Gostaria que voce prestasse antenção no que vou ler
SE O AMANHÃ NÃO VIER...
Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir
Eu aconchegaria você mais apertado,
E rogaria ao senhor que protegesse você.
Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta,
Eu abraçaria, beijaria você, e chamaria de volta,
Para abraçar e beijar uma vez mais.
Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz em oração,
Eu filmaria cada gesto, cada palavra sua,
Para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia.
Se eu soubesse que essa seria a última vez,
Eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer: EU TE AMO
Ao invés de assumir que você já sabe disso.
Se eu soubesse que essa seria a última vez,
Eu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, ao invés de pensar:
"Bem, tenho certeza que outras oportunidades virão, então eu posso deixar passar esse dia."
É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão,
E nós teríamos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta.
É claro que haverá outro dia para dizermos um para o outro: "EU TE AMO",
E certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro:
"Posso te ajudar em alguma coisa?"
Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos,
Eu gostaria de dizer
O QUANTO EU AMO VOCÊ,
E espero que nunca esqueçamos disso.
O dia de amanhã não esta prometido para ninguém, jovem ou velho,
E hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado, a mão da pessoa que você ama.
Se você está esperando pelo amanhã, porque não fazer hoje?
Porque se o amanhã não vier, você com certeza se arrependerá pelo resto de sua vida,
De não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo,
Porque você estava "muito ocupado" para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o último desejo que ela queria.
Então abrace seu amado, sua amada, seu filho, sua filha bem apertado, sussurre em seu ouvido o quanto ama, e o quanto quer perto de voce, porque se o amanhã não chegar voce nao tera do que se arrepender.
Este texto foi escrito por um marido de uma aeromoça que estava no avião da TAM, que caiu a alguns anos em SP.
Tres coisas que eu queria falar pra voces, cuidado com as seguintes palavras, AMANHÃ, DEPOIS E SI, estas são as palavras que nos impedem de viver, quero te dar uma noticia, o amanhã não existe, ninguem faz nada amanhã porque quando o amanhã chegar ja é hoje.
Vou emagrecer amanhã, emagreça, vou comprar amanhã, compre, ninguem compra amanhã, Jesus vai voltar quando, hoje, porque se ele voltar amanhã nós não vamos estar aqui.
Então qual é o dia mais importante da sua vida, o hoje, quando voce tem que amar, quando voce tem que fazer, quando voce tem que mudar, quando voce tem que se converter, hoje, porque amanhã, amanhã, que amanhã, quem é que faz alguma coisa amanhã, ninguem faz nada amanhã, so naquele filme de volta pro futuro, tudo tem que ser feito quando, hoje, porque o amanhão pode não chegar, viva intenssamente, viva como diria o sabio padre Leo, viva como se fosse o ultimo dia, uma hora voce acerta.
Quero falar com voce hoje, uma mensagem que pode mudar a minha e a sua história.
APENDENDO COM AS COISA SIMPLES DA VIDA
Nós complicamos demais o viver, criamos circunstancias fabulosas, pra justificar coisas simples, deixamos que o ativismo roubasse o valor do nosso lar, onde o ter é mais expressivo que o ser, vivemos tanto, trabalhamos tanto, corremos tanto, nos preocupamos tanto, e a morte chega e não temos mais tempo, por isso eu quero falar de coisas simples nesta noite, mas coisas simples que pode mudar nossa história.
Quero falar das coisas simples da vida, porque nestas coisas simples Deus pode enviar grandes oportunidades para mudar sua vida.
Que voce acha que é simples, uma empresa america de aviação economizou no ano de 1.997 40.000 dólares no ano, so porque tirou uma azeitona das saladas que eram servidas no vôo, simples né, economizar 40.000 no ano so tirando uma azeitona. Uma coisa simples pode mudar sua história.
Tem uma história, so pra entrarmos no texto, que um monge estava peregrinando com seu discipulo, e ensinando a cerca de valores e eles se apoximam de uma tapéra, uma casa pobre, mas pouperrima mesmo, e ve uns meninos magrelinhos, sujos desnutridos, um pai de familia feio, mal vestido, e o monge então se aproximou e perguntou: moço que tanta miséria é esta? E o moço entao responde: minha vida é muito dificil, o senhor não conhece minha realidade, so tenho uma vaquinha é a unica coisa que tenho, minha vaquinha da um leitinho, onde tiramos um pouco para fazer o queijo, outro pouco bebemos e um pouco trocamos com outros.
Então o monge foi embora com o discipulo e andou uns 500 metros, e escutou um mugido, e viu a vaquinha na beira de um precipicio, então o monge falou para seu discipulo, empurre a vaquinha, e o discipulo falou, ta louco, é a unica coisa que eles tem, é so esta vaquinha, e o monge insistiu, empurre a vaquinha, entao o discipulo empurrou e a vaquinha virou carne moida. e o monge falou agora corre, da no pé.
E passado uns 20 anos este discipulo virou monge, e fazendo suas peregrinações ele passou no mesmo lugar e encontrou uma manção, um land rover na garagem, uns homens bonitos, vistosos, bem vestidos, e um senhor, entao o monge lembrou da fisionomia dele e perguntou, olha era o senhor q morava aqui ha 20 anos atras, sim sou eu, mas que aconteceu ganhou na loteria, que aconteceu pro senhor mudar assim, e o homem respondeu, aconteceu uma tragédia, sim uma tragédia, eu tinha uma vaquinha e ela morreu, e mau sabia ele com quem estava falando.... então começamos a cultivar a terra, e foi dando certo, compramos mais terras e hoje temos o que temos.
Quero dar uma noticia pra você hoje, mata sua vaquinha, mata aquilo que faz você continuar na mesmice ta esperando algo grande acontecer, pega uma coisa pequena e muda sua história, então as oportunidades da vida estão nas coisas pequenas, e o dia mais importante de sua vida qual é? O HOJE.
Anote isso ai, pra quando você ficar triste ai você vai ler o ultimo dia da minha vida pode ser hoje.
Temos que aproveitar as coisas simples, as vezes vamos a igrejas e queremos ver, bola de fogo, vassoura de fogo, anjos subindo e descendo, tem igrejas que deveria ao lado do corpo de bombeiros, de tanto fogo, mas tem anjos aqui neste lugar, mas ta na hora de aproveitarmos e pra isso vou te mostrar três coisinhas básicas, na vida de três pessoas simplórias que pode aplicar em nosso contexto de vida.
1 - 1 Samuel 16:13
Estamos diante de um fato sensacional, onde Deus chama Samuel e diz, to por aqui com Saul, e já escolhi outro camarada pra por no lugar dele, e Samuel diz, calma Senhor, fica nervoso não a tradução é minha, tenha dó de Saul, o menino não sabe administrar ele é o primeiro rei, e Deus disse, enche o chifre de azeite e da um pulinho la na casa de Jessé e fica quietinho quando você chegar lá, então vou te falar quem é o cara. E chegou na casa de Jessé, vim aqui e quero que me apresenta os meninos, trouxe Eliabe o primogénito, Samuel olhou disse, deve de ser este, e Deus falou fica quieto, eu não disse nada, Samuel perguntou tem mais filhos tem, e veio trazendo um a um, então Samuel falou que não era nenhum destes, e tem mais alguém, e Jessé já passei sete quer mais o que, lembrei ainda tem o meu caçulinha, e onde ele esta, esta no trabalho, e se era hora de trabalho que sete marmanjos estavam fazendo atoa na casa. Nunca vi Deus chamar vagabundo, desocupado, Deus só da trabalho pra quem já tem muito trabalho, Samuel então falou, chama o garotinho que eu to afim de falar com ele.
Alguém foi la e falou Davi meu filho, ta uma muvuca la em sua casa, o profeta ta la, já passou todo mundo, já reprovou todo mudo, tão so esperando você, então chegou Davi e fico imaginando Samuel olhando pra Davi, tem mais nao Jesse, nenhum extra, perdido, entao Deus fala é este, Samuel unge e da no pé, volta pra Ramá, e o espirito do Senhor se apoderou de Davi, isso é significativo, isso é grande, entao que aconteceu com Davi, nada, virou rei, não, apacentou ovelhinhas, foi tomar um banho pra tirar o azeite, foi ungido pra que, apacentar ovelhinhas, algo grande não mudou a vida dele, e Saul começou a ter um problemão la, não dormia, nao tinha gardenal, lexoatan, entao apelou para musicoterapia, não tinha musico nenhum que tocava, entao um disse que conhecia um filho de Jesse que era musico e toca pra caramba, ai então Davi virou musico do Rei e o que aconteceu com ele, nada, tinha asseço ao palacio, tocava pro rei dormir depois do almoço, ai Saul diz, gostei de voce e agora voce vai tomar conta das minhas armas, pagem de armas, que legal, e o que aconteceu com ele, nada.
Agora Davi ja tinha tres empregos, musico, ungido, pastorzinho, cheios de coisas expressivas mas nenhuma mudou a historia dele. Mas um dia quando ele chega em sua casa seu pai diz que estava precisando dele, seus quatro irmão mais velhos lutam no exercito de Saul, então eu queria que voce fizesse o seguinte, amanhã voce levanta mais cedo prepara uma corrocinha com pão e queijinho e da um pulinho la pra levar para seus irmão e para o comandante, pra não colocar seus irmãos na frente, e o que ele queria dizer com isso, equanto o meus filhos estiverem vivos, vai ter quejinho todo dia, agora se morrerem este é o ultimo queijo, e o que Davi poderia falar, não vou, que humilhaçao é esta carrocinha de pão com queijo, eu sou o ungido lembra, que o samuca veio aqui e jogou o azeite em minha cabeça, musico do rei, tenho asseço ao palacio eu nao posso fazer isso, é uma coisa insignificante, Davi podeira fazer isso, poderia, porque tinha tres irmãos lutando e ainda tinhas mais quatro em casa sem fazer nada e Davi tres empregos, e o pai ainda fala levanta mais cedo, pãozinho, quejinho, carrocinha e vai.
Davi poderia dizer não, porque isso éra uma coisa simples, insignificante, pra quem ja foi ungindo, mas parece que Davi sabe que os humilhados serão exaultados, e aquela carrocinha de pão com queijo vai mudar a história do cara, o que levou a ir lutar com o gigante, ser um heroi de guerra em Israel, o que foi, a unção, a musiquinha, o que que foi, a carrocinha de pão e queijo, uma coisa simplis de mais e feliz, nós é que complicamos, Deus diz, aja luz e houve, faz a separação houve a separação, mas o homem diz que houve uma explosão montes de estrelinhas, e é assim que a gente gosta, e Deus diz faça luz e houve luz.
Uma corrocinha, eu nao sei qual a carrocinha em sua vida, ela pode ser o cafe da manhã em sua casa, o almoço, o desligar da tv, mas é so isso, sim so isso nas coisas simples nós podemos mudar a história da nossa casa, costumo dizer que que a oportunidade é um cara careca, pelado, ensabuado e voce tem que se virar pra agarrar ele, que aparece uma vez so em nossas vidas, so que as pessoas esperam uma coisa mirabolante, gigantesca, mas foi uma carrocinha que levou Davi a gritar tem algum homem ai, todo mundo com medo, e ele lembrou de toda historia que tinha com Deus e falou, fala pro gigante que eu mato ele, o pessoal deve ter falado o que, maconha, olha na carrocinha quem crack, gente onde fica a cracolandia que esse menino anda frequentando, ele foi levado ali, matou o gigante, foi heroi de guerra, por uma coisa simples da vida, uma carrocinha, as coisas simples da vida estao sendo abandonadas.
2- João 6:9
O Andre falou esta frase o que é isso Senhor pra tanta gente, isto é fantastico.
Jesus vai dar uma palavra e muita gente, e um garoto sai de casa e prepara um lanchinho pra ele cinco pães e dois peixinhos, o garoto sai e nao sabe a hora que vai voltar, e chega la quem é que ta pregando, Jesus, ai ele senta aquele montão de gente, e Jesus pregando e so pregava prego grande e o tempo passando ele nem via, e derrepente depois que pregou pra caramba, então chamou Felipe, vamos dar comida pra este povo, e Felipe deve ter falado, fala baixo, são crentes, comida e crente é um negocio complicado o povo come com fartura, e Felipe falou e onde nós vamos conseguir isso, não tem padaria aqui pra arrumar pão pra este povo, ai Andre acho que estava com fome e não era de hoje, ja estava fazendo uma pesquisa de campo, andou rondando pra ver quem tinha alguma coisa, e derrepente localiza um garotinho que tinha uma sacolinha, e Andre viu porque contou o menino tinha um troço embalado, como ele sabia que tinha 5 pães e 2 peixinhos, ele perguntou pro menino, que voce tem ai pra comer, ou entao ele falou deixa eu ver, come não deixa isso ai quieto a gente pode precisar disso.
Era simples 5 pães e 2 peixinhos, derrepente Jesus pergunta alguem tem alguma coisa pra comer, André diz tem um garoto ai viu Jesus, ja vi ai 5 paes e 2 peixes, não da pra ninguem não, que que é isso pra tanta gente, mas a gente pode comer isso aqui com ele né, ou quem sabe melhor né somos 12 então da pra tomar dele, e Jesus foi na brincadeira de André, e aquele simples lanchinho, imagino Jesus falando, chama o garoto ai, e o menino chegando pensa, o menino diante do preletor Jesus, o menino olhando, o senhor quer falar comigo, e Jesus disse perdeu, passa o pão, mas é um lanchinho, o que aquele lanchinho pode fazer, é simples demais, ele quer coisa grande, este é o lanchinho q voce prepparou, é o melhor que voce tem, isso, entao me da aqui filho, na sua mao isso não é nada, mas em minha mão posso fazer muita coisa, da pra ca seu lanchinho, e Jesus multiplicando, mas o que eu quero que voce entenda, é pra onde os 5 pães e os 2 peixes levou o menino, o que os 5 pães e os 2 peixes fizeram o menino viver, um milagre tão grande com uma coisa tao simples que era um lanchinho. E que voce trouxe nesta noite, que voce touxe em seu coraçao pra chegar perto de Jesus, que voce tem ai pra que ele possa fazer um grande milagre, algo simples que pode mudar sau historia e ainda mudar a história dos outros.
3- Lucas 19:4
Zaqueu, rico, influente, tinha por tras de si a cobertura da águia da bandeira romana, queria dar uma olhadinha em Jesus, mas não podeia, ele era pequeno e ao redor de Jesus se concentrava uma grande multidão, ele então com a curiosidade aguçada talvez por não enteder que alguem companheiro de profissão, anteriormente chamado Levi e agora Mateus, abandonou um emprego tao rentável e lucrativo, pra ser discipulo, então ele precisava ver este homem de perto, mas era impossibilitado, mas ele rico, pode fazer um grande jantar em sua casa e usar de sua influencia e se aproximar de Jesus, mas talvez ele saiba que isso com Jesus não vai funcionar, ele quer ve-lo, el vai fazer uma coisa muito simples, olha a diante e ve uma arvore que não dava pros outros, porque pra ele vai dar.
Entende, pode não dar pros outros mas pra ele vai dar, a arvore brava, a figueira brava, a figueira que nao da frutos, pros outros, mas para ele vai ser canal de benção, porque vai leva-lo a ver Jesus e realizar o seu desejo, ele sobe, um homem rico, poderoso, reconhecido e para alguns estudiosos odiado no meio de sua nação pois se tornará um cobrador de impostos, e roma me parece que mantinha um critério para escolher os cobradores de impostos, eles tinham que ser da região porque assim eles conheciam a todos e sabiam as posses que tinham, assim não poderiam sonegar o pagamento de impostos, por isso as pessoas não gostavam muito dele.
Mas ele sobe em uma arvore, um homem rico, com o poder que tinha, com a influencia que tinha e ao subir naquela arvore, Zaqueu nos da uma grande lição, ele se despoja seus valores, porque tem algo brotando em seu coração, um desejo de ver este homem, de ver este homem, ele so quer ver e como vai fazer pra ver, ele sobe na arvore e fica quietinho, pois o centro das atenções naquela ocasião quem era? Jesus, ninguem vai prestar atenção em Zaqueu ele esta a margem dos acontecimentos, Jesus é o centro das atenções, mas um dos nessecitados estava ali, muitas pessoas queria tocar em Jesus uma oportunida, mas quando Jesus passa perto daquela árvore uma coisa vai chama a atenção dele, la em cima tem alguem que tem dinheiro, poder, influencia, mas se despojou de tudo isso, pra fazer algo tão simples, pra se tornar como uma criança e subir numa árvore e em cima daquela arvore Zaqueu chamou a atenção de Jesus, então Jesus para sua comitiva olha pra árvore e Zaqueu se torna o centro das atenções, porque quando voce para e olha pra algum lugar, as pessoas que estão com voce também vão olhar.
