiosos permitiam que cambistas de moedas e comerciantes montassem suas bancas e barracas na corte dos gentios no templo, mediante um aluguel. Era lucrativo para os negociantes e rendoso para os sacerdotes, à custa dos que vinham oferecer sacrifício. O templo de Deus estava sendo usado de forma inadequada, e a perseguição do ganho material e o uso de práticas gananciosas predominavam. A Casa de Deus tinha se tornado em uma espécie de bolsa de mercadorias ou feira livre.
O Senhor indignou-Se com isto e, tendo feito um chicote de cordas, expeliu todos do templo co m seus animais, espalhou o dinheiro dos cambistas e virou-lhes as mesas, dizendo aos que vendiam as pombas “tirai daqui estas coisas: não façais da casa do meu Pai casa de negócio”, pois estavam fazendo um escárnio da casa de Deus. Ao término do Seu ministério, aproximadamente três anos mais tarde (Mateus 21:12-17; Marcos 11:12-19; Lucas 19:45-48), Ele repetiu esta “limpeza”, pois o motivo de lucro daquela gente era mais forte que o desejo de conservar a santidade do templo.
Deus sempre preveniu Seu povo contra o uso do culto a Ele para o seu próprio enriquecimento. O que o Senhor fez naquelas ocasiões não foi cruel ou injusto, mas era apenas a manifestação da Sua santidade e justiça, o que fez com que Seus discípulos se lembrassem do versículo em Salmo 69:9... “o zelo da tua casa me devorou”. Este salmo é citado dezessete vezes no Novo Testamento e é um dos seis salmos mais citados no Novo Testamento (é citado novamente em João 15:25 e 19:28-29 - os outros salmos que frequentemente são citados são 2, 22, 89, 110 e 118).
Os judeus (entendendo-se aqui os religiosos que administravam o templo) que se consideravam "donos" do templo se indignaram: como não haviam sido consultados, demandaram que o Senhor lhes provasse que tinha autoridade para o que havia feito.
A Sua resposta os deixou espantados, pois declarou “Derribai este santuário, e em três dias o levantarei”. Não prestando muita atenção às palavras que Ele usou, entenderam que o “santuário” seria o templo de onde o Senhor Jesus havia acabado de expulsar os comerciantes e cambistas. Este era o templo construído inicialmente por Zorobabel 500 anos antes, que fora arruinado pela ação dos inimigos e pelo descaso dos judeus, mas estava em fase de reedificação por Herodes, iniciada 46 anos antes (a reedificação só se completou em 65 AD, mas o templo foi completamente destruído pelos romanos cinco anos depois, como fora predito pelo Senhor conforme Lucas 19:41-44).
No entender dos judeus, este poder que o Senhor Jesus se arrogava seria uma blasfêmia. Foi disto que O acusaram em seu julgamento diante dos principais sacerdotes e do sinédrio, aceitando um testemunho que distorcia as Suas palavras, pois declarava que Ele dissera: “Posso destruir o santuário de Deus” ao invés de “Desamarrai este santuário” (Mateus 26:61).