Jesus olhou e falou: Zaqueu filho desce dai depressa porque hoje eu vou lá em sua casa, vou jantar com voce, mas nao vou levar os crentes não, vou sozinho, Zaqueu salta e Jesus vai pra casa de Zaqueu, porque? Porque ele é importante, tem dinheiro, prestigio, foi isso que chamou a atenção de Jesus, que chamou a atenção de Jesus mesmo, foi ele ter subido em uma árvore, mas isso é simples demais, porque pra ele subir naquela árvore ele teve que se dispir de alguns valores, quebrar alguns paradigmas, jogar por terra.
Estas coisas mudaram a história de Davi, de um menino anonimo que nem se quer sei o nome, de Zaqueu que conversou com ele, coisas tão simples que queremos complicar, o barro é simples mas tem valor o que vai além do barro, isso que precisamos resgatar, as coisas são simples demais, e eu gosto muito das coisas simples, porque elas que me fizeram chegar onde estou, é isso que quero deixar pra voces esta noite, uma atitude simples, pode mudar inteiramente sua história, seu casamento, sua vida, sua saude, fique de olho na carrocinha, fique de olho na oportunidade que Deus tem preparado, fique de olho em uma atitude que tenha que tomar que parece simples mas pode levar o Senhor pra sua casa, pode que voce experimente um milagre, e pode ser uma grande oportunidade de sua vida pra voce ser um grande vencedor.
Feche seu olhos.
Ouvindo isso, Jesus lhes disse: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores”. (Marcos 2:17 – NVI)
19/04/2013
19/03/2013
APRENDENDO COM AS TEMPESTADES
TEXTO - JOÃO 16:33
Este texto nos diz que no mundo teremos aflições. Misericórdia, você nao gosta de aflição e nem eu gosto. Mas a biblia diz, que quem quer viver, precisa estar disposto a enfrentar as aflições. Porque quer gostemos ou não, ela faz parte de nossa vida. Se eu não posso me desvencilhar de todas elas eu preciso aprender com elas. Algumas podemos nos livrar porque as nossas escolhas produzem conseqüências e nossas escolhas erradas produzem aflições. Estamos debaixo da lei da semeadura, aquilo que plantamos vamos colher. Ninguém colhe o que não plantou. "Ah, mas eu não gosto disso o que estou vivendo". Olha lá traz e veja o que você plantou. Se você não gosta do que está recebendo mude o que você está fazendo! E vamos usar o termo tempestades para aplicar às aflições. Vamos ver quatro tempestades e, cada uma trás uma mensagem diferente.
A primeira delas está em Jonas 1.4
Todo mundo conhece a história do Jonas, aquele que foi parar na barriga do grande peixe. É uma história interessante. Há uma tempestade nessa história, uma adversidade. Muito já foi pregado sobre Jonas, sobre essa história, mas eu não quero falar de Jonas, eu quero falar do capitão do navio. Ele que é o responsável por aquela embarcação. Por quê? Porque a responsabilidade é dele. Nós estamos falando do navio, é o navio que está enfrentando a tempestade. O capitão era profeta? Não! O capitão desobedeceu a Deus? Não! Mas o capitão cometeu um erro gravíssimo e sabe o que Jonas fez? Desobedeceu a Deus e entrou naquela embarcação. O erro daquele capitão foi vender a passagem para alguém que não deveria estar ali. Por isso a tempestade vem. Se você não for seletivo em quem entra na tua vida, na tua família, no teu ministério você pode ter problemas. O desobediente pode não te causar problema agora porque ele vai dormir, mas uma hora ele vai acordar e vai trazer problema para você! Uma hora ele vai se levantar contra você para colocar sua embarcação no fundo. Por isso, escolha melhor para quem você conta seus segredos, escolha melhor para quem você abre a porta da sua casa de sua família. Jonas não entrou de penetra. Ele comprou a passagem. Às vezes vendemos ingresso da nossa vida para quem não deveria estar lá. Venda a passagem para a imoralidade, para a fofoca, para a prostituição, para um desobediente e você vai ver o que isso vai acontecer com a sua viagem, com a sua história. O capitão do navio está ali procurando o problema e resolve jogar fora a carga porque o navio era um cargueiro e também um navio de passageiro e ainda tinha a tripulação sob o seu comando. Mas não era a carga ou não era na carga que estava o problema. O problema estava em Jonas. Por isso que quando você recebe algo que não deve na sua vida você pode perder o que não deveria! Perde família, perde saúde, perde dinheiro, perde paz. E o capitão do navio quer resolver o problema e ele começa a procurar e vai até o porão e lá no porão está Jonas. Está quietinho, dormindo, porque às vezes o que vai te levar pro fundo não faz estardalhaço. Você que deve selecionar quem entra no teu navio. E quem mandou essa tempestade foi Deus porque Deus queria mandar uma informação a esse capitão: "não receba desobediente na sua vida ou você afunda". Deus não quer ver o teu navio afundar, ele está mandando a tempestade só pra te despertar. Para que você tome uma providência. A primeira lição é essa: seja seletivo! Jogue fora programas de tv (big brother) dois ensinamentos, primeiro se menta na vida dos outros, segundo, nao gosta de alguem elimina, nao gosta da sogra elimina, nao gosta de nora elimina, entao joge fora aquilo que não deve, companhia que não deve, sites que não deve, joga fora porque são Jonas. Eles estão afundando e querem levar você também para o fundo.
A segunda tempestade Mc. 4.35-37
Levantou-se um grande temporal de vento. Jesus falou para os discípulos: passemos para a outra margem. Ele iria junto com os discípulos. E os discípulos obedeceram. Aqui não tem desobediência, a desobediência ficou em Jonas. Jesus foi dormir, tava cansado, não entendia nada de embarcação, por isso contratou 4 pescadores: Pedro, Tiago, André e João. Mas de repente quem vem? A tempestade. Por que no mundo tereis aflições. E os discípulos remam pra lá, levantam a vela, correm pra um lado, correm pro outro, gente será que ele não ta vendo? Ele que colocou a gente nessa situação. Vamos acordá-lo e talvez alguém dissesse não, deixa ele dormir. Mas o barco tava quase afundando. O barco não ia afundar. Jesus está presente. Se o barco afundasse pros discípulos afundaria pra Jesus também. Mas essa tempestade vem para ensinar algumas coisas: Se Jesus falou, tá falado. Ele disse: passemos e foi dormir, porque ele já liberou a palavra de vitória. Ele já fez a parte dele. Nada iria afundar aquela embarcação porque ela estava debaixo da palavra do Senhor. Tem tempestade que vem na nossa vida só para nos provar que aquele que prometeu é fiel para cumprir. Vai sacudir teu barco, a água vai entrar, vai ser difícil, você vai ficar molhado, mas a presença do Senhor te garante a vitória. Acordaram Jesus! Ele levantou olhou para o vento e o mar e disse: aquieta-te! Tudo se aquietou e houve grande bonança. E os discípulos disseram: "quem é este que até o vendo e o mar o obedece?". Tem tempestade que vem na tua vida só para mostrar quem é o teu Deus! Ela não quer afundar a tua embarcação, ela só quer mostrar quem é que anda contigo! Às vezes a tempestade vem pra te mostrar o poder do teu Deus! O que ele pode fazer a teu respeito. Como ele pode entrar com providência e mudar a tua história!
Terceira tempestade Mt. 14. 24 (O agir de Deus e o agir do homem)
Compeliu, ordenou – obrigou. Jesus disse: quero todo mundo no barquinho! Quem não está preparado para obedecer não está preparado para ser discípulo! O discípulo deve fazer a vontade do mestre e não a sua. Jesus mandou entrarem no barco e não foi junto. Disse que iria depois. Agora, pensa bem: da outra vez com ele no barco aconteceu o que aconteceu imagina sem ele junto? "Vão vocês que eu vou depois". Eu vou depois. Depois como? Só tinha aquele barquinho. Não tinha Jet Sky, não tinha uma lancha. Os discípulos devem ter pensado: ele não vai não. Como é que ele vai? Mas obedeceram e foram. E lá veio um vento contrário. Não era bem uma tempestade, mas eles estão lá com problema, remando. A situação tava difícil e Jesus disse: vão vocês que eu vou depois, mas não disse a hora que iria. Tem tempestade que vem para dizer para você que o tempo não é seu, é de Deus. Na quarta vigília da noite, aproximadamente 3h da manhã, vem Jesus andando sobre o mar. Tudo escuro, os discípulos com medo, cansados. Nem todos os discípulos eram pescadores. Estavam todos agitados, nervosos, com os olhos esbugalhados e lá vem Jesus, andando sobre as águas. De repente alguém viu aquele vulto e grita: é um fantasma! Mas Jesus grita: Não temais, sou eu! Pedro falou: se és tu Senhor, deixa eu ir até onde tu estas. Tem tempestade que vem na tua vida só para saber o que você vai fazer quando a crise chegar. Doze homens amedrontados e somente um se levanta e diz: Senhor, "eu quero ir onde o Senhor está independente da tempestade que está ao meu redor. Eu sou capaz de fazer o que o Senhor faz porque eu sou teu discípulo".Tem tempestade que vem na tua vida só para te ensinar a sair do barco. Porque sair do barco é fazer o que ninguém faz. Quantos saíram do barco? Um. Quantos ficaram no barco? Onze! Quem você quer ser? Os que ficam ou os que saem? Quem sai do barco conta milagre a respeito de si próprio, quem fica no barco conta milagre a respeito dos outros. A escolha é sua. No culto de domingo na igreja primitiva 11 homens poderiam se levantar e dizer: esta semana nós vimos um homem andando sobre o mar e um homem poderia dizer: o homem que eles viram andando sou eu! Quem você quer ser? Saia do barco, porque tem tempestade que vem para dizer para você que ela não pode afundar sua embarcação e que você pode andar sobre as águas porque o mestre te espera do outro lado.O barco era o lugar mais seguro, mas Pedro disse: eu quero sair daqui. Enquanto você não estiver pronto a sair da sua segurança e viver pela fé você não verá os milagres de Deus na sua vida. Milagre é para quem sai do barco, é para quem tem coragem. E não é fácil não. Porque Pedro sai andando e no caminho ele muda de ótica. "Nossa, o que eu estou fazendo é perigosíssimo". E Jesus deve ter pensado a tua sorte é que você está andando na minha direção, segura aqui na minha mão, homem de pouca fé. Jesus está esperando pessoas que saiam do barco, que façam coisas que aparentemente são loucura! Aprenda com as tuas tempestades, amém?
Quarta tempestade At. 27.18
Essa tempestade é terrível, durou 14 dias. Paulo estava preso nessa embarcação. Jogaram as coisas fora do navio. Mas algo é importante: esse navio vai afundar. Tem gente que pensa que navio de crente não afunda. Jesus está comigo. Mas Jesus estava com Paulo e o navio afundou. Mas essa tempestade ensina algo importantíssimo: o seu navio pode afundar, mas você não afunda com ele. O seu navio, a sua dificuldade, pode te vencer no momento, mas a caneta que escreve o seu futuro está nas mãos do Senhor dos exércitos. Deus disse a Paulo numa visão: o barco afunda, mas ninguém morre.Por isso que tem situações na tua vida que podem te fazer afundar naquele momento, naquela viagem, mas isso não vai acabar com a tua história. Talvez você tenha naufragado agora, perdeu alguém da sua família; perdeu o seu emprego, perdeu outras coisas e não vai ter de volta porque aquela viagem é um momento de perda. Mas ela não acaba com a tua história porque quem anda contigo é o Senhor dos exércitos. Essa não foi a última viagem de Paulo não. Ele viajou muitas outras vezes com sucesso. Então, teu naufrágio hoje, não determina o fim de sua história.
Conclusão
Vale à pena aprender com as tempestades. E em Cristo, somos mais que vencedores. Deus te abençoe.
MEFIBOSETE UMA LIÇÃO DE VIDA.
INTRODUÇÃO:
Lo-Debar era um lugar usado por pessoas que não queriam que a sua história fosse conhecida, ninguém falava acerca da sua história em Lo-Debar, era um lugar esquecido, era um lugar apropriado para alguém ser esquecido, era um lugar dominado pelo medo.
Ali vivia Mefibosete, um menino que nasceu para um dia ser rei, mas que fora assaltado pela tragédia, perdeu a realeza, a família e a capacidade de andar em um só dia, passou a viver em Lo-Debar.Mas o Rei lembrou-se de seu amigo Jonatas, e mandou chamar Mefibosete que era filho do amigo do Rei.
Saia de Lo-Debar e venha pra casa do Rei.
Hoje Deus nos chama também a sairmos do nosso mundinho e virmos pra casa do Rei, o que devemos fazer para sairmos da nossa Lo-Debar?
1. NÃO SE PERMITA DOMINAR PELO MEDO
Mefibosete apresenta-se como “um cão morto”. Aqui vemos a auto-estima de um homem que não tinha mais perspectiva alguma na vida. Um cão morto. Nem se considerava mais gente. Simplesmente um cão, morto.
2. CREIA NA BONDADE DO REI
Muitas vezes perdemos anos preciosos da nossa vida sem desfrutarmos da bondade do Rei. Mefibosete não acreditava que o rei pudesse ser bondoso para com ele.
Nós precisamos crer e desfrutar da bondade do rei.
3. DESFRUTE DAS RIQUEZAS DO REI
Naquele momento, por amor a Jonatas, Davi restitui a Mefibosete tudo que pertencia à sua família, ao seu pai e ao seu avô. Davi também determina que, daquele dia em diante, ele seria tratado como um dos filhos do rei.
4. DESFRUTE DA INTIMIDADE DO REI
Deus nos chama de Lo-Debar para o seu palácio onde, por amor de seu filho, nos oferece sua mesa. A única coisa que temos que fazer é comer da mesa do rei, nos alimentarmos da sua Palavra, em sua presença, todos os dias de nossas vidas.
5. ARRANQUE LO-DEBAR DO SEU CORAÇÃO
Nesse momento, tudo o que vivemos em Lo-Debar já não conta. Já não temos mais nada a ver com Lo-Debar. Entretanto, muitas vezes nós saímos de Jerusalém e retornamos a Lo-Debar. Quando não damos ouvidos à Palavra de Deus, quando não entramos em sua presença em oração e permitimos que os velhos medos, frustrações, desesperos, falta de perspectiva ocupem novamente nossas mentes.
CONCLUSÃO: A boa notícia do evangelho é clara: LO DEBAR NÃO É MAIS O SEU LUGAR! Você foi chamado pelo rei para comer da sua mesa. Deixe Lo Debar para trás e nunca mais retorne para lá, você não precisa mais disso. Jesus já pagou o preço, sofreu em nosso lugar para que tenhamos acesso ao trono do Pai.
06/03/2013
A VIDEIRA
Uma vez que as uvas eram cultura de
subsistência na Palestina, não causa surpresa que o Senhor usasse a videira como
um símbolo de seu povo, Israel (veja Salmo 80:8-16; Jeremias 5:10; 6:9;
Ezequiel 15:1-8; 19:10-14). As imagens da videira simbolizavam o fracasso de
Israel em cumprir as expectativas do Senhor (Oséias 10:1-2). Suas uvas eram
selvagens e sem valor, apesar do cuidado do Senhor com sua vinha (Isaías 5:1-7;
veja também Jeremias 2:21). Israel fracassou. Mas Jesus é a verdadeira videira,
cumprindo o chamado e o destino de Israel (João 15:1, outras referências em João
são aqui citadas por capítulo e versículo somente). Temos que ser ramos da
videira e como tal temos diversas responsabilidades importantes (veja João
15:1-17).
Produzir Fruto
O quê?
A produção de fruto é a principal responsabilidade da videira. Jesus
exortou os ramos a produzirem muito fruto (15:8), a deixar esse fruto permanecer
(15:16) e advertiu que os ramos infrutíferos seriam arrancados (15:2). Que fruto
espera-se que o ramo cristão produza? Primeiramente, justiça. Esta era a
qualidade de uva que o Senhor esperava de sua vinha em Isaías 5 (veja Romanos
6:22; Hebreus 12:11; Filipenses 1:11; Efésios 5:9; e Gálatas 5:22-23). O fruto
inclui também boas obras (Colossenses 1:10), partilhar as posses com os irmãos
necessitados (Romanos 15:28), louvar a Deus (Hebreus 13:15) e ganhar almas
(Provérbios 11:30; João 4:36; Romanos 1:13). Qualquer que seja o fruto, ele tem
que ser produzido (15:2), em grande quantidade (15:8), e continuamente
(15:16).
Conseqüências.
Quando Jesus encontrou a nação judia cheia de folhas mas com pouco
fruto (figos), ele amaldiçoou-a e ela secou como aconteceu com a figueira
(Marcos 11:12-20). Quando Jesus nos encontrar cheios de exibição e curtos de
realização, nós também seremos amaldiçoados e queimados (15:2,6). Esta passagem
refuta a doutrina da impossibilidade de apostasia desde que ela indica
claramente que aqueles ramos que não produzem fruto ou que não permanecem na
videira serão destruídos. Por outro lado, aqueles ramos que produzem fruto:
Î Glorificam seu Pai (15:8) que é a meta final da vida cristã (1 Coríntios 6:20;
10:31; Efésios 1:12, 14; 3:21; Filipenses 1:11). Ï Provam ser discípulos de
Jesus (15:8). O discipulado não é uma condição estática, imutável, mas um
crescente modo de vida. Tornamo-nos discípulos de Jesus mais e mais conforme
reproduzimos seu caráter justo em nossa vida. Ð Cumprem o mandado de Deus, o
verdadeiro propósito pelo qual ele os escolheu (15:16). Ñ Recebem tudo o que
pedem em nome de Jesus (15:16).
Como?
Dois elementos permitem a máxima produção de fruto. "Todo ramo
que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa,
para que produza mais fruto ainda" (15:2). Para que mais uvas cresçam, o
Senhor poda os ramos, removendo os rebentos inúteis e tudo o que poderia desviar
a força vital da produção. A poda é dolorosa, mas necessária porque muitas
coisas sugam nossa força e nos impedem de dedicarmo-nos à produtividade.
Precisamos de uma boa capina e poda. A outra coisa exigida para produção de
fruto é permanecer na videira (15:4). Sem a ligação vital com a videira, o
próprio ramo murcha e morre. Isto leva à segunda responsabilidade principal
desta passagem.
Permanecer em
Jesus
O quê?
Permanecer em Jesus é essencial para viver e frutificar.
"Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo
produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o
podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem
permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis
fazer" (15:4-5). Para produzir fruto precisamos manter uma ligação
ininterrupta, uma relação ativa e constante com Jesus.
Conseqüências.
Aqueles ramos que permanecem em Cristo produzem muito fruto (15:5),
mas aqueles que não permanecem são colhidos e lançados no fogo (15:6). A verdade
é que "sem mim nada podeis fazer" (15:5). Separado de Jesus, não
posso fazer nada para melhorar minha alma nem minha relação com Deus. Muitos
tentam andar sós, pensando que sua bondade e discernimento produzirão fruto sem
se apoiar no Senhor. Mas somente através de Jesus somos capazes de cumprir a
justiça e a verdade que o Senhor espera que produzamos.
Como?
Jesus permanece em nós através de suas palavras: "Se
permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós..."
(15:7). Alguns buscam divorciar Jesus do que ele diz e procuram uma
relação com ele sem prestar cuidadosa atenção à palavra dele. Eles dependem de
sentimentos, emoções e experiências. Mas, de fato, Jesus mora em nós somente até
o ponto em que sua palavra e seus ensinamentos permanecem em nós. Precisamos
lembrar-nos constantemente do que Jesus disse e meditar nisso de modo que ele
possa viver poderosamente em nós. O outro modo pelo qual Jesus permanece em nós
é ao guardarmos os seus mandamentos: "Se guardardes os meus mandamentos,
permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de
meu Pai e no seu amor permaneço" (15:10).
Guardar Seus
Mandamentos
O quê?
A coisa especial sobre a obediência que Jesus manda é o padrão que
ele estabeleceu para nós, sua própria obediência ao Pai (15:10). Ele sempre
agradou ao Pai, não a si mesmo (8:29); agiu pela iniciativa do Pai, e não pela
sua própria (8:42); fez a vontade do Pai, não a sua própria (5:30; 6:38); disse
as palavras do Pai, não as suas próprias (8:28; 12:49; 14:10); seguiu a
programação do Pai, e não a sua própria (2:4; 12:23,27; 13:1). Se obedecermos
como ele obedeceu, nós sacrificamos nossos próprios modos e idéias e nos
submetemos completamente ao que o Pai escolheu.
Conseqüências.
Se guardarmos os mandamentos de Jesus, então permaneceremos em seu
amor: "Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se
guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu
tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço"
(15:9-10). É admirável refletir no fato que o seguidor de Cristo pode
gozar da mesma intimidade de que Jesus goza com seu Pai. Afirmações como esta
podem ser facilmente olhadas e passadas por cima, mas essa é uma das mais
estarrecedoras afirmações da Bíblia. Outra benção ligada com a guarda dos
mandamentos do Senhor é plena alegria. "Tenho-vos dito estas coisas para
que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo"
(15:11). Jesus conhecia a alegria de agradar a Deus e sabia que nossa
alegria depende de nossa obediência ao Pai. Muitos pensam que os mandamentos de
Deus são indevidamente restritivos e que o Senhor estava buscando nos privar de
todos os prazeres. A verdade é, contudo, que o Senhor que nos criou sabe como
funcionamos melhor e sabe que nossas maiores alegrias virão quando obedecermos a
Cristo de todo o coração. Uma bênção final é que Jesus nos trata como amigos e
não como meros escravos. "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos
mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor;
mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado
a conhecer" (15:14-15). Um senhor daria somente ordens a um escravo, mas
Jesus, como o senhor amoroso, realmente partilhava seu coração com seus amigos
explicando seus planos e propósitos e dando a seus seguidores discernimento de
seu pensamento.
Como?
Jesus identificou um mandamento chave que precisamos guardar:
"O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos
amei" (15:12; veja 15:17).
Amar Um ao Outro
O quê?
O mandamento para amar os outros é tão antigo quanto Levítico 19:18.
PorJoão, o mandamento de Jesus para amar um ao outro foi um novo mandamento:
"Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos
amei, que também vos ameis uns aos outros" (13:34). A novidade do
mandamento de amor é o novo padrão de amor: o amor que Jesus tinha pelo seu
povo. Este é um amor que é maior do que qualquer um que jamais existiu sobre a
terra. Precisamos imitar Jesus no modo como amamos os outros.
Conseqüências.
Jesus não menciona as conseqüências do amor em João 15, mas João o
fez em sua primeira epístola. Amar os irmãos é uma matéria de luz e trevas, de
vida e morte e de conhecer Deus e não conhecê-lo
(1 João 2:9-10; 3:14; 4:7-8). De fato, sem amor fraternal não se pode amar a
Deus (1 João 4:20).
Como?
Entender como amar os outros como o Senhor nos ama exige um exame da
natureza do amor do Senhor pelos homens: "Porque Deus amou ao mundo de tal
maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça,
mas tenha a vida eterna" (3:16). Considere estes aspectos do amor do
Senhor: Œ Ele
se estendia ao mundo. O amor de Deus abrangia todos; não havia exceções.
Quando buscamos imitá-lo precisamos amar todos os irmãos. Ele sacrificava o que era
mais importante. Nenhum dom nem sacrifício poderiam ter sido maiores. Precisamos
deixar prontamente confortos, conveniências, direitos, posses e nossa própria
vontade para servir a outros. Ž Ele buscava os melhores interesses daqueles amados. Deus nos
amou e deu seu Filho para que pudéssemos ter vida eterna. O verdadeiro amor não
é frouxa indulgência, mas uma vontade de tomar decisões duras para o bem-estar
espiritual de outros. Jesus amou seus discípulos consistentemente, até o fim (13:1). Amar
um ao outro não seria tão difícil se pudesse ser uma coisa ocasional,
espasmódica. Mas, de fato, temos que nunca parar de amar nossos
irmãos.
Conclusão
Em Cristo, a videira, temos que cumprir
seu propósito frutificando, permanecendo nele, guardando seus mandamentos e
amando um ao outro.
05/03/2013
O QUE JESUS FARIA?
|
Decisões
morais e éticas
Jesus chamou as pessoas para segui-lo. Os verdadeiros
discípulos andam nos passos do Senhor (Marcos 8:34). Ele nos deixou um exemplo
perfeito para ser imitado (1 Pedro 2:21b-22). Ele enfrentou as mesmas tentações
que nós encaramos hoje, mas nunca caiu no pecado (Hebreus 4:15).
O exemplo de
Jesus se torna imprescindível na nossa luta diária com as tentações e provações.
Para vencer os desafios morais e éticos, precisamos buscar a resposta certa à
pergunta: O que Jesus faria na minha situação?
Como podemos saber o que Jesus faria?
Não adianta fazer o que eu imagino que Jesus teria feito,
e muito menos fazer o que eu quero e depois tentar convencer a mim mesmo que ele
faria o mesmo! Eu preciso saber como ele agiria se enfrentasse as mesmas opções
que estão diante de mim. De três maneiras, aprendemos nas Escrituras o que Jesus
faria:
Como escolher o caminho certo
– três perguntas
fundamentais:
As três maneiras de saber o que Jesus faria sugerem três
perguntas fundamentais para acharmos o caminho certo:
O que Jesus faria – algumas aplicações
práticas
Uma vez que entendemos estes princípios, devemos
aplicá-los nas nossas decisões cotidianas. Tenho usado esta abordagem em muitas
palestras em relação às práticas religiosas dos nossos dias, perguntando o que
Jesus faria num mundo de confusão religiosa. É uma aplicação importante. Mesmo
entre pessoas que se preocupam em voltar ao padrão bíblico nas práticas e
ensinamentos de uma igreja, é necessário fazer outras aplicações – especialmente
na conduta pessoal – destes mesmos princípios. O que Jesus faria diante das
escolhas que enfrentamos no dia-a-dia? Como ele resolveria decisões de
prioridades? Qual seria a resposta dele aos desafios morais e éticos? Quero
sugerir algumas aplicações para ilustrar o valor desta abordagem. Você,
certamente, pensará em muitas outras.
O que Jesus faria . . .
● Se alguém pedisse para colocar seu emprego acima do
seu serviço espiritual? Muitos discípulos usam o trabalho como
justificativa automática para não cumprir suas responsabilidades espirituais.
Será que Jesus teria as mesmas prioridades? Ele nos adverte sobre o perigo de
buscar riquezas (Mateus 6:19-21; 1 Timóteo 6:9-10). E quando se trata de
necessidades do dia-a-dia, e não de riquezas, ele ainda prioriza o serviço
espiritual (Mateus 6:25,33). Devemos considerar estes fatos antes de aceitar
empregos que envolvem horários ou viagens que impedem a participação em reuniões
da igreja (Hebreus 10:24-25), ou empregos que exigem alguma conduta que não
convém para o cristão.
● Se alguém pedisse para colocar um passeio acima do
seu serviço espiritual? Não é errado sair da rotina para descansar em
algum outro lugar, talvez um lugar mais deserto. Jesus mesmo levou os apóstolos
num “passeio” deste tipo (Marcos 6:31-32). Mas, durante a viagem, surgiram
trabalhos espirituais que eram mais urgentes, e Jesus atendeu as pessoas que o
buscavam (Marcos 6:34). Afinal, o “descanso” dele foi uma caminhada subindo a um
monte, onde passou várias horas em oração (Marcos 6:46-48). Não há dúvida sobre
as prioridades de Jesus. E as nossas?
● Se alguém pedisse para colocar a família acima das
coisas de Deus? Famílias nem sempre ajudam em nosso serviço ao Senhor.
Numa ocasião, a família de Jesus tentou impedir o trabalho dele (Marcos
3:20-21). Quando chegaram, Jesus não deu atenção à família, preferindo continuar
seu trabalho com sua família espiritual (Marcos 3:31-35). Este exemplo não
justifica a negligência de responsabilidades familiares. Os homens devem ser
maridos e pais responsáveis, e as mulheres devem cumprir bem seus papéis como
esposas e mães. Mas quando as atitudes carnais de uma pessoa da família força
uma escolha entre Deus e a família, devemos ficar com o Senhor.
● Se tivesse namorada? Mesmo não achando na
Bíblia nenhum exemplo de namoro ou casamento na vida de Jesus, não temos dúvida
que o comportamento dele num namoro teria sido exemplar. Se ele tivesse uma
namorada que quisesse passar dos limites no contato físico, o que Jesus faria?
Se ela quisesse usar uma roupa sensual, o que o Senhor faria? Se ela
incentivasse a participação em atividades impuras, como Jesus reagiria? Não há
dúvida de que Jesus manteria sua pureza, mesmo se tivesse que terminar o namoro.
Considere o que ele nos instrui em 1 Pedro 1:14-16; Gálatas 5:19; 2 Coríntios
7:1 e Mateus 5:28-29.
● Se os amigos incentivassem a participação das coisas
erradas do mundo? Jesus tinha bastante contato com pessoas do mundo, mas
sempre como a luz que convidava as outras pessoas a saírem das trevas. O cristão
pode manter amizades com pessoas do mundo, desde que ele exerça a influência
positiva, e não deixe os outros o levarem para o pecado (Mateus 5:14-16). Os
discípulos do Senhor não saem do mundo, mas ficam livres do pecado do mundo
(João 17:14-17). Os amigos podem estranhar, mas precisamos recusar participar
das coisas erradas que fazem (1 Pedro 4:3-4).
● Se vivesse no meio de pessoas perdidas no
pecado? Jesus, como todos nós, viveu numa sociedade cheia de pessoas
perdidas. Ele se compadecia delas e ensinava-lhes a palavra de Deus, que é o
meio que Deus oferece para a salvação (Marcos 6:34; cf. Romanos 1:16). Ele olhou
para as pessoas que o rejeitaram e queria resgatar e proteger todas (Mateus
23:37). E nós? Se já aprendemos alguma coisa da palavra salvadora do evangelho,
não temos a obrigação de compartilhar esta mensagem com as pessoas perdidas ao
nosso redor? Nós devemos imitar o exemplo de Jesus com a mesma urgência que
Paulo sentiu quando disse: “Pois sou devedor
tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; por isso,
quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós
outros” (Romanos 1:14-15).
O que Jesus faria? A resposta certa bem aplicada pode
mudar o rumo de sua vida – para seguir os passos do Senhor até a vida
eterna!
|
25/02/2013
O SACRIFICIO DE ISAQUE
Gênesis 22.1-18
1. INTRODUÇÃO
A história do quase-sacrifício de Isaque é uma das mais tocantes da Bíblia. Além da sua dimensão psicológica (o que se passava pela mente do pai, que vai sacrificar o filho, e do filho, que vai ser sacrificado), tem uma dimensão existencial profunda, com uma aguda contemporaneidade.
A cena se desenrola em função do monte Moriá, lugar em que, um milênio mais tarde o rei Davi compraria um sitio pertencente a Ornã para nele construir o templo de Jerusalém (1Crônicas 21.18). Foi neste monte onde Abraão esteve para oferecer Isaque que o rei Salomão construiu o templo que levou seu nome (2Crônicas 3.1). Atualmente, há uma mesquita no lugar que se supõe tenha ficado o altar para onde Abraão levou seu filho. Os muçulmanos crêem que foi deste monte que Maomé e seu cavalo subiram para o céu.
Estas informações ajudam a entender por que judeus e palestinos lutam renhidamente por Jerusalém, cidade sagrado para estas duas religiões.
O texto é de poucas palavras. Trata-se de uma narrativa seca, sem explicações. A Bíblia não descreve o que se passa no interior de Abraão, nem de Isaque, parceiro (não sabemos se consciente ou inconsciente) daquela "loucura".
Esta "secura" bíblica torna inesgotável o texto.
A história do quase-sacrifício de Isaque é uma das mais tocantes da Bíblia. Além da sua dimensão psicológica (o que se passava pela mente do pai, que vai sacrificar o filho, e do filho, que vai ser sacrificado), tem uma dimensão existencial profunda, com uma aguda contemporaneidade.
A cena se desenrola em função do monte Moriá, lugar em que, um milênio mais tarde o rei Davi compraria um sitio pertencente a Ornã para nele construir o templo de Jerusalém (1Crônicas 21.18). Foi neste monte onde Abraão esteve para oferecer Isaque que o rei Salomão construiu o templo que levou seu nome (2Crônicas 3.1). Atualmente, há uma mesquita no lugar que se supõe tenha ficado o altar para onde Abraão levou seu filho. Os muçulmanos crêem que foi deste monte que Maomé e seu cavalo subiram para o céu.
Estas informações ajudam a entender por que judeus e palestinos lutam renhidamente por Jerusalém, cidade sagrado para estas duas religiões.
O texto é de poucas palavras. Trata-se de uma narrativa seca, sem explicações. A Bíblia não descreve o que se passa no interior de Abraão, nem de Isaque, parceiro (não sabemos se consciente ou inconsciente) daquela "loucura".
Esta "secura" bíblica torna inesgotável o texto.
2. UM DRAMA REAL
Para termos uma visão mais clara do drama de Abraão-Isaque, o sacrifício humano, especialmente de filhos por seus pais, era uma prática comum nas religiões daquela época. Os pais podiam dispor da vida dos seus filhos para fins religiosos, sem que isto se constituísse crime. Isaque sabia disso.