A palavra que Ele usou, traduzida como “derribai” foi "luo" que também significa “desamarrai” e a palavra que usou no versículo 19 e os judeus repetiram no versículo 20 é “naos” que se refere ao santuário interior do templo (nos versículos 14 e 15, a palavra usada para “templo” é “hieron” que significa o edifício inteiro: era o pátio exterior que fora contaminado e precisava de uma limpeza, não o santuário interno). A palavra “naos” é usada em 1 Coríntios 6:19 onde lemos que o corpo do crente é o santuário do Espírito Santo.
A palavra traduzida “levantarei” é “egeiro”, que também significa “acordarei” (Romanos 13:11) também traduzida como ressuscitar (dos mortos) em outros lugares (Atos 26:8, 2 Coríntios 4:14, Hebreus 11:19). Ao dizer: “Desamarrai este santuário e em três dias eu o acordarei dos mortos”, significou que eles "desamarrariam" o Seu espírito (por morte do Seu corpo humano) e o próprio Senhor Jesus “o acordaria (Seu corpo) da morte” depois de três dias (Mateus 12:39-41, 16:4). Assim como o Senhor usava parábolas para confundir os incrédulos, Jesus Cristo teria usado essa expressão ambígua para confundir os Seus inimigos. Os Seus ouvintes não deram conta que Ele era maior do que o templo (Mateus 12:6)!
Assim como os judeus, os discípulos também não entenderam o Seu pronunciamento. Somente depois de realizada a ressurreição foi que eles se lembraram, creram nas Escrituras (ferido e esmagado - Isaías 53:5, cortado – Daniel 9:26, sua alma não ficaria no Seol, nem seu corpo veria corrupção - Salmo 16:10), e compreenderam o Seu alto significado. O alto significado foi que, tendo Cristo cumprido tão perfeitamente a Sua predição, ela se tornou em uma das mais fortes provas da Sua reivindicação de ser Deus: só Deus poderia dizer que ressuscitaria o corpo depois de três dias!
Durante a festa, o Senhor fez sinais milagrosos que fizeram com que muitas pessoas vissem e cressem em Seu nome. Mas não era uma fé salvadora: elas somente aceitavam a legitimidade das maravilhas que viam. Embora acreditassem em Seu poder, pelo que testemunhavam, Ele não confiava nelas porque conhecia a natureza humana (Jeremias 17:9), e sabia que sua fé era superficial. Muitas daquelas pessoas que diziam crer no Senhor Jesus naquela ocasião seriam possivelmente os mesmos que mais tarde gritariam “crucifica-O”. É fácil crer quando muitos outros pensam da mesma forma dando um sentimento de bem estar, mas que na realidade é uma falsa segurança.
Mesmo hoje, muitos que dizem que creem em Jesus Cristo não vão além de somente crer nos fatos do Evangelho. A não ser que confiem no Senhor Jesus como seu Salvador, que deu a Sua vida pelos seus pecados e para a sua justificação, sendo Ele a sua única esperança para salvação da condenação eterna pelos seus pecados, e se dispuserem a declarar a sua fidelidade ao Senhor Jesus Cristo, mesmo se correrem risco de morte pelos Seus inimigos, eles não possuem a fé salvadora.