Para termos uma visão mais clara do drama de Abraão-Isaque, o sacrifício humano, especialmente de filhos por seus pais, era uma prática comum nas religiões daquela época. Os pais podiam dispor da vida dos seus filhos para fins religiosos, sem que isto se constituísse crime. Isaque sabia disso.
1. O dilema era profundo. Isaque fôra dado a Abraão e Sara com a promessa que, por meio dele, Deus abençoaria a descendência deles e, por extensão, toda a humanidade.
Agora, Deus lhe uma ordem taxativa, sem espaço para um "não". Abraão não hesitou. A obediência da Abraão é imediata e completa. Não é a primeira que Abraão deixa sua terra. Abraão é sempre um homem disposto a mudar de cidade, se Deus determinar.
Agora, então, novamente sob a ordem de Deus, ele faz uma viagem de quatro dias, deixando sua esposa, seus parentes e seus amigos para uma viagem cuja razão não podia revelar a ninguém, simplesmente porque ia cumprir uma ordem absurda, protagonizando um sacrifício absurdo. Se Isaque morresse, a promessa de Deus não poderia ser cumprida.
Como Deus poderia fazer uma prova dessa, que parece contrariar sua própria promessa? Abraão e Sara o tiveram já velhos. Tinham rejeitado o filho de Abraão e Agar, Ismael. Sem Isaque, ficaram sozinhos. Pais sem filhos, naquela cultura, eram pais condenados ao abandono, ao desperdício dos seus bens e ao desaparecimento do nome da família na história. O nome de Abraão seria apagado. Em certo sentido, o nome de Deus também desapareceria, porque a Abraão, no período histórico, foi o primeiro a ouvir a Sua voz e prestar culto a Ele. Não ficariam sucessores da verdadeira adoração.
O filho da promessa, partindo, acabava a esperança do plano de Deus se realizar. O sentido da vida também iria junto como aquele sacrifício no monte Moriá..
Mesmo neste temor, não há em Abraão sequer uma nota de lamentação. Abraão não pede nada. Abraão não dá ordens a Deus. Apenas obedece. Ele sabia, por experiência própria, que o caminho de Deus é perfeito e que a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam. (Salmo 18.30)
Agora, Deus lhe uma ordem taxativa, sem espaço para um "não". Abraão não hesitou. A obediência da Abraão é imediata e completa. Não é a primeira que Abraão deixa sua terra. Abraão é sempre um homem disposto a mudar de cidade, se Deus determinar.
Agora, então, novamente sob a ordem de Deus, ele faz uma viagem de quatro dias, deixando sua esposa, seus parentes e seus amigos para uma viagem cuja razão não podia revelar a ninguém, simplesmente porque ia cumprir uma ordem absurda, protagonizando um sacrifício absurdo. Se Isaque morresse, a promessa de Deus não poderia ser cumprida.
Como Deus poderia fazer uma prova dessa, que parece contrariar sua própria promessa? Abraão e Sara o tiveram já velhos. Tinham rejeitado o filho de Abraão e Agar, Ismael. Sem Isaque, ficaram sozinhos. Pais sem filhos, naquela cultura, eram pais condenados ao abandono, ao desperdício dos seus bens e ao desaparecimento do nome da família na história. O nome de Abraão seria apagado. Em certo sentido, o nome de Deus também desapareceria, porque a Abraão, no período histórico, foi o primeiro a ouvir a Sua voz e prestar culto a Ele. Não ficariam sucessores da verdadeira adoração.
O filho da promessa, partindo, acabava a esperança do plano de Deus se realizar. O sentido da vida também iria junto como aquele sacrifício no monte Moriá..
Mesmo neste temor, não há em Abraão sequer uma nota de lamentação. Abraão não pede nada. Abraão não dá ordens a Deus. Apenas obedece. Ele sabia, por experiência própria, que o caminho de Deus é perfeito e que a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam. (Salmo 18.30)
2. Há um outro dado, que acrescenta uma dimensão de angústia ainda maior à decisão de Abraão. Não havia a crença na ressurreição dos mortos. Estamos no alvorecer da fé. A revelação de Deus encontrava-se no amanhecer. Praticamente só no período do Novo Testamento esta crença se tornou real, pelas palavras e ações de Jesus Cristo e especialmente por Sua própria ressurreição.
Diante do fim iminente, Abraão deve ter perguntado, como alguns de nós temos feito na hora de subirmos os nossos moriás:
-- O que é que Deus está querendo me dizer com isto?
Diante do fim iminente, Abraão deve ter perguntado, como alguns de nós temos feito na hora de subirmos os nossos moriás:
-- O que é que Deus está querendo me dizer com isto?
3. Abraão, portanto, não estava participando de uma peça teatral. Embora não soubesse como a história iria terminar, ele se mostrou, segundo o texto bíblico, um homem disposto a ir até o fim no drama real por que passava. Portanto, ele subiu o monte para uma tragédia anunciada. Por isto, dele pôde dizer Soren Kierkegaard: "Ninguém foi tão grande quando Abraão. Quem pode compreendê-lo?"
3. A PROVA ONTEM E HOJE
Deus pôs Abraão à prova. E Abraão passou no teste, com "distinção e louvor". Abraão tirou a nota máxima.
Deus sabia que aquilo era um teste e que Abraão seria aprovado. Abraão, no entanto, deve ter tremido e tremido. Possivelmente, deve ter secretamente orado, como Jesus oraria no Getsêmani: "Pai, se for possível, passa de mim este cálice".
Deus fez um teste com Abraão. Seu objetivo era verificar se a esperança de Abraão estava no Pai ou no filho. Seria Abraão capaz de amar a Deus de todo o seu coração e com toda a sua almá? (Mateus 22.37). A prova demonstrou que Abraão vivia pela fé e na força do Espírito Santo.
Deus pôs Abraão à prova. E Abraão passou no teste, com "distinção e louvor". Abraão tirou a nota máxima.
Deus sabia que aquilo era um teste e que Abraão seria aprovado. Abraão, no entanto, deve ter tremido e tremido. Possivelmente, deve ter secretamente orado, como Jesus oraria no Getsêmani: "Pai, se for possível, passa de mim este cálice".
Deus fez um teste com Abraão. Seu objetivo era verificar se a esperança de Abraão estava no Pai ou no filho. Seria Abraão capaz de amar a Deus de todo o seu coração e com toda a sua almá? (Mateus 22.37). A prova demonstrou que Abraão vivia pela fé e na força do Espírito Santo.
3.1. Deus nos prova
Esta é uma história de poucos diálogos narrados. Quase ninguém fala. Deus fala no início e no fim. No meio, está em silêncio. Abraão só fala o essencial. É assim mesmo: na provação, experimentamos o silêncio, tanto o silêncio de Deus, quanto o nosso próprio silêncio. Deus não deve dizer nada, para que a prova aconteça; nós ficamos em silêncio porque não temos o que dizer.
A propósito, Deus não se impressiona com nossas palavras, sejam de amor a Ele ou de declaração de confiança a Ele. Deus quer mais que palavras. Deus quer que nós mudemos as nossas mentes.
Para prosseguir, precisamos responder a uma pergunta, em função da experiência de Abraão:
-- Deus nos prova?
A Bíblia informa que sim. Referindo-se ao povo de Israel no caminho para a terra prometida, Deus disse: "Eu te experimentei [testei, provei] junto às águas de Meribá" (Salmo 81.7). Quem lê a história toda, registrada em Êxodo 17, sabe que Moisés/Israel, cinco séculos depois de Abraão, foi reprovado no teste.
Mais de um milênio depois de Isaque, o rei Ezequias passou também por um teste. O cronista bíblico informa que Deus permitiu que tomasse uma decisão errada e arcasse com as suas conseqüências. O autor sagrado, no entanto, acrescenta: "Deus o desamparou, para prová-lo e fazê-lo conhecer tudo o que estava no coração [do rei]" (2Crônicas 32.31).
Esta é uma história de poucos diálogos narrados. Quase ninguém fala. Deus fala no início e no fim. No meio, está em silêncio. Abraão só fala o essencial. É assim mesmo: na provação, experimentamos o silêncio, tanto o silêncio de Deus, quanto o nosso próprio silêncio. Deus não deve dizer nada, para que a prova aconteça; nós ficamos em silêncio porque não temos o que dizer.
A propósito, Deus não se impressiona com nossas palavras, sejam de amor a Ele ou de declaração de confiança a Ele. Deus quer mais que palavras. Deus quer que nós mudemos as nossas mentes.
Para prosseguir, precisamos responder a uma pergunta, em função da experiência de Abraão:
-- Deus nos prova?
A Bíblia informa que sim. Referindo-se ao povo de Israel no caminho para a terra prometida, Deus disse: "Eu te experimentei [testei, provei] junto às águas de Meribá" (Salmo 81.7). Quem lê a história toda, registrada em Êxodo 17, sabe que Moisés/Israel, cinco séculos depois de Abraão, foi reprovado no teste.
Mais de um milênio depois de Isaque, o rei Ezequias passou também por um teste. O cronista bíblico informa que Deus permitiu que tomasse uma decisão errada e arcasse com as suas conseqüências. O autor sagrado, no entanto, acrescenta: "Deus o desamparou, para prová-lo e fazê-lo conhecer tudo o que estava no coração [do rei]" (2Crônicas 32.31).
3.2. Nossa atitude diante da prova
Qual deve ser a nossa atitude diante da prova?
Primeiramente, devemos ter claro para nós que nem todo monte de nossa vida é o Moriá. Nosso problema pode ser o monte decorrente do nosso erro de avaliação ou perspectiva. Nossa dificuldade pode ser o monte decorrente do nosso pecado.
Se estamos noutro monte que não Moriá, devemos nos voltar para Deus e acertar nossas vidas. Só assim Deus, se quiser, poderá nos levar ao verdadeiro Moriá.
Então, se Deus está nos provando, temos que nos portar como Abraão. No terceiro dia da caminhada, depois de avistar o monte do holocausto, ele disse aos adolescentes que os acompanhavam:
-- Sentem-se aqui com o jumento. Eu e o adolescente iremos até lá. Nós nos prostraremos e depois retornaremos aqui.
Abraão disse que os dois, não apenas ele, mas ele e o filho, voltariam.
Pela fé, Abraão subiu ao monte. Pela fé, creu que voltaria e não voltaria sozinho. Abraão não disse essas palavras para "enganar" seus empregados, porque não precisava disso, já que era o senhor deles. Abraão não sabia o que iria acontecer. Tudo o que ele disse, ele o disse pela fé.
Em meio da prova, temos que dizer como Abraão, ao seu filho, enquanto caminhavam para a morte::
-- Deus proverá.
Abraão não sabia o que, quando e como Deus iria prover. Sua resposta foi, ao mesmo tempo, uma afirmativa de fé e uma evasiva. Era como se dissesse:
-- Meu filho, eu não sei. Não vamos pensar nisso agora, não. Basta a cada momento o seu mal. Agora, o que temos que fazer é subir para o holocausto.
O Abraão que disse "Nós voltaremos" e "Deus proverá" levou o filho até o alto, preparou o altar, levantou a mão e ia baixá-la para degolar o adolescente. Abraão disse o que disse pela fé; Abraão fez o que fez pela fé.
A fé que temos aqui é a fé que obedece, mesmo que não entenda. Se precisamos entender, não é fé. Se precisamos ver, não é esperança.
É assim que devemos nos portar. Em lugar de desesperar, o convite que a Bíblia nos faz é outro: confiar. Mesmo que o espinho não seja tirado de nossa carne, mesmo que a figueira não floresça, mesmo que estejamos no vale sombrio da falta de perspectiva, creiamos que Deus fará o que for melhor para nós. Essa é a dinâmica da fé.
Qual deve ser a nossa atitude diante da prova?
Primeiramente, devemos ter claro para nós que nem todo monte de nossa vida é o Moriá. Nosso problema pode ser o monte decorrente do nosso erro de avaliação ou perspectiva. Nossa dificuldade pode ser o monte decorrente do nosso pecado.
Se estamos noutro monte que não Moriá, devemos nos voltar para Deus e acertar nossas vidas. Só assim Deus, se quiser, poderá nos levar ao verdadeiro Moriá.
Então, se Deus está nos provando, temos que nos portar como Abraão. No terceiro dia da caminhada, depois de avistar o monte do holocausto, ele disse aos adolescentes que os acompanhavam:
-- Sentem-se aqui com o jumento. Eu e o adolescente iremos até lá. Nós nos prostraremos e depois retornaremos aqui.
Abraão disse que os dois, não apenas ele, mas ele e o filho, voltariam.
Pela fé, Abraão subiu ao monte. Pela fé, creu que voltaria e não voltaria sozinho. Abraão não disse essas palavras para "enganar" seus empregados, porque não precisava disso, já que era o senhor deles. Abraão não sabia o que iria acontecer. Tudo o que ele disse, ele o disse pela fé.
Em meio da prova, temos que dizer como Abraão, ao seu filho, enquanto caminhavam para a morte::
-- Deus proverá.
Abraão não sabia o que, quando e como Deus iria prover. Sua resposta foi, ao mesmo tempo, uma afirmativa de fé e uma evasiva. Era como se dissesse:
-- Meu filho, eu não sei. Não vamos pensar nisso agora, não. Basta a cada momento o seu mal. Agora, o que temos que fazer é subir para o holocausto.
O Abraão que disse "Nós voltaremos" e "Deus proverá" levou o filho até o alto, preparou o altar, levantou a mão e ia baixá-la para degolar o adolescente. Abraão disse o que disse pela fé; Abraão fez o que fez pela fé.
A fé que temos aqui é a fé que obedece, mesmo que não entenda. Se precisamos entender, não é fé. Se precisamos ver, não é esperança.
É assim que devemos nos portar. Em lugar de desesperar, o convite que a Bíblia nos faz é outro: confiar. Mesmo que o espinho não seja tirado de nossa carne, mesmo que a figueira não floresça, mesmo que estejamos no vale sombrio da falta de perspectiva, creiamos que Deus fará o que for melhor para nós. Essa é a dinâmica da fé.
3.3. Por que Deus prova?
Na verdade, Deus não precisa nos experimentar, porque nos conhece no fundo da alma. Assim mesmo, o Senhor prova os nossos corações (1Tessalonicenses 2.4).
Na verdade, Deus não precisa nos experimentar, porque nos conhece no fundo da alma. Assim mesmo, o Senhor prova os nossos corações (1Tessalonicenses 2.4).
1. Deus nos prova, porque nós precisamos ser experimentados, para aprendermos a viver e para termos temperada a nossa fé.
Ele faz isto conosco quando é íntimo de nós, para que fiquemos ainda mais íntimos dEle. Deus nos põe à prova para ver se estamos prontos para trilhar os Seus caminhos. A experiência do deserto por parte do povo integrava o projeto de provas do Senhor. ([Moisés disse ao povo: Então,] te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. -- Deuteronômio 8.2).
Abraão saiu outra pessoa daquele teste. Isaque voltou diferente do morro para onde fora morrer. O mesmo acontece hoje com quem passa pelo teste.
Ele faz isto conosco quando é íntimo de nós, para que fiquemos ainda mais íntimos dEle. Deus nos põe à prova para ver se estamos prontos para trilhar os Seus caminhos. A experiência do deserto por parte do povo integrava o projeto de provas do Senhor. ([Moisés disse ao povo: Então,] te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. -- Deuteronômio 8.2).
Abraão saiu outra pessoa daquele teste. Isaque voltou diferente do morro para onde fora morrer. O mesmo acontece hoje com quem passa pelo teste.
2. Deus nos prova para que o vejamos.
Naquele monte, Abraão viu Deus se manifestando com todo poder. Do meio do nada, surgiu um carneiro para o sacrifício. Moriá ficou conhecido como o monte de Jeová Jirê. Esta expressão pode ser traduzida como Jeová provê, mas também, alternativamente, como "Jeová verá" (como o faz André Chouraqui). Jeová viu o carneiro e o indicou a Abraão.
Quando nós O vemos, nos O conhecemos.
Naquele monte, Abraão viu Deus se manifestando com todo poder. Do meio do nada, surgiu um carneiro para o sacrifício. Moriá ficou conhecido como o monte de Jeová Jirê. Esta expressão pode ser traduzida como Jeová provê, mas também, alternativamente, como "Jeová verá" (como o faz André Chouraqui). Jeová viu o carneiro e o indicou a Abraão.
Quando nós O vemos, nos O conhecemos.
3. Deus nos prova para que o mundo O veja por nosso intermédio.
Nós vemos a Deus pela prova a Abraão. Por isto, ele é o pai da fé, da nossa inclusive. Por sua experiência, nós podemos também conhecer a Deus. Por nosso intermédio, o mundo pode ver Deus.
Nós vemos a Deus pela prova a Abraão. Por isto, ele é o pai da fé, da nossa inclusive. Por sua experiência, nós podemos também conhecer a Deus. Por nosso intermédio, o mundo pode ver Deus.
4. EIS O CORDEIRO
Se Deus nos pode pôr à prova, não devemos fazer o mesmo. Nós já provamos que Ele é bom (Salmo 34.8; 1Pedro 2.3).
O povo de Israel no deserto seguiu por este desvio, endurecendo o coração diante da palavra do Senhor, que sobre este episódio mandou escrever: Vossos pais me tentaram, me provaram e viram a minha obra. [Por isto], durante 40 anos estive irritado com aquela geração e disse: É um povo que erra de coração e não conhece os meus caminhos; por isso jurei na minha ira: Eles não entrarão no meu descanso. (Salmo 95.8-11)
A única prova que podemos fazer com Deus é experimentar as promessas da Sua palavra, como a de que abre as janelas do céu e derrama bênção sobre aqueles que são lhe são fiéis (Malaquias 3.10).
Não podemos pôr Deus à prova, já que Ele já nos deu o Seu Isaque (Jesus Filho), para que pudéssemos ser salvos. Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida (Romanos 5.8-10).
A pergunta de Isaque ecoa na história da humanidade:
-- Onde está o cordeiro?
Abraão só pôde responder: "Deus proverá". Agora, no entanto, a resposta é outra. Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).
Nós somos Isaque, não o Isaque de Abraão, mas o Isaque de Deus. Deus proveu um Cordeiro para morrer em nosso lugar, para que, como Isaque, pudéssemos descer de Moriá. Ele ficou lá, para que não precisássemos ficar.
Então, o Cordeiro pergunta:
-- Quem aceita o meu sacrifício?
-- Onde está o cordeiro?
Abraão só pôde responder: "Deus proverá". Agora, no entanto, a resposta é outra. Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).
Nós somos Isaque, não o Isaque de Abraão, mas o Isaque de Deus. Deus proveu um Cordeiro para morrer em nosso lugar, para que, como Isaque, pudéssemos descer de Moriá. Ele ficou lá, para que não precisássemos ficar.
Então, o Cordeiro pergunta:
-- Quem aceita o meu sacrifício?
5. CONCLUSÃO
Deus quer "reinar sem nenhum rival em nosso coração". Isto acontece quando "vamos onde o Espírito de Deus quer nos levar", isto é, "ao perfeito relacionamento com o Pai". Isto acontece quando O colocamos acima de todas as coisas. Isto é amar a Deus de modo completo, "com toda a nossa força e com toda a nossa alma, mente, espírito e coração".
Deus quer "reinar sem nenhum rival em nosso coração". Isto acontece quando "vamos onde o Espírito de Deus quer nos levar", isto é, "ao perfeito relacionamento com o Pai". Isto acontece quando O colocamos acima de todas as coisas. Isto é amar a Deus de modo completo, "com toda a nossa força e com toda a nossa alma, mente, espírito e coração".
24/02/2013
CAINDO DA JANELA
Atos 20: 7- 11
O Apóstolo Paulo estava realizando sua terceira viagem missionária, sabendo que pouco tempo lhe restava e quão necessário era ser diligente em transmitir às igrejas as revelações do Senhor, orientando-as quanto à firmeza na fé, à perseverança, etc., viajou de Filipos para Trôade, na Macedônia, com um grupo de irmãos que o acompanhou para vivenciar grandes experiências naquela cidade.Atos 20: 7 fala de uma festa espiritual programada para aquele dia: a ceia do Senhor. Podemos imaginar a alegria e a expectativa de todos os servos em ter o apóstolo Paulo em seu meio, narrando as experiências de sua viagens, testemunhando as bênçãos operadas pelo Senhor, e também pelo fato de sua passagem por aquela igreja ser rápida, pois no dia seguinte seguiria para outro lugar. A oportunidade da visita seria de grande valor para todos, pois Paulo era um servo de profundas experiências.
A palavra nos leva a um jovem cujo nome é citado para servir de exemplo, do que pode acontecer aos que dentro da igreja estão alheios, desapercebidos e distraídos com o que se passa do lado de fora,e são por isso indefinidos espiritualmente.
- Êutico era um jovem que pertencia ao grupo de servos da igreja local.
- Estava presente àquela reunião tão importante para a igreja.
- A palavra fala da posição por ele assumida, assentando-se numa janela.
- Por que não no meio da igreja, com os irmãos, tomando parte do culto, ouvido o relato das bênçãos e de tudo que Paulo tinha para transmitir?
- A posição dele era de indiferença.
Da janela, Êutico via o porto da cidade, os navios no mar e também os sons que do mundo atraíam as pessoas que estavam ligadas a ele. Êutico escolheu para ficar, um lugar que servia aos dois lados.
As pessoas da igreja, de tão envolvidas que estavam com a bênção, não viram a posição de perigo, não perceberam o sono que atingiu o jovem Êutico, e também não viram quando ele caiu do terceiro andar do prédio onde estava se realizando o culto.
Isto acontece muitas vezes dentro da própria casa. Os pais não vêem o perigo rondando os filhos que estão envolvidos com aquilo que está do lado de fora. Esquecem de verificar o lugar do perigo, o sono espiritual que lhes envolve e a queda quando lhes sobrevêm.
Êutico caiu da janela do terceiro andar e morreu. Graças a Deus, que Seu poder vai além da morte, e o apóstolo Paulo viu o ocorrido de maneira diferente do que muitos veriam.
- Bem morreu, está morto. Quem mandou ser tão indiferente, indefinido! Agora só resta enterrá-lo.
Para os jovens um aviso:
Sentar-se na janela significa uma situação de perigo sério, que pode levar ao pior, a impossibilidade do retorno espiritual.
Para a igreja, a lembrança de que não se deve desanimar com os fatos, mesmo graves, mas confiar na providência e no poder que o Senhor Jesus tem para ressuscitar.
Atos 20: 10 - Mostra as três atitudes tomadas pelo apóstolo Paulo:
- Desceu até o jovem – Foi até onde ele estava caído;
- Inclinou-se sobre ele – Aproximou-se, se achegou a ele a ponto de ouvir os batimentos do seu coração quando ressuscitou;
- Abraçou-o – Deu-lhe sustento, tomou-o nos braços, transmitiu-lhe o calor do corpo (igreja).
Por último, mostrou a todos o dinamismo da Obra do Espírito:
- Subiu de volta ao cenáculo;
- Partiu o pão;
- Falou-lhes de tudo que tinha que ser dito, até o alvorecer, e
- Partiu para dar continuidade à Obra.
23/02/2013
O MOMENTO CERTO
Josué 1.9
Quando Deus fala palavras como estas, ditas a Josué, o coração fica repleto de felicidade. São as promessas de Deus que nos fortalecem nos momentos difíceis da caminhada. Todos nós queremos receber de Deus estas Palavras, porém poucos de nós estão dispostos a agir como Josué, veja:
- Primeiro: Josué era um homem de fé. Demonstrou isto inúmeras vezes. Ele não se importava com o tamanho do gigante, sua preocupação era unicamente acreditar e pronto. O restante Deus providenciaria, pois Ele prometeu que lhes daria a terra que manava leite e mel.
- Segundo: Josué obedeceu a Voz de Deus que nos versículos anteriores disse: "Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido." (Josué 1.7-8)
Precisamos entender que as Promessas de Deus para nossas vidas estão sempre ligadas a Fé [é preciso acreditar], a se Esforçar [e ter Bom Animo], Manter-se no caminho certo [sem se desviar] e Meditar na Palavra de Deus [de dia e de noite].
Cumpridos estes quatro pontos podemos ter a plena convicção que o Deus que abençoou a Josué estará conosco, pois Ele nos ama com o mesmo amor, e nos protege com o mesmo cuidado. Então Esforça-te e tem Bom Ânimo, pois o que é impossível para homens, é Possível para Deus. É Ele que te dará a vitória, faça no entanto a sua parte: Acredite nEle
- Primeiro: Josué era um homem de fé. Demonstrou isto inúmeras vezes. Ele não se importava com o tamanho do gigante, sua preocupação era unicamente acreditar e pronto. O restante Deus providenciaria, pois Ele prometeu que lhes daria a terra que manava leite e mel.
- Segundo: Josué obedeceu a Voz de Deus que nos versículos anteriores disse: "Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido." (Josué 1.7-8)
Precisamos entender que as Promessas de Deus para nossas vidas estão sempre ligadas a Fé [é preciso acreditar], a se Esforçar [e ter Bom Animo], Manter-se no caminho certo [sem se desviar] e Meditar na Palavra de Deus [de dia e de noite].
Cumpridos estes quatro pontos podemos ter a plena convicção que o Deus que abençoou a Josué estará conosco, pois Ele nos ama com o mesmo amor, e nos protege com o mesmo cuidado. Então Esforça-te e tem Bom Ânimo, pois o que é impossível para homens, é Possível para Deus. É Ele que te dará a vitória, faça no entanto a sua parte: Acredite nEle
17/02/2013
EU E MEU PIOR INIMIGO
Às vezes costuma acontecer que entre os filhos de Deus existe uma tendência de culpar o maligno e os seus ataques por todas as coisas que lhes acontecem e os angustiam. No entanto, temos que lembrar algo que já sabemos: que o maligno está vencido (1ª João 2:13). Quando o nosso Senhor Jesus Cristo morreu, venceu a morte e aquele que tinha o império da morte (Hebreus 2:14). É certo que Satanás anda hoje em dia rugindo como leão, procurando a quem devorar (1ª Pedro 5:8), mas, para aqueles que são nascidos de Deus, e que não praticam o pecado, ele não os pode tocar, porque o Senhor os guarda (1ª João 5:18). Está escrito!
Portanto, embora sempre tenhamos que estar alertas às artimanhas do diabo, nosso principal luta hoje em dia não é contra Satanás. Na realidade, há outra esfera onde devemos olhar com especial cuidado. Hoje nossa maior luta é contra nós mesmos, contra a nossa natureza adâmica, a qual arrastamos dia a dia, e a qual devemos nos negar constantemente. É preciso que nos despojemos de nós mesmos, renunciando assim à impiedade e aos desejos mundanos "da nossa carne" (Tito 2:12). Só assim obteremos mais e mais de Cristo. Só menosprezando as nossas vidas, seremos vencedores (Ap. 12:11).
Às vezes culpamos Satanás dos nossos próprios enganos, e lhe atribuímos os sofrimentos que experimentamos por nosso próprio pecado. Na verdade, o nosso principal inimigo somos nós mesmos. Muitas vezes nos deixamos enganar por nossa suposta "bondade". Cuidado! Enganoso é o coração do homem, quem o conhecerá? (Jeremias 17:9). Nem sequer nós mesmos podemos conhecer os nossos corações e a sua intenção, assim não confiemos nele. O Senhor é quem esquadrinha a nossa mente e prova o nosso coração (Jeremias 17:10). Por isso, os Provérbios de Salomão nos aconselham: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o seu coração". E onde poderemos guardá-lo? Em Cristo, só em Cristo!
Por isso é que Paulo aconselha a Timóteo, dizendo: "Tenha cuidado de ti mesmo" (1ª Timóteo 4:16). Como um sinal de alerta lhe diz: "te cuide, não te deixe enganar". Isto também é válido para nós, não aconteça que enganemos a nós mesmos. É urgente que nos despojemos do velho homem (Colossenses 3:7-10) com tudo o que ele acarreta, inclusive aquilo que nós consideramos "bom". Em nós não há nada bom, podemos ver? Somente Cristo em nós, ele é bom.
Não nos deixemos enganar pelos nossos corações, mas sejamos renovados no espírito da nossa mente, nos vestindo do novo homem (Ef. 4: 22-24).
16/02/2013
LIMPANDO A CASA
Falamos constantemente da importância de seguir os passos de Jesus, imitando o exemplo do nosso Senhor. Paulo disse: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11:1). Pedro acrescentou: “Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1 Pedro 2:21). Aplicando essas instruções, devemos amar como Jesus ama, agüentar calúnias e perseguições como ele as suportava, resistir a tentações como ele o fez, etc.
E a dureza de Jesus? Quando ele fez uma pregação que causou as multidões a irem embora – devemos ser tão fortes? Quando ele expulsou os cambistas e comerciantes do templo – devemos ser tão zelosos, ao ponto de ofender outros?
Leia o relato de João 2:13-17 – “Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá”.
Como devemos aplicar o exemplo de Jesus em nosso serviço ao Senhor?
Deus é Santo - Para entender o zelo de Jesus, precisamos salientar a santidade de Deus.
Santo quer dizer “SEPARADO”.
Deus é separado de nós em dois sentidos. Primeiro, ele é o Criador, e nós, as criaturas (1 Samuel 2:2,6; Salmo 99:1-3). A natureza de Deus é diferente e superior à nossa. Este sentido da santidade de Deus se manifesta na criação que ele fez do nada. Segundo, ele é acima de todo pecado e maldade, e assim separado dos homens pecadores (Josué 24:19-20). Este aspecto da santidade de Deus se manifesta na criação de homens e mulheres com livre arbítrio, ou seja, com a capacidade de fazer escolhas morais.
Deus sempre quis um povo santo. Ele expressou esse desejo na Lei dada aos israelitas (Levítico 11:45). Hoje, ele nos convida a ser santos (1 Pedro 1:15-16). É a santidade que serve como base da nossa obediência à vontade de Deus.
A Santidade de Deus Deve Ser Respeitada no Santuário Dele - Jesus entendeu perfeitamente a santidade de Deus e conheceu bem a história dos santuários terrestres. O tabernáculo feito no deserto de Sinai representava a presença de Deus no meio do povo. Quando entraram para servir no tabernáculo, os sacerdotes foram obrigados a respeitar cuidadosamente a santidade do Senhor. Aqueles que não mostraram reverência total para com Deus foram mortos (Levítico 10:1-3).
Quase cinco séculos mais tarde, o templo em Jerusalém foi construído como uma casa mais permanente para Deus. Deus o santificou como sua habitação (1 Reis 9:3), mas disse que ficaria no meio do povo somente se Israel fosse fiel (1 Reis 9:6-9).
Quando Jesus chegou a Jerusalém e viu os homens profanando a casa de Deus, ele agiu com coragem e dureza. Em duas ocasiões, ele expulsou os comerciantes do templo (João 2:13-17, e três anos depois, em Mateus 21:12-13). Jesus respeitou a santidade do santuário de Deus, mesmo quando os líderes religiosos se mostraram relaxados nos seus deveres.
- O Cristão: Santuário de Deus -
Em 1 Coríntios 6:19-20, Paulo disse: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”.
- Cada cristão deve se enxergar como o templo de Deus -
Deus habita em nós, e deve ser glorificado e santificado pela nossa vida. Com essa base, compreendemos o problema do pecado. A nossa desobediência mancha e estraga o santuário de Deus. Um povo santo, o povo que Deus sempre quis, começa comigo e com você! Devemos ser santos, como ele é santo.
Agora chegamos à aplicação difícil: Imitamos o exemplo de Jesus em relação à pureza da nossa vida? Temos a coragem e o zelo para expulsar o pecado das nossas vidas? Temos a vontade de enfrentar as nossas fraquezas e tirar qualquer conduta ou atitude que milita contra a santidade do nosso Criador?
- A Igreja: Santuário de Deus -
A figura do santuário de Deus é usada, também, para descrever a igreja de Jesus. Paulo fala à igreja quando diz: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Coríntios 3:16-17). Em outra carta, ele diz que a igreja é a casa de Deus (1 Timóteo 3:14-15). Esses dois trechos mostram a importância de procedimento digno na igreja, tanto na edificação como na organização dela. A igreja deve ser zelosa em manter a doutrina pura e praticar somente as coisas autorizadas por Jesus.
Deus não habitará numa casa suja e poluída pela iniqüidade.
As cartas às igrejas da Ásia mostram a importância de manter a santidade da igreja. O Senhor rejeitará uma igreja que perdeu o seu amor (Apocalipse 2:4-5). Ele não ficará numa congregação que tolera falsas doutrinas ou imoralidade (Apocalipse 2:14-16,20). Uma igreja morta, cujas obras não sejam íntegras, será castigada por Jesus (Apocalipse 3:2-3). Ele vomitará da boca uma igreja morna e satisfeita (Apocalipse 3:15-17).
Como é que mantemos a santidade de uma igreja?
1. Precisamos tirar a impureza da nossa própria vida. Eu faço parte da congregação. Se eu limpar o meu coração, a igreja ficará mais limpa.
2. Devemos ajudar os nossos irmãos a se purificarem do pecado. Quando recuperamos o irmão que tropeçou (Gálatas 6:1-2), ou convertemos aquele que desviou (Tiago 5:19-20), a igreja ficará mais pura.
3. Quando um irmão persiste no pecado, somos obrigados a expulsá-lo do nosso meio (1 Coríntios 5:1-13; 2 Tessalonicenses 3:6-14). Algumas das igrejas da Ásia foram reprovadas por não fazer isso. Uma igreja que tolera o pecado aberto e persistente não ama a Deus acima de tudo. Se ela não mostrar o arrependimento, o Senhor removerá o seu candeeiro!