29/03/2012

EVANGELIZAI OS POVOS

Lucas 4:18

Que quer dizer “evangelizar”? É fácil responder, “pregar o Evangelho”! Porém, a palavra Evangelho quase perdeu a sua significação bíblica nestes dias de inúmeras religiões e filosofias. Na sinagoga de Nazaré, o Senhor Jesus, citando Isaías 61:1, mostrou o verdadeiro significado de "evangelizar": pregar as boas novas de Deus para o mundo.
Realmente, a palavra “evangelizar” é de origem puramente bíblica. Deus tinha uma coisa a declarar que os homens nunca poderiam descobrir sem uma revelação especial. Evangelizar é proclamar a boa nova e alegre mensagem da salvação eterna pelo poder de Deus, a qual Ele oferece gratuitamente a todo pecador que crê (Romano 1:16; 3:21-24; 6:23). Evangelizar é mostrar aos homens a entrada para um novo estado espiritual e moral que Deus possibilitou por meio da Sua obra sacrificial no Calvário (Romanos 5:18; 6:11; 8:16).
Notemos a distinção, no Evangelho, entre a cruz da expiação e a tragédia da crucificação. Esta, a tragédia, mostrou o homem em seu pior aspecto. Foi o crime dos séculos que revelou a origem diabólica de todo pecado humano (Atos 2:23). Ao mesmo tempo, a cruz da expiação foi o ato mais sublime do Deus eterno e perfeito (João 3:16; Romanos 5:8); foi o sacrifício divino que custou tanto ao Pai como ao Filho (2 Coríntios 5:19 ... Deus estava em Cristo); foi inteiramente voluntário; resolveu plenamente o problema do pecado humano (Isaías 56:6; 1 Pedro 2:24); serviu para desfazer as obras do diabo (1João 3:8), livrando o crente do seu poder. Crer no Senhor Jesus Cristo é aceitar para si, por um ato de vontade e de coração, a nova vida que Deus propõe; a cruz formará o motivo desta vida (Gálatas 2:20).
É importante que a nossa pregação apresente ao ouvinte não somente o seu estado em Cristo, ao crer nEle, como também as suas relações com Cristo na conduta prática da vida, relações estas que deviam determinar o seu procedimento em todos os aspectos da sua vida diária, em tudo, afinal, que ele planeja e faz. Tudo isso deve ser pregado como envolvido na redenção de Cristo (Romanos 12:1-2; Efésios 2:10).
Cada passo dessa vida divina no crente deve seguir o princípio de lealdade à luz recebida (João 8:12). Por falta de entenderem isto, muitos que entraram na igreja, realmente crentes em Cristo, fazem pouco progresso no seu conhecimento da vontade de Deus. Uma prontidão para agir, passo a passo, em obediência a essa luz, é só isto que o Senhor requer, e não a compreensão da Bíblia inteira num só dia! Não cabe, então, ao evangelista, exigir dos ouvintes a aceitação dum sistema completo de teologia e de ordem eclesiástica, pois haverá mais tarde um tempo próprio para a instrução de tais coisas. O trabalho essencial do evangelista é conduzir a alma do pecador a um contato vivo com Cristo, para que consiga um conhecimento pessoal e íntimo de Deus (João 14:7-10). Somente desta maneira é que se pode começar e continuar a experiência cristã (Marcos 4:26–28; Filipenses 3:13–14).
Uma ilusão comum entre obreiros evangélicos é que deveriam converter o povo em massa, conforme o exemplo de pregadores famosos que promovem grandes campanhas evangelísticas. Lamentam o fato de que só uma, duas ou três pessoas se tenham convertido depois de muitas pregações, orações, visitas e outros esforços evangelísticos; em seguida caem no desânimo e querem desistir da obra só por serem “poucos” os convertidos.
Mas uma das características notáveis do Evangelho, é que um só novo convertido pode ganhar muitos outros pela maravilha duma nova vida. Por exemplo, um moço de 17 anos entrou ”por acaso“ numa pequena igreja em Londres para abrigar-se duma tempestade de neve; havia poucas pessoas na reunião e o pregador estava ”substituindo” o pastor ausente. O moço foi convertido pela simples mensagem que ouviu, mas o pregador e a pequena congregação nada souberam, e decerto não poderiam saber que aquele moço desconhecido iria se tornar o maior pregador do século XIX – o grande Charles H. Spurgeon. Assim, a conversão de um poderá ser a conversão de mil; “vede como um pequeno fogo põe em brasas a grande floresta!“(Tiago 3:5).
Lembremo-nos, afinal, de que todos os homens não crerão no Evangelho para serem salvos. Mesmo debaixo do ministério do próprio Cristo, todos não se converteram. Muitos, vendo os milagres e atraídos pelos Seus ensinos, creram nEle, porém, ao tornar duro o Seu discurso, aqueles discípulos O abandonaram (João 6.66). O mesmo Evangelho que para alguns é cheiro de vida para a vida, para outros será cheiro de morte para a morte (2 Coríntios 2:16). A pregação fiel do Evangelho resultará na salvação de alguns e no endurecimento de outros; mesmo a ressurreição de Lázaro teve este resultado duplo (João 11:45-46). O evangelista, reconhecendo isto, fará o seu trabalho e deixará o resultado com Deus. O que ganha almas é sábio (Provérbio 11:30).