- Sejamos Zelosos! -
Jesus falou para a igreja de Laodicéia: “Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Apocalipse 3:19). No Velho Testamento, homens zelosos se mostraram radicais em tirar a má influência do pecado do meio do povo. Finéias matou os rebeldes e poupou Israel da praga que estava matando o povo (Números 25:1-13). Deus elogiou o zelo desse servo: “Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; de sorte que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel” (Números 25:11).
Em vários outros casos, servos fiéis escolheram Deus acima dos próprios filhos e irmãos. Quando Nadabe e Abiú morreram na rebeldia contra Deus, seu pai e seus irmãos continuaram no tabernáculo, respeitando a santidade de Deus (Levítico 10:3-7). Pais de filhos rebeldes foram instruídos a entregá-los à justiça para serem mortos, assim eliminando o mal do meio da congregação (Deuteronômio 21:18-21). A vontade de Deus e a pureza da congregação foram mais importantes do que a vida de um filho.
O povo de Israel recebeu de Deus uma lei que servia para governá-lo, tanto na vida espiritual, como nas questões civis. Por isso, o “governo” castigava as pessoas que desobedeciam as leis religiosas. Hoje, o governo ainda castiga malfeitores para manter ordem na sociedade (Romanos 13:1-4), mas a igreja não mata as pessoas que desobedecem as instruções religiosas que Deus nos deu! Devemos ter o mesmo zelo de Finéias, mas não o mostramos da mesma maneira.
O ensinamento do Novo Testamento requer o nosso zelo para manter a pureza da igreja.
Já citamos instruções dadas aos coríntios e aos tessalonicenses sobre a necessidade de nos afastar de irmãos que voltam ao pecado. Muitas pessoas acham tal ensinamento duro demais, e muitas igrejas recusam seguí-lo. Quando procuramos um “jeitinho” para evitar esses mandamentos, ou simplesmente ignoramos a palavra de Deus, as conseqüências são gravíssimas:
1. O pecador permanece no erro, cauterizando a própria consciência;
2. Nós nos tornamos cúmplices, sujando a santa igreja com o pecado não corrigido;
3. Pela nossa conduta desobediente, mostramo-nos indignos de Deus, pois escolhemos a amizade de pecadores acima da santidade de Deus.
A necessidade de aplicar ensinamentos “duros” envolve, muitas vezes, membros da própria família. Às vezes, é necessário nos afastar de parentes “cristãos” que voltam ao pecado. Em vez de oferecer desculpas para justificar a nossa desobediência, a própria família deve ser a primeira na aplicação da disciplina de Deus ao pecador. Pode ser necessário falar para alguém, até da própria família:
“Você pode escolher o pecado e a eternidade no inferno, mas eu não vou junto!”
Purificar ou Destruir - A inda há mais um capítulo na história da purificação do templo. Na mesma semana da segunda purificação, Jesus avisou o povo que voltaria para destruir o templo em Jerusalém (Mateus 23:37-38; 24:2). Quarenta anos depois, ele usou o exército romano para cumprir a sua palavra. Jesus fez tudo para salvar o povo e estabelecer a sua comunhão com eles, mas rejeitaram os seus apelos. Devemos aprender a lição. Se não tivermos o zelo para purificar o santuário de Deus, a nossa casa ficará deserta.
Não é fácil ser um povo santo, mas somente os santos têm a esperança da vida eterna com Deus. Sejamos santos, porque Deus é santo! (1 Pedro 14-16)
E a dureza de Jesus? Quando ele fez uma pregação que causou as multidões a irem embora – devemos ser tão fortes? Quando ele expulsou os cambistas e comerciantes do templo – devemos ser tão zelosos, ao ponto de ofender outros?
Leia o relato de João 2:13-17 – “Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá”.
Como devemos aplicar o exemplo de Jesus em nosso serviço ao Senhor?
Deus é Santo - Para entender o zelo de Jesus, precisamos salientar a santidade de Deus.
Santo quer dizer “SEPARADO”.
Deus é separado de nós em dois sentidos. Primeiro, ele é o Criador, e nós, as criaturas (1 Samuel 2:2,6; Salmo 99:1-3). A natureza de Deus é diferente e superior à nossa. Este sentido da santidade de Deus se manifesta na criação que ele fez do nada. Segundo, ele é acima de todo pecado e maldade, e assim separado dos homens pecadores (Josué 24:19-20). Este aspecto da santidade de Deus se manifesta na criação de homens e mulheres com livre arbítrio, ou seja, com a capacidade de fazer escolhas morais.
Deus sempre quis um povo santo. Ele expressou esse desejo na Lei dada aos israelitas (Levítico 11:45). Hoje, ele nos convida a ser santos (1 Pedro 1:15-16). É a santidade que serve como base da nossa obediência à vontade de Deus.
A Santidade de Deus Deve Ser Respeitada no Santuário Dele - Jesus entendeu perfeitamente a santidade de Deus e conheceu bem a história dos santuários terrestres. O tabernáculo feito no deserto de Sinai representava a presença de Deus no meio do povo. Quando entraram para servir no tabernáculo, os sacerdotes foram obrigados a respeitar cuidadosamente a santidade do Senhor. Aqueles que não mostraram reverência total para com Deus foram mortos (Levítico 10:1-3).
Quase cinco séculos mais tarde, o templo em Jerusalém foi construído como uma casa mais permanente para Deus. Deus o santificou como sua habitação (1 Reis 9:3), mas disse que ficaria no meio do povo somente se Israel fosse fiel (1 Reis 9:6-9).
Quando Jesus chegou a Jerusalém e viu os homens profanando a casa de Deus, ele agiu com coragem e dureza. Em duas ocasiões, ele expulsou os comerciantes do templo (João 2:13-17, e três anos depois, em Mateus 21:12-13). Jesus respeitou a santidade do santuário de Deus, mesmo quando os líderes religiosos se mostraram relaxados nos seus deveres.
- O Cristão: Santuário de Deus -
Em 1 Coríntios 6:19-20, Paulo disse: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”.
- Cada cristão deve se enxergar como o templo de Deus -
Deus habita em nós, e deve ser glorificado e santificado pela nossa vida. Com essa base, compreendemos o problema do pecado. A nossa desobediência mancha e estraga o santuário de Deus. Um povo santo, o povo que Deus sempre quis, começa comigo e com você! Devemos ser santos, como ele é santo.
Agora chegamos à aplicação difícil: Imitamos o exemplo de Jesus em relação à pureza da nossa vida? Temos a coragem e o zelo para expulsar o pecado das nossas vidas? Temos a vontade de enfrentar as nossas fraquezas e tirar qualquer conduta ou atitude que milita contra a santidade do nosso Criador?
- A Igreja: Santuário de Deus -
A figura do santuário de Deus é usada, também, para descrever a igreja de Jesus. Paulo fala à igreja quando diz: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Coríntios 3:16-17). Em outra carta, ele diz que a igreja é a casa de Deus (1 Timóteo 3:14-15). Esses dois trechos mostram a importância de procedimento digno na igreja, tanto na edificação como na organização dela. A igreja deve ser zelosa em manter a doutrina pura e praticar somente as coisas autorizadas por Jesus.
Deus não habitará numa casa suja e poluída pela iniqüidade.
As cartas às igrejas da Ásia mostram a importância de manter a santidade da igreja. O Senhor rejeitará uma igreja que perdeu o seu amor (Apocalipse 2:4-5). Ele não ficará numa congregação que tolera falsas doutrinas ou imoralidade (Apocalipse 2:14-16,20). Uma igreja morta, cujas obras não sejam íntegras, será castigada por Jesus (Apocalipse 3:2-3). Ele vomitará da boca uma igreja morna e satisfeita (Apocalipse 3:15-17).
Como é que mantemos a santidade de uma igreja?
1. Precisamos tirar a impureza da nossa própria vida. Eu faço parte da congregação. Se eu limpar o meu coração, a igreja ficará mais limpa.
2. Devemos ajudar os nossos irmãos a se purificarem do pecado. Quando recuperamos o irmão que tropeçou (Gálatas 6:1-2), ou convertemos aquele que desviou (Tiago 5:19-20), a igreja ficará mais pura.
3. Quando um irmão persiste no pecado, somos obrigados a expulsá-lo do nosso meio (1 Coríntios 5:1-13; 2 Tessalonicenses 3:6-14). Algumas das igrejas da Ásia foram reprovadas por não fazer isso. Uma igreja que tolera o pecado aberto e persistente não ama a Deus acima de tudo. Se ela não mostrar o arrependimento, o Senhor removerá o seu candeeiro!
- Sejamos Zelosos! -
Jesus falou para a igreja de Laodicéia: “Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Apocalipse 3:19). No Velho Testamento, homens zelosos se mostraram radicais em tirar a má influência do pecado do meio do povo. Finéias matou os rebeldes e poupou Israel da praga que estava matando o povo (Números 25:1-13). Deus elogiou o zelo desse servo: “Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; de sorte que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel” (Números 25:11).
Em vários outros casos, servos fiéis escolheram Deus acima dos próprios filhos e irmãos. Quando Nadabe e Abiú morreram na rebeldia contra Deus, seu pai e seus irmãos continuaram no tabernáculo, respeitando a santidade de Deus (Levítico 10:3-7). Pais de filhos rebeldes foram instruídos a entregá-los à justiça para serem mortos, assim eliminando o mal do meio da congregação (Deuteronômio 21:18-21). A vontade de Deus e a pureza da congregação foram mais importantes do que a vida de um filho.
O povo de Israel recebeu de Deus uma lei que servia para governá-lo, tanto na vida espiritual, como nas questões civis. Por isso, o “governo” castigava as pessoas que desobedeciam as leis religiosas. Hoje, o governo ainda castiga malfeitores para manter ordem na sociedade (Romanos 13:1-4), mas a igreja não mata as pessoas que desobedecem as instruções religiosas que Deus nos deu! Devemos ter o mesmo zelo de Finéias, mas não o mostramos da mesma maneira.
O ensinamento do Novo Testamento requer o nosso zelo para manter a pureza da igreja.
Já citamos instruções dadas aos coríntios e aos tessalonicenses sobre a necessidade de nos afastar de irmãos que voltam ao pecado. Muitas pessoas acham tal ensinamento duro demais, e muitas igrejas recusam seguí-lo. Quando procuramos um “jeitinho” para evitar esses mandamentos, ou simplesmente ignoramos a palavra de Deus, as conseqüências são gravíssimas:
1. O pecador permanece no erro, cauterizando a própria consciência;
2. Nós nos tornamos cúmplices, sujando a santa igreja com o pecado não corrigido;
3. Pela nossa conduta desobediente, mostramo-nos indignos de Deus, pois escolhemos a amizade de pecadores acima da santidade de Deus.
A necessidade de aplicar ensinamentos “duros” envolve, muitas vezes, membros da própria família. Às vezes, é necessário nos afastar de parentes “cristãos” que voltam ao pecado. Em vez de oferecer desculpas para justificar a nossa desobediência, a própria família deve ser a primeira na aplicação da disciplina de Deus ao pecador. Pode ser necessário falar para alguém, até da própria família:
“Você pode escolher o pecado e a eternidade no inferno, mas eu não vou junto!”
Purificar ou Destruir - A inda há mais um capítulo na história da purificação do templo. Na mesma semana da segunda purificação, Jesus avisou o povo que voltaria para destruir o templo em Jerusalém (Mateus 23:37-38; 24:2). Quarenta anos depois, ele usou o exército romano para cumprir a sua palavra. Jesus fez tudo para salvar o povo e estabelecer a sua comunhão com eles, mas rejeitaram os seus apelos. Devemos aprender a lição. Se não tivermos o zelo para purificar o santuário de Deus, a nossa casa ficará deserta.
Não é fácil ser um povo santo, mas somente os santos têm a esperança da vida eterna com Deus. Sejamos santos, porque Deus é santo! (1 Pedro 14-16)
11/02/2013
PELA FÉ ABRAÃO CREU QUE HERDARIA A TERRA PROMETIDA.
O que é fé? O autor aos Hebreus diz que “fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1). É a certeza de esperar que tudo o que Deus prometeu em Sua palavra será cumprido. Pode demorar muito tempo, mas é ter certeza que Deus é fiel em cumprir o que prometeu. Porque esta certeza vem da fé que o Espírito Santo produz em nosso coração. Essa fé nos dar uma convicção tão imensa, que não precisamos ver nada na nossa frente para crermos. É crer naquilo em que não se pode ver. Só se pode ver com os olhos da fé. Essa fé faz com que creiamos no nosso Senhor Jesus Cristo, que ele voltará para nos levar para si mesmo.
Deus é espírito e por isso não se pode ver-lo. Mas pela fé é como se nós víssemos Deus. Assim como um cego sente o calor do sol e sabe que ele existe. Assim é o homem que tem fé. Pela fé sentimos em nosso coração que Deus existe. Pela fé podemos ver pela natureza que Deus existe. Tudo isso é fé. Fé é ter certeza, confiança e esperança de que Deus é fiel em cumprir suas promessas.
Irmãos no nosso texto vimos alguém que demonstrou tamanha fé em Deus. Essa pessoa foi Abraão, o pai de todos os crentes. O pai na fé dos crentes andou com Deus; “ele foi chamado amigo de Deus” (Tg 2.2). Abraão creu em Deus. Isso nós podemos ver em nosso texto como Abraão confiou na fidelidade de Deus.
1. pela fé, partiu sem saber para onde ia, (Hb11.8).
Irmãos, quando nós vamos nos mudar, procuramos saber exatamente para onde iremos. Porque antes observamos: a cidade, o bairro onde iremos morar, a casa. Nós nos preocupamos com tudo. Queremos saber tudo para onde vamos. Queremos saber em que terreno estamos pisando. Se é terra firme ou areia movediça. Queremos sempre ver com os nossos próprios olhos para onde iremos. Agora, imagine que alguém chega para você e diz: sai da tua terra, de perto dos teus familiares e, vai em direção ao norte ou ao sul, e deixa sua terra e familiares para trás. Se você faria isso eu não sei. Eu só sei que eu não faria.
Mas na palavra de Deus aconteceu isso. Em Gênesis 12.1 diz: “Ora, disse o Senhor a Abrão: sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei”. Abraão foi à pessoa que recebeu essa ordem. Ele tinha que deixar tudo para trás. Deixar o conhecido pelo desconhecido. Deixar o visível pelo invisível. Era uma decisão difícil para Abraão tomar. Ele ia sair da sua pátria, sua terra natal. Tinha que deixar seus familiares para trás. Tinha que sair da casa de seu pai. Aquele que sempre esteve ao seu lado. Colocando comida em casa e dando o que vestir. Tudo o que ele necessitasse seu pai estava ao seu lado para dar. Como todos sabem o pai é um dos entes mais queridos, mais amados que uma pessoa pode ter. Qual a decisão de Abraão? Será que ele demorou a tomar a decisão? NÃO! Ele não demorou em partir. Bem o Senhor não terminou de falar, partiu Abraão, como diz em Gênesis 12.4: “partiu, pois, Abrão como lhe ordenara o Senhor”.
Por que Abraão tomou a decisão tão rápida? Qual a sua garantia de que realmente herdaria a terra? Ele tinha algum documento comprovando que a terra era dele? Não, ele não tinha nenhum documento comprovando que a terra era dele! Aliás, que terra? Abraão nem sabia para onde estava indo. Abraão não poderia nem informar seus parentes para onde ele estava indo, porque ele mesmo não sabia. O Senhor apenas disse que iria mostrar a terra. O Senhor disse que depois, no futuro mostraria a terra.
É muito importante observarmos isso. Abraão obedeceu à voz do Senhor e partiu. O motivo de Abraão tomar a decisão tão rápida foi a FÉ. Hebreus 11.8 diz: “PELA FÉ, Abraão quando chamado, OBEDECEU, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber para aonde ia”. Foi pela fé que Abraão obedeceu. Não foi um ato irresponsável dele. Mas foi confiando na promessa do Senhor, que Abraão deixou o conhecido pelo desconhecido. No nosso texto diz que ele não sabia para aonde ia. Em Gênesis 12 o Senhor manda-o sair da sua terra, mas não diz qual terra era. Só quando ele chega em Canaã, é que o Senhor diz que Canaã seria dele, como diz Gênesis 15.7: “Disse-lhe mais: eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra”. O Senhor só confirma qual seria a terra, quando ele está na terra.
O autor de Hebreus diz que foi pela fé que Abraão confiou no Senhor. Obedecendo a sua voz. A obediência de Abraão mostra uma fé viva no Senhor. Em momento algum – quando o Senhor ordenou que ele deixasse o conhecido (sua terra natal), para ir para o desconhecido – vemos Abraão duvidando. Pelo contrário, o vemos obedecendo ao Senhor.
Ele creu pela fé no Senhor. Ele não precisou de qualquer garantia humana para obedecer. Mas confiou na fidelidade do Senhor em manter as suas promessas. A fé de Abraão estava fixada nas promessas do Senhor. Por isso ele não precisava de nenhuma outra garantia além das promessas do Senhor para crê. Ele creu que o Senhor daria aquela herança prometida, a terra de Canaã. Mesmo não sabendo para onde iria, ele demonstrou fé. Fé que é expressa na sua obediência ao Senhor. Abraão partiu em esperança contra esperança. Contra toda esperança humana. Aos olhos humanos ele não iria conseguir nada. Iria fracassar e morrer. Mas ele creu em esperança, isto é, com tranqüilidade singular, com expectação certa.
Porque Deus havia dito: eu te darei esta terra por herança. A Bíblia chama Abraão o pai de todos aqueles que crêem. Abraão realmente nos ensina a ter fé no Senhor. Não uma fé duvidosa, mas uma fé confiante que o Senhor cumprirá o que prometera. Abraão creu no Senhor e assim o Senhor foi honrado. Abraão fez da palavra de Deus a sua segurança e a sua base, que Deus realmente seria fiel.
Através de Abraão todos podiam e podem ver que o Senhor é um Deus fiel e que sempre cumpre a sua promessa. O Senhor permaneceu fiel as suas promessas feitas a Abraão. Abraão manifestou sua fé, obedecendo à voz do Senhor como um servo fiel. E partiu porque sabia que iria receber aquele lugar como herança dada pelo Senhor.
Para nós não é diferente para nós que cremos no Senhor. Nós não vimos o Senhor Jesus Cristo com os nossos próprios olhos. Mas nós cremos que Ele morreu para nos salvar. Ele nos tornou herdeiro da vida eterna, através do seu sacrifício na cruz. É somente através da fé que temos certeza que Deus é fiel em cumprir tudo o que Ele prometeu a nós. A fé nos direcionar para a fidelidade do Senhor. Como mostra nosso texto. A fidelidade do Senhor para com os seus filhos amados. Por isso nós não precisamos de nada mais do que a palavra do Senhor que é fiel.
2. Pela habitou na tera da promessa como estrangeiro, (Hb 11.9).
Abraão partiu para um lugar desconhecido. Não sabia para onde ia. Mas pela fé ele creu em Deus. Ele recebeu as promessas de Deus de que ele se tornaria herdeiro de um lugar que Deus lhe daria. Esse lugar era a terra de Canaã, a terra da promessa. Abraão viajou de Harã para Canaã, deixando para trás seus parentes.
Quando Abraão chega lá, na terra, tem uma surpresa. A terra está habitada por outras pessoas. Ele quando entra na terra prometida é recebido como estrangeiro e intruso. Em vez de chegar lá na terra e se apropriar da herança, ele é tratado como um intruso. Onde estava a herança pela qual havia esperado? E pior depois de chegar na terra, um pouco mais tarde, houve fome naquela terra e teve que ir para o Egito (Gn 12.10). Uma dura realidade que Abraão enfrentou. Ele deixou sua terra natal e agora não pode se apossar da terra prometida por Deus. Ele habitou na terra da herança em tendas. Ele que devia fixar-se como proprietário da terra dada por herança, passa a habitar em tendas. Ele passou a ser um peregrino na terra da promessa. Sua estadia na terra era tão temporária quanto às estacas que se usava para armar as tendas. Ele com seu filho e neto não passaram de estrangeiros e peregrinos em terra alheia (Hb 11.8). Em Hebreus 11.13 lemos: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra”.
Foi Jacó quem fez tal confissão, quando respondeu a Faraó que o tempo de suas peregrinações foram muito breve em comparação com o tempo das peregrinações de seus pais, e repassadas de muitas dificuldades (Gn 47.9).
Irmãos, o que aconteceu com a promessa de Deus dá a terra a Abraão como herança? Em vez dele se apossar da terra é recebido como estrangeiro. Ele tem que habitar em tendas como peregrino que não tem morada. Por causa da fome fugiu para o Egito, saindo da terra de Canaã. Cadê a herança dada por Deus!?
Uma pergunta muito importante irmãos: Por que sempre escutamos que Abraão e seus descendentes são estrangeiros? Por que a Bíblia faz questão de mencionar que eles são estarngeiros? Por que? Por que irmãos?
Irmãos, Abraão é chamado de estrangeiro, mas em Gênesis 23 falando da morte de sua esposa Sara e que por causa disso ele compra a caverna de Macpela para enterrar sua esposa. Ele comprou um terreno! Então, ele poderia comprar mais terra e construir sua casa. Ele já não seria mais estrangeiro. E mais, ele já comprou um terreno. Mas mesmo assim a Bíblia chama-o de estrangeiro. Por que? Não é estranho?
Irmãos, se olharmos bem o meio em que Abraão e seus descendentes estão vivendo é um mundo hostil. Aqueles povos são povos idolatras! Aquelas nações vivem fazendo tudo o que são contrário aos mandamentos de Deus. Eles odoram ídolos. Eles servem a suas próprias invenções. São povos descrentes. Povos que não servem ao Deus de Abraão. Eles não se comportam em conformidade com as ordenanças do senhor.
Os irmãos entendem agora porque Abraão é chamado de estrangeiro? O motivo é a sua fé em Deus! Ele era estrangeiro por causa da sua fé. Por causa da sua fé, ele é tratado de maneira diferente. Ele não praticava idolatria e nem fazia o que aqueles descrentes faziam. Mas ele confiava em Deus com todo o seu coração. Ele buscava fazer o melhor para que o nome de Deus fosse glorificado no meio dos descrentes. Ele viveu como um crente fiel. Vivendo em santidade em meio a uma sociedade imoral. Com toda sua vida ele foi fiel a Deus. Uma fé imensa. É por isso que a Bíblia chama-o de o pai de todos os crentes.
Nós somos filhos na fé de Abraão. Por isso somos estrangeiros nessa terra. Nós somos brasileiros, porque nascemos no Brasil e por isso temos nossos direitos. Temos uma casa que se não for nossa mesma é do nosso pai e ninguém pode tirar esse direito. Porém, mesmo assim SOMOS ESTRANGEIROS. Estrangeiros por causa da nossa fé no Senhor Jesus. Nós não cremos como o mundo. Não vivemos como o mundo. Por isso somos estrangeiros. Somos muitas vezes motivos de piadas porque não fazemos o que os descrentes fazem. Também podemos ser estrangeiros dentro da nossa própria casa. Quando você se torna um cristão, sofremos perseguições até por parte da nossa própria família. Eles começam a criticar dizendo: “você agora não tem mais tempo para fazer nada em casa. Você só quer está na igreja agora”. Isso é apenas um dos modos pelo qual sofremos. Por causa da nossa fé no Senhor Jesus Cristo. Por causa do nome de Cristo somos perseguidos. O Senhor Jesus Cristo disse que aquele que servir a ele será perseguido por causa do seu nome. Ser estrangeiro é ser fiel ao que cremos. É ser um crente que sofre por causa do nome de Cristo.
Temos que confiar na promessa do senhor. Confiando como Abraão confiou nas promessas do senhor. Nunca duvide das promessas do SENHOR. Porque o SENHOR é fiel e Ele cumprirá o que prometeu. E isso nos leva ao terceiro ponto.
3. Pela, aguardava a cidade que tem fundamentos (Hb 11.10).
Irmãos, a fé de Abraão em Deus era muito grande. Ele creu nas promessas de Deus. Ele não precisou ver a terra para poder crer em Deus. Ele creu no invisível. Fé, como define o autor da carta aos Hebreus no capítulo 11.1: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. Não foi com os olhos físicos que Abraão viu a promessa de Deus. Mas foi com os olhos da fé que ele creu.
Mesmo sem ver a terra prometida, ele teve esperança e convicção nas coisas que estavam invisíveis aos olhos físicos, mas visível aos olhos da fé. A esperança dele foi além da terra de Canaã dada por Deus como herança.
A atitude de viver como peregrino não é contrária a promessa? Na promessa Deus diz que dará por herança a terra de Canaã. Cadê a herança? Afinal de conta: o que é uma herança? Até agora ele não recebeu a herança e como ele aguardava a cidade que tem fundamentos? Isso foi muito difícil para Abraão? Isaque e Jacó que eram co-herdeiros com ele, eles viveram do mesmo modo. Quanto mais longa era a espera, mais intenso era o desânimo, caso não rejeitassem todos os assaltos da dúvida, segurando, empunhando o escudo da fé.
Mesmo com todos os acontecimentos Abraão não duvidou que o Senhor daria a herança prometida. Ele perseverou na fé. Ele poderia ter desanimado quando chegou na terra e não pôde tomar posse. Em vez disso ele foi tratado como um estrangeiro na terra de outros. Quando tudo parecia estar errado, ele pela fé, perseverou nas promessas do Senhor. Ele confiou que o Senhor é fiel. Mesmo que o mundo mostre o contrário, Deus permanece firme com suas promessas. Esse foi o consolo, a confiança de Abraão. Em saber que no céu habita um Deus fiel. Em saber que esse Deus nunca o deixaria na mão.
Porque uma fé duvidosa é algo assim como fogo frio ou água seca. Fé e dúvida não se encaixam. E a fé de Abraão em Deus estava acima de qualquer dúvida ou desconfiança.
Esse é um exemplo de fé que nós crentes devemos ter. Uma fé que enfrenta as dificuldades. Que persevera em frente às provações e tentações. Que crer que Jesus Cristo pelo seu único sacrifício conquistou a vida eterna para nós. Que iremos viver com Deus. Obediência e fé estão intimamente ligadas. Pela fé Abraão foi obediente a ponto de ir de encontro contra tudo e contra todos neste mundo. Pela obediência da fé ele foi fiel a Deus. E isso agrada a Deus. Porque sem fé é impossível agradar a Deus.
E isso é verdade! Porque sem fé não podemos agradar a Deus. Porque no momento das dificuldades iremos fracassar se não temos uma fé firme em Deus. Devemos ter uma fé que não duvida nas promessas do Senhor. Mas que apesar das dificuldades, vamos levantar os olhos para os céus, lá onde nosso Senhor Jesus Cristo está sentado à direita de Deus Pai. Buscando consolo em sua proteção. Porque todos nós somos peregrinos como Abraão. Em todos os momentos devemos buscá-Lo. Isso é confiar no Senhor.
O fato de Abraão viver em tenda, mostra que ele confiava que herdaria a terra prometida por Deus. Como diz no verso 16 do capítulo 11 de Hebreus: “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial”. Ele aguardava a cidade que tem fundamentos. Abraão confiava com muita fé na promessa do Senhor de herdar a terra. O que é uma herança? E como se pode receber? Uma herança é algo dado. Você não pode exigir para receber. Apenas receber de alguém que resolveu dar algo, só porque ele quis.
Em Hebreus 11.10 diz: “Porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador”. Ele sabia que era Deus que iria construir a cidade celestial. É por isso que Abraão disse ao rei de Sodoma, depois que libertou seu sobrinho que tinha sido preso.
Assim diz Gênesis 14.21-24: “Então, disse o rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo. Mas Abrão lhe respondeu: Levanto a mão ao senhor, Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; nada quero para mim, senão o que os rapazes comeram e a parte que toca aos homens Aner, Escol e Manre, que foram comigo; estes que tomem o seu quinhão”.
Abraão confiava que realmente o SENHOR iria construir a cidade que tem fundamentos. Que Deus daria a terra prometida. Essa promessa ia ser concedida por Deus a Abraão. Abraão era muito rico e por isso ele poderia comprar muitas terras. Também recebendo terra dos homens, como o caso do rei de Sodoma que ofereceu bens. Desse modo Abraão poderia conquistar a terra de Canaã.
Mas ele não recebeu bem algum e nem comprou terra para construir sua morada fixa. Por que não? Porque ele esperava o senhor entrega-lhe a terra proemtida. Ele creu que essa cidade iria ser planeja e edificada pelo próprio Deus. Da qual Deus é o arquiteto e edificador (Hb 11.10). Por isso ele recusou-se receber bens e comprar terras. Porque ele sabia que o senhor cumpriria a sua promessa.
Essa cidade é descrita em Apocalipse 21 como sendo a nova Jerusalém. A qual o autor aos Hebreus diz no verso 10: “da qual Deus é o arquiteto e edificador”. Quer dizer, foi Deus quem desenhou, planejou essa cidade. Ele planejou todos os detalhes dela. E mais do que isso. Ele mesmo foi quem lançou os alicerces. Ele mesmo edificou a cidade com seu imenso poder. Deus com seu poder criou uma cidade belíssima. Essa cidade era a morada que Abraão esperava. Sua fé em Deus permaneceu até o fim e Deus foi fiel em tudo. Em tudo o que prometeu a Abraão e a sua descendência. Abraão sabia muito bem que sua vida aqui na terra era passageira. Que os bens materiais de nada adiantavam para ele. Ele não acumulou bens algum nesta terra. Ele aguardava a cidade que tem fundamentos, a qual é a sua herança. A cidade que o próprio Deus construiu, que tem fundamentos eternos.
Ele teve paciência nas promessas de Deus. E por isso, Deus deu a herança, a morada na nova Jerusalém.
Irmãos, a nossa fé em Deus tem que ser uma fé viva. A nossa fé tem que ser uma chama que nos consome com um fervor imenso. Um fervor por confiar em Deus. De buscarmos ao nosso Senhor Jesus Cristo. A fé de Abraão foi imensa. Ele naquela época já esperava ansioso pela nova Jerusalém. Para ele estava perto. E para nós? Para nós está mais próximo ainda. O dia da volta de Cristo está próximo. E aquele que permanecer firme, Cristo o levará para si. E ele entrará nas bodas do cordeiro. Habitará na cidade de Deus. Deus será a luz da cidade. Só haverá alegria. Os fiéis estarão com Deus. “Por isso, Deus não se envergonhará deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb 11.16b). Então, a promessa feita a Abraão e seus descendentes será cumprida completamente. A promessa de ser o Deus dele e de seus descendentes.
Isso é um consolo para nós também. Porque essa promessa é também para nós. A esperança de viver na nova Jerusalém. De pertencer a uma pátria celestial. Uma pátria em que Deus é o Rei celestial. E nós fazemos parte desse reino. Devemos desejar ardentemente por estar na nova Jerusalém. Em eterna felicidade para todo sempre, na presença de Deus. Esperando ansiosamente pela volta de Cristo. Para ser levado por Ele para a nova Jerusalém.
Nós que cremos em Deus. Que manifestamos nossa fé em Jesus Cristo. Que cremos com os olhos da fé. Estaremos junto de Jesus Cristo. Moraremos na cidade com Deus, a nova Jerusalém para todo sempre.
Amém.
Deus é espírito e por isso não se pode ver-lo. Mas pela fé é como se nós víssemos Deus. Assim como um cego sente o calor do sol e sabe que ele existe. Assim é o homem que tem fé. Pela fé sentimos em nosso coração que Deus existe. Pela fé podemos ver pela natureza que Deus existe. Tudo isso é fé. Fé é ter certeza, confiança e esperança de que Deus é fiel em cumprir suas promessas.
Irmãos no nosso texto vimos alguém que demonstrou tamanha fé em Deus. Essa pessoa foi Abraão, o pai de todos os crentes. O pai na fé dos crentes andou com Deus; “ele foi chamado amigo de Deus” (Tg 2.2). Abraão creu em Deus. Isso nós podemos ver em nosso texto como Abraão confiou na fidelidade de Deus.
1. pela fé, partiu sem saber para onde ia, (Hb11.8).
Irmãos, quando nós vamos nos mudar, procuramos saber exatamente para onde iremos. Porque antes observamos: a cidade, o bairro onde iremos morar, a casa. Nós nos preocupamos com tudo. Queremos saber tudo para onde vamos. Queremos saber em que terreno estamos pisando. Se é terra firme ou areia movediça. Queremos sempre ver com os nossos próprios olhos para onde iremos. Agora, imagine que alguém chega para você e diz: sai da tua terra, de perto dos teus familiares e, vai em direção ao norte ou ao sul, e deixa sua terra e familiares para trás. Se você faria isso eu não sei. Eu só sei que eu não faria.
Mas na palavra de Deus aconteceu isso. Em Gênesis 12.1 diz: “Ora, disse o Senhor a Abrão: sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei”. Abraão foi à pessoa que recebeu essa ordem. Ele tinha que deixar tudo para trás. Deixar o conhecido pelo desconhecido. Deixar o visível pelo invisível. Era uma decisão difícil para Abraão tomar. Ele ia sair da sua pátria, sua terra natal. Tinha que deixar seus familiares para trás. Tinha que sair da casa de seu pai. Aquele que sempre esteve ao seu lado. Colocando comida em casa e dando o que vestir. Tudo o que ele necessitasse seu pai estava ao seu lado para dar. Como todos sabem o pai é um dos entes mais queridos, mais amados que uma pessoa pode ter. Qual a decisão de Abraão? Será que ele demorou a tomar a decisão? NÃO! Ele não demorou em partir. Bem o Senhor não terminou de falar, partiu Abraão, como diz em Gênesis 12.4: “partiu, pois, Abrão como lhe ordenara o Senhor”.