26/03/2012

AS BOAS NOVAS

William Tyndale (c. 1494-1536), um grande batalhador pela tradução e disponibilização das Escrituras Sagradas em meio às trevas medievais, esclareceu que a palavra grega “Evangelion” (que chamamos evangelho) significa notícias boas, joviais, de grande contentamento e júbilo, que alegram o coração do homem e o fazem cantar, dançar e pular de alegria.
Foi Tyndale quem primeiro traduziu a Bíblia diretamente dos textos hebraico e grego para o inglês popular do seu tempo, e usou a imprensa inventada por Guttenberg naqueles dias para divulgar sua tradução ao povo. Combatido ferozmente por autoridades civis impulsionadas pelas grandes instituições religiosas, foi eventualmente encarcerado no castelo de Vilvoorde em Bruxelas por mais de um ano, acusado e condenado à morte como herege, sendo então estrangulado e queimado em um poste à vista do público, acrescentando assim seu nome ao de milhares de mártires executados durante as décadas da chamada Reforma Protestante.
Estes homens deram a sua vida para levar o Evangelho a povos dominados pela falsa “Igreja”, que os proibia de aprender as boas novas da salvação gratuita obtida mediante a fé em Cristo, para obrigá-los a ficar submissos e sustentar, a duras penas, o luxo, ostentação, poder e glória da instituição papal, ou de outras que surgiram por conveniências políticas.
As vidas sacrificadas por esses pioneiros não foi em vão, pois outros batalhadores surgiram e o Evangelho foi anunciado, proclamado e ensinado pelos quatro continentes então conhecidos, enfrentando a poderosa oposição e influência dessa e outras “igrejas” apóstatas, particularmente nos países latinos.
Embora a oposição física ao Evangelho tenha quase terminado no ocidente, surgiram seitas cheias de heresias enganando a muitos e confundindo os incrédulos. As religiões falsas, espíritas, que vêm desde a antigüidade e o maometanismo (islamismo) fundado no século 7 depois de Cristo cresceram, e acrescentaram sua influência contrária ao Evangelho.
Dois séculos atrás o inimigo deu início a uma ideologia que se espalhou e está se tornando no maior obstáculo à fé cristã: o materialismo, subjacente no homem impiedoso, foi inflamado por teorias enunciadas por Darwin, e conduziu ao evolucionismo.
Declarando-se ser a verdadeira ciência, o evolucionismo nega a existência de Deus e procura de todas as formas interpretar a origem do universo como sendo algo fortuito, um efeito sem causa, uma perfeição saída do caos (conceitos nada científicos…). A sua oposição é vigorosa contra o Evangelho, atacando diretamente o conceito de uma realidade espiritual, um Deus criador, a criação especial do homem, o pecado, a redenção, a vida eterna, etc.
O mundo, inimigo de Cristo, recebe bem o evolucionismo, porque justifica a sua impiedade, e o faz sentir-se irresponsável pelos seus atos diante de um Ser supremo. O evolucionismo é ensinado nas escolas e nas universidades como se fosse verdade incontestável, provado, segundo dizem, pela evidência dos fósseis, das descobertas arqueológicas, etc., vistos pelo seu prisma. Os cientistas que não aceitam o evolucionismo, porque sabem e podem provar toda a sua fragilidade e inconsistência, são desprezados e impedidos de proclamar os seus protestos.
Em suma, através dos séculos o Evangelho tem enfrentado:
1. A oposição violenta do paganismo no início - a dedicação dos apóstolos e a dos seus discípulos fez com que o Evangelho fosse proclamado, com o poder do Espírito Santo, e se espalhasse pelo mundo conhecido.
2. A oposição violenta da falsa “igreja” durante a Idade Média - ela quase conseguiu emudecer o Evangelho, mas novamente o Espírito Santo impeliu homens corajosos a disseminá-lo com o risco das suas vidas, e a sua mensagem salvadora se espalhou pelo mundo.  
3. A apatia gerada pelo evolucionismo - talvez a maior barreira de todas, convencendo o mundo da inexistência de uma realidade espiritual, ou Deus. Em outro contexto, mas bastante semelhante, a Bíblia nos diz: “E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça” (2 Tessalonicenses 2:11,12). O mundo está voltando à situação lamentável de que lemos na passagem de Romanos 1: 22 a 32.
A barreira só pode ser derrubada com a convicção e a proclamação da verdade absoluta da Palavra de Deus, em sua integridade, por homens esclarecidos e cheios do Espírito Santo. Encontramos muitos hoje comprometendo a sua fé sincera em Cristo ao dizerem: “A Bíblia trata de coisas espirituais, e os relatos do Gênesis não têm base científica”, ou procurando acomodar a criação e o dilúvio com as teorias evolucionistas. Não existe compatibilidade: o evolucionismo é ateísta por excelência. Felizmente todas as descobertas científicas se coadunam perfeitamente com o relato bíblico (e não com o evolucionismo), havendo já missões cristãs que usam cientistas de renome para provar isso aos que se encontram em dúvida.
A alma do incrédulo está sedenta, o pecado continua a pesar em sua consciência, e o evolucionismo não lhe dá segurança, nem conforto, nem esperança. Ele precisa de “boas-novas de uma terra remota”. O Evangelho supre essas necessidades, é a água fresca para sua alma sedenta.
O Evangelho desde o início se propagou mediante três métodos, e ainda são os que usamos hoje:
1. Evangelizando: este verbo vem do grego “euaggelizo”, usado em Atos 8:4,35, 5:42 e vários outros lugares. Os crentes que foram dispersos, Filipe, e os que iam de casa em casa evangelizavam, ou sejam, contavam as alegres notícias do Evangelho aos outros, pessoalmente. Era algo excelente que queriam participar aos seus parentes, amigos, vizinhos e todos que quisessem ouvir. Estamos felizes com a nossa salvação? Contemos aos outros.
2. Proclamando: na Bíblia o verbo grego é “kerusso”, encontrado cinqüenta e nove vezes, inclusive em Marcos 16:15, Lucas 4:18,19, Romanos 10:14,15. Hoje em dia há muitos meios de fazer a proclamação: a congregações dentro e fora dos recintos, a todos os que estiverem ouvindo por rádio ou televisão, aos que buscarem nosso site na internet. Paulo declara: “Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas!” (Romanos 10:15).
3. Ensinando: grego “didasko”, dos três o mais usado na Bíblia, sendo encontrado 105 vezes. É instruir, participar conhecimento, logo quem instrui deve aprender primeiro. O Senhor Jesus era um grande e admirado ensinador, pois era autoridade na matéria mais do que ninguém (Mateus 5:2, 7:29, etc.). As Escrituras devem ser ensinadas “a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Timóteo 2:2). Os bispos de uma igreja devem ser aptos para ensinar (1 Timóteo 3:2).
Na situação em que nos encontramos agora, o mandamento do Senhor Jesus continua sendo: “ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28:19,20). Esta é a única maneira de penetrar a barreira construída pelo “príncipe deste mundo”. Paulo declarou que não se envergonhava do Evangelho, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
Não podemos deixar de mencionar que hoje, mais do que nunca, somos devedores a todos, sábios ou ignorantes, de levar-lhes as Boas-Novas do Evangelho assim como as recebemos, pois são como água fresca para as almas sedentas.
Muitas novas maneiras engenhosas e imaginativas de apresentar o Evangelho estão sendo experimentadas, às vezes parecendo que visam mais a diversão do que a conversão. Podemos nos sentir desconfortáveis ao vê-los, ou duvidar dos motivos. Mas Paulo nos ensina: “Mas que importa? Contanto que, de toda maneira, ou por pretexto ou de verdade, Cristo seja anunciado, nisto me regozijo, sim, e me regozijarei."
Façamos a nossa parte, sejamos fiéis ao que fomos mandados, e Deus nos abençoará, não necessariamente com conversões, pois a semente pode não cair em terra fértil, mas nosso trabalho nunca é vão no Senhor (1 Coríntios 15:58).

DE LUGAR NENHUM, PARA O LUGAR ONDE DEUS VAI TE USAR

DE LUGAR NEMHUM PARA O LUGAR QUE DEUS VAI TE USAR 13/05/2020 1 Samuel 16, 17, 18 e 19 Certa vez ouvi um missionário testemunhando qu...