Por que Abraão tomou a decisão tão rápida? Qual a sua garantia de que realmente herdaria a terra? Ele tinha algum documento comprovando que a terra era dele? Não, ele não tinha nenhum documento comprovando que a terra era dele! Aliás, que terra? Abraão nem sabia para onde estava indo. Abraão não poderia nem informar seus parentes para onde ele estava indo, porque ele mesmo não sabia. O Senhor apenas disse que iria mostrar a terra. O Senhor disse que depois, no futuro mostraria a terra.
É muito importante observarmos isso. Abraão obedeceu à voz do Senhor e partiu. O motivo de Abraão tomar a decisão tão rápida foi a FÉ. Hebreus 11.8 diz: “PELA FÉ, Abraão quando chamado, OBEDECEU, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber para aonde ia”. Foi pela fé que Abraão obedeceu. Não foi um ato irresponsável dele. Mas foi confiando na promessa do Senhor, que Abraão deixou o conhecido pelo desconhecido. No nosso texto diz que ele não sabia para aonde ia. Em Gênesis 12 o Senhor manda-o sair da sua terra, mas não diz qual terra era. Só quando ele chega em Canaã, é que o Senhor diz que Canaã seria dele, como diz Gênesis 15.7: “Disse-lhe mais: eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra”. O Senhor só confirma qual seria a terra, quando ele está na terra.
O autor de Hebreus diz que foi pela fé que Abraão confiou no Senhor. Obedecendo a sua voz. A obediência de Abraão mostra uma fé viva no Senhor. Em momento algum – quando o Senhor ordenou que ele deixasse o conhecido (sua terra natal), para ir para o desconhecido – vemos Abraão duvidando. Pelo contrário, o vemos obedecendo ao Senhor.
Ele creu pela fé no Senhor. Ele não precisou de qualquer garantia humana para obedecer. Mas confiou na fidelidade do Senhor em manter as suas promessas. A fé de Abraão estava fixada nas promessas do Senhor. Por isso ele não precisava de nenhuma outra garantia além das promessas do Senhor para crê. Ele creu que o Senhor daria aquela herança prometida, a terra de Canaã. Mesmo não sabendo para onde iria, ele demonstrou fé. Fé que é expressa na sua obediência ao Senhor. Abraão partiu em esperança contra esperança. Contra toda esperança humana. Aos olhos humanos ele não iria conseguir nada. Iria fracassar e morrer. Mas ele creu em esperança, isto é, com tranqüilidade singular, com expectação certa.
Porque Deus havia dito: eu te darei esta terra por herança. A Bíblia chama Abraão o pai de todos aqueles que crêem. Abraão realmente nos ensina a ter fé no Senhor. Não uma fé duvidosa, mas uma fé confiante que o Senhor cumprirá o que prometera. Abraão creu no Senhor e assim o Senhor foi honrado. Abraão fez da palavra de Deus a sua segurança e a sua base, que Deus realmente seria fiel.
Através de Abraão todos podiam e podem ver que o Senhor é um Deus fiel e que sempre cumpre a sua promessa. O Senhor permaneceu fiel as suas promessas feitas a Abraão. Abraão manifestou sua fé, obedecendo à voz do Senhor como um servo fiel. E partiu porque sabia que iria receber aquele lugar como herança dada pelo Senhor.
Para nós não é diferente para nós que cremos no Senhor. Nós não vimos o Senhor Jesus Cristo com os nossos próprios olhos. Mas nós cremos que Ele morreu para nos salvar. Ele nos tornou herdeiro da vida eterna, através do seu sacrifício na cruz. É somente através da fé que temos certeza que Deus é fiel em cumprir tudo o que Ele prometeu a nós. A fé nos direcionar para a fidelidade do Senhor. Como mostra nosso texto. A fidelidade do Senhor para com os seus filhos amados. Por isso nós não precisamos de nada mais do que a palavra do Senhor que é fiel.
2. Pela habitou na tera da promessa como estrangeiro, (Hb 11.9).
Abraão partiu para um lugar desconhecido. Não sabia para onde ia. Mas pela fé ele creu em Deus. Ele recebeu as promessas de Deus de que ele se tornaria herdeiro de um lugar que Deus lhe daria. Esse lugar era a terra de Canaã, a terra da promessa. Abraão viajou de Harã para Canaã, deixando para trás seus parentes.
Quando Abraão chega lá, na terra, tem uma surpresa. A terra está habitada por outras pessoas. Ele quando entra na terra prometida é recebido como estrangeiro e intruso. Em vez de chegar lá na terra e se apropriar da herança, ele é tratado como um intruso. Onde estava a herança pela qual havia esperado? E pior depois de chegar na terra, um pouco mais tarde, houve fome naquela terra e teve que ir para o Egito (Gn 12.10). Uma dura realidade que Abraão enfrentou. Ele deixou sua terra natal e agora não pode se apossar da terra prometida por Deus. Ele habitou na terra da herança em tendas. Ele que devia fixar-se como proprietário da terra dada por herança, passa a habitar em tendas. Ele passou a ser um peregrino na terra da promessa. Sua estadia na terra era tão temporária quanto às estacas que se usava para armar as tendas. Ele com seu filho e neto não passaram de estrangeiros e peregrinos em terra alheia (Hb 11.8). Em Hebreus 11.13 lemos: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra”.
Foi Jacó quem fez tal confissão, quando respondeu a Faraó que o tempo de suas peregrinações foram muito breve em comparação com o tempo das peregrinações de seus pais, e repassadas de muitas dificuldades (Gn 47.9).
Irmãos, o que aconteceu com a promessa de Deus dá a terra a Abraão como herança? Em vez dele se apossar da terra é recebido como estrangeiro. Ele tem que habitar em tendas como peregrino que não tem morada. Por causa da fome fugiu para o Egito, saindo da terra de Canaã. Cadê a herança dada por Deus!?
Uma pergunta muito importante irmãos: Por que sempre escutamos que Abraão e seus descendentes são estrangeiros? Por que a Bíblia faz questão de mencionar que eles são estarngeiros? Por que? Por que irmãos?
Irmãos, Abraão é chamado de estrangeiro, mas em Gênesis 23 falando da morte de sua esposa Sara e que por causa disso ele compra a caverna de Macpela para enterrar sua esposa. Ele comprou um terreno! Então, ele poderia comprar mais terra e construir sua casa. Ele já não seria mais estrangeiro. E mais, ele já comprou um terreno. Mas mesmo assim a Bíblia chama-o de estrangeiro. Por que? Não é estranho?
Irmãos, se olharmos bem o meio em que Abraão e seus descendentes estão vivendo é um mundo hostil. Aqueles povos são povos idolatras! Aquelas nações vivem fazendo tudo o que são contrário aos mandamentos de Deus. Eles odoram ídolos. Eles servem a suas próprias invenções. São povos descrentes. Povos que não servem ao Deus de Abraão. Eles não se comportam em conformidade com as ordenanças do senhor.
Os irmãos entendem agora porque Abraão é chamado de estrangeiro? O motivo é a sua fé em Deus! Ele era estrangeiro por causa da sua fé. Por causa da sua fé, ele é tratado de maneira diferente. Ele não praticava idolatria e nem fazia o que aqueles descrentes faziam. Mas ele confiava em Deus com todo o seu coração. Ele buscava fazer o melhor para que o nome de Deus fosse glorificado no meio dos descrentes. Ele viveu como um crente fiel. Vivendo em santidade em meio a uma sociedade imoral. Com toda sua vida ele foi fiel a Deus. Uma fé imensa. É por isso que a Bíblia chama-o de o pai de todos os crentes.
Nós somos filhos na fé de Abraão. Por isso somos estrangeiros nessa terra. Nós somos brasileiros, porque nascemos no Brasil e por isso temos nossos direitos. Temos uma casa que se não for nossa mesma é do nosso pai e ninguém pode tirar esse direito. Porém, mesmo assim SOMOS ESTRANGEIROS. Estrangeiros por causa da nossa fé no Senhor Jesus. Nós não cremos como o mundo. Não vivemos como o mundo. Por isso somos estrangeiros. Somos muitas vezes motivos de piadas porque não fazemos o que os descrentes fazem. Também podemos ser estrangeiros dentro da nossa própria casa. Quando você se torna um cristão, sofremos perseguições até por parte da nossa própria família. Eles começam a criticar dizendo: “você agora não tem mais tempo para fazer nada em casa. Você só quer está na igreja agora”. Isso é apenas um dos modos pelo qual sofremos. Por causa da nossa fé no Senhor Jesus Cristo. Por causa do nome de Cristo somos perseguidos. O Senhor Jesus Cristo disse que aquele que servir a ele será perseguido por causa do seu nome. Ser estrangeiro é ser fiel ao que cremos. É ser um crente que sofre por causa do nome de Cristo.
Temos que confiar na promessa do senhor. Confiando como Abraão confiou nas promessas do senhor. Nunca duvide das promessas do SENHOR. Porque o SENHOR é fiel e Ele cumprirá o que prometeu. E isso nos leva ao terceiro ponto.
3. Pela, aguardava a cidade que tem fundamentos (Hb 11.10).
Irmãos, a fé de Abraão em Deus era muito grande. Ele creu nas promessas de Deus. Ele não precisou ver a terra para poder crer em Deus. Ele creu no invisível. Fé, como define o autor da carta aos Hebreus no capítulo 11.1: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. Não foi com os olhos físicos que Abraão viu a promessa de Deus. Mas foi com os olhos da fé que ele creu.
Mesmo sem ver a terra prometida, ele teve esperança e convicção nas coisas que estavam invisíveis aos olhos físicos, mas visível aos olhos da fé. A esperança dele foi além da terra de Canaã dada por Deus como herança.
A atitude de viver como peregrino não é contrária a promessa? Na promessa Deus diz que dará por herança a terra de Canaã. Cadê a herança? Afinal de conta: o que é uma herança? Até agora ele não recebeu a herança e como ele aguardava a cidade que tem fundamentos? Isso foi muito difícil para Abraão? Isaque e Jacó que eram co-herdeiros com ele, eles viveram do mesmo modo. Quanto mais longa era a espera, mais intenso era o desânimo, caso não rejeitassem todos os assaltos da dúvida, segurando, empunhando o escudo da fé.
Mesmo com todos os acontecimentos Abraão não duvidou que o Senhor daria a herança prometida. Ele perseverou na fé. Ele poderia ter desanimado quando chegou na terra e não pôde tomar posse. Em vez disso ele foi tratado como um estrangeiro na terra de outros. Quando tudo parecia estar errado, ele pela fé, perseverou nas promessas do Senhor. Ele confiou que o Senhor é fiel. Mesmo que o mundo mostre o contrário, Deus permanece firme com suas promessas. Esse foi o consolo, a confiança de Abraão. Em saber que no céu habita um Deus fiel. Em saber que esse Deus nunca o deixaria na mão.
Porque uma fé duvidosa é algo assim como fogo frio ou água seca. Fé e dúvida não se encaixam. E a fé de Abraão em Deus estava acima de qualquer dúvida ou desconfiança.
Esse é um exemplo de fé que nós crentes devemos ter. Uma fé que enfrenta as dificuldades. Que persevera em frente às provações e tentações. Que crer que Jesus Cristo pelo seu único sacrifício conquistou a vida eterna para nós. Que iremos viver com Deus. Obediência e fé estão intimamente ligadas. Pela fé Abraão foi obediente a ponto de ir de encontro contra tudo e contra todos neste mundo. Pela obediência da fé ele foi fiel a Deus. E isso agrada a Deus. Porque sem fé é impossível agradar a Deus.
E isso é verdade! Porque sem fé não podemos agradar a Deus. Porque no momento das dificuldades iremos fracassar se não temos uma fé firme em Deus. Devemos ter uma fé que não duvida nas promessas do Senhor. Mas que apesar das dificuldades, vamos levantar os olhos para os céus, lá onde nosso Senhor Jesus Cristo está sentado à direita de Deus Pai. Buscando consolo em sua proteção. Porque todos nós somos peregrinos como Abraão. Em todos os momentos devemos buscá-Lo. Isso é confiar no Senhor.
O fato de Abraão viver em tenda, mostra que ele confiava que herdaria a terra prometida por Deus. Como diz no verso 16 do capítulo 11 de Hebreus: “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial”. Ele aguardava a cidade que tem fundamentos. Abraão confiava com muita fé na promessa do Senhor de herdar a terra. O que é uma herança? E como se pode receber? Uma herança é algo dado. Você não pode exigir para receber. Apenas receber de alguém que resolveu dar algo, só porque ele quis.
Em Hebreus 11.10 diz: “Porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador”. Ele sabia que era Deus que iria construir a cidade celestial. É por isso que Abraão disse ao rei de Sodoma, depois que libertou seu sobrinho que tinha sido preso.
Assim diz Gênesis 14.21-24: “Então, disse o rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo. Mas Abrão lhe respondeu: Levanto a mão ao senhor, Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; nada quero para mim, senão o que os rapazes comeram e a parte que toca aos homens Aner, Escol e Manre, que foram comigo; estes que tomem o seu quinhão”.
Abraão confiava que realmente o SENHOR iria construir a cidade que tem fundamentos. Que Deus daria a terra prometida. Essa promessa ia ser concedida por Deus a Abraão. Abraão era muito rico e por isso ele poderia comprar muitas terras. Também recebendo terra dos homens, como o caso do rei de Sodoma que ofereceu bens. Desse modo Abraão poderia conquistar a terra de Canaã.
Mas ele não recebeu bem algum e nem comprou terra para construir sua morada fixa. Por que não? Porque ele esperava o senhor entrega-lhe a terra proemtida. Ele creu que essa cidade iria ser planeja e edificada pelo próprio Deus. Da qual Deus é o arquiteto e edificador (Hb 11.10). Por isso ele recusou-se receber bens e comprar terras. Porque ele sabia que o senhor cumpriria a sua promessa.
Essa cidade é descrita em Apocalipse 21 como sendo a nova Jerusalém. A qual o autor aos Hebreus diz no verso 10: “da qual Deus é o arquiteto e edificador”. Quer dizer, foi Deus quem desenhou, planejou essa cidade. Ele planejou todos os detalhes dela. E mais do que isso. Ele mesmo foi quem lançou os alicerces. Ele mesmo edificou a cidade com seu imenso poder. Deus com seu poder criou uma cidade belíssima. Essa cidade era a morada que Abraão esperava. Sua fé em Deus permaneceu até o fim e Deus foi fiel em tudo. Em tudo o que prometeu a Abraão e a sua descendência. Abraão sabia muito bem que sua vida aqui na terra era passageira. Que os bens materiais de nada adiantavam para ele. Ele não acumulou bens algum nesta terra. Ele aguardava a cidade que tem fundamentos, a qual é a sua herança. A cidade que o próprio Deus construiu, que tem fundamentos eternos.
Ele teve paciência nas promessas de Deus. E por isso, Deus deu a herança, a morada na nova Jerusalém.
Irmãos, a nossa fé em Deus tem que ser uma fé viva. A nossa fé tem que ser uma chama que nos consome com um fervor imenso. Um fervor por confiar em Deus. De buscarmos ao nosso Senhor Jesus Cristo. A fé de Abraão foi imensa. Ele naquela época já esperava ansioso pela nova Jerusalém. Para ele estava perto. E para nós? Para nós está mais próximo ainda. O dia da volta de Cristo está próximo. E aquele que permanecer firme, Cristo o levará para si. E ele entrará nas bodas do cordeiro. Habitará na cidade de Deus. Deus será a luz da cidade. Só haverá alegria. Os fiéis estarão com Deus. “Por isso, Deus não se envergonhará deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb 11.16b). Então, a promessa feita a Abraão e seus descendentes será cumprida completamente. A promessa de ser o Deus dele e de seus descendentes.
Isso é um consolo para nós também. Porque essa promessa é também para nós. A esperança de viver na nova Jerusalém. De pertencer a uma pátria celestial. Uma pátria em que Deus é o Rei celestial. E nós fazemos parte desse reino. Devemos desejar ardentemente por estar na nova Jerusalém. Em eterna felicidade para todo sempre, na presença de Deus. Esperando ansiosamente pela volta de Cristo. Para ser levado por Ele para a nova Jerusalém.
Nós que cremos em Deus. Que manifestamos nossa fé em Jesus Cristo. Que cremos com os olhos da fé. Estaremos junto de Jesus Cristo. Moraremos na cidade com Deus, a nova Jerusalém para todo sempre.
Amém.
